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Casa, lago, ponte, árvores e pedras em Jardim Japonês
Foto: Suziane Fonseca/PBH

Jardim Japonês: um recanto de beleza oriental em Belo Horizonte

25/10/2018 | 16:51 | atualizado em 25/10/2018 | 16:51

Uma combinação de algumas espécies vegetais de origem oriental com outras de flora brasileira chama a atenção dos visitantes do espaço do Jardim Japonês, da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZoo). Lá o pinheiro negro (Kuromatsu), a cerejeira (Sakura), o ácer (Momiji), a azaleia (Tsutsuji) e o bambu (Take) podem ser vistos convivendo com o mogno e o jacarandá.

O Jardim Japonês é uma espécie de “cartão de visitas” para quem chega pela portaria principal da Fundação. Ocupa uma área nobre de cinco mil metros quadrados no Zoológico e tem vários atrativos que representam a amizade entre o povo oriental e o brasileiro.

A construção do Jardim Japonês foi resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte e a Associação Mineira de Cultura Nipo-Brasileira. O projeto, do paisagista Haruho Ieda, se inspirou nos jardins existentes no país nipônico para promover “o respeito à natureza.”

Assim como os demais jardins temáticos do Japão, o de Belo Horizonte é composto por elementos paisagísticos que carregam uma simbologia muito significativa, relacionada a conceitos da filosofia zen-budista, que busca a naturalidade, a serenidade, a assimetria e a simplicidade.

Um breve “passeio virtual” pelo jardim revela esse simbolismo. Ao transpor o portal de entrada, isto é, o tori, o visitante sai do mundo comum e entra no espiritual. As lanternas de pedra e de madeira (Torôs) “iluminam” o caminho que conduz à ponte (Taiko Bashi) – que, por sua vez, representa uma evolução para um nível superior em termos de amadurecimento e autoconhecimento.

A casa de chá (Sukiya) chama à descoberta de mais um aspecto da cultura oriental, que, em sua sabedoria milenar, instaurou ritos em que a delicadeza dos gestos fala mais que mil palavras. A cerimônia do chá (Chanoyu) é um exemplo dessa manifestação simbólica desenvolvida sob a influência do zen-budismo. É a arte de servir e beber o “matcha”, um chá verde.

A flor de cerejeira tem um significado singular: é conhecida como a flor da felicidade. A florada da árvore é comemorada no Hanami, evento que acontece no Japão em março e abril. Mesmo sem a exuberância que toma conta de avenidas e praças japonesas, a floração dessa espécie no Jardim de BH já dá uma boa noção acerca da delicadeza dessa flor que é símbolo do país oriental.

Outro elemento de destaque é o bambu. Símbolo da perseverança, por ser flexível e resistente ao mesmo tempo, a planta representa a capacidade de adaptação a mudanças.


Em mãos cuidadosas

Com o objetivo de conservar a concepção original do projeto paisagístico, a FPMZB realiza um trabalho diário no jardim. As atividades ficam a cargo de dois jardineiros, que cuidam especialmente da retirada das ervas daninhas, da irrigação e de manter o formato arredondado e harmonioso dos arbustos. Nos meses de chuva, a poda da grama é praticada a cada 15 dias e a retirada das ervas daninhas é feita manualmente.

Por duas vezes (uma em 2012, outra em 2013) o Jardim serviu de cenário para imponentes apresentações da ópera Madame Butterfly, com realização da Fundação Clóvis Salgado, eventos que marcaram o calendário da capital mineira.

O Jardim está aberto para visitação de terça a domingo, incluindo feriados, das 8h30 às 17h.

 

25/10/2018. Jardim Japonês. Fotos: Suziane Fonseca/FPMZB