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Mulher, sentada em mesa de computador, mostra Guia rápido sobre hanseníase.
Foto: Leila Porto

Guia rápido de hanseníase auxilia diagnóstico e tratamento da doença

11/05/2018 | 19:32 | atualizado em 13/06/2018 | 16:46

Os profissionais dos 152 Centros de Saúde de Belo Horizonte têm em mãos uma importante ferramenta no auxílio ao diagnóstico da hanseníase. O “Guia Rápido Hanseníase” é um material informativo de consulta com conteúdo de fácil compreensão, voltado especialmente para os profissionais de saúde contendo informações detalhadas sobre a doença, diagnóstico e tratamento. Foram confeccionadas mil unidades, destinados para as Equipe de Saúde da Família (ESF) e médicos de apoio dos centros de saúde.

 

O guia foi elaborado pela coordenação do Programa de Controle de Hanseníase e a arte feita pelo setor de produção gráfica da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA).

 

Segundo a coordenadora do Programa de Controle da Hanseníase, Juliana Veiga, o material teve boa aceitação. “Esse tipo de guia rápido é importante. Com ele o profissional consegue ter as informações básicas para o atendimento dos casos suspeitos ou de pessoas em tratamento”, relata.

 

Segundo Veiga, há um esforço da coordenação junto aos profissionais para agilizar a detecção da doença. “O guia vem para contribuir com o trabalho do profissional no diagnóstico e tratamento precoce da doença, evitando detecção tardia e a forma mais severa da doença, no paciente ou em pessoas próximas. Nosso índice atual de cura hoje, está em 90%”, esclarece.

 

 

A doença

A hanseníase é doença infectocontagiosa crônica e, potencialmente incapacitante, se não diagnosticada precocemente. Pode causar esterilidade, cegueira, deformidades ósseas e articulares e até mesmo levar ao óbito.

 

A transmissão geralmente ocorre pelas vias aéreas. Não ocorre transmissão através da pele íntegra e utensílios. Após 36 horas do início do tratamento o paciente não transmite mais doença, mas é necessário que não haja interrupção do tratamento. Os principais sintomas da doença são o surgimento de manchas na pele, em sua maioria, com alteração de sensibilidade.

 

Cerca de 95% das pessoas possui resistência natural à doença e é necessário contato íntimo e prolongado para que ocorra a transmissão. Não existe vacina específica, a BCG protege contra as formas mais graves, segundo estudos científicos.

 

 

Novos casos

Em 2017, foram notificados 46 casos novos da doença em residentes de Belo Horizonte. A capital possui serviços de referência que recebem pacientes de outros municípios. Os pacientes são atendidos nos 152 centros de saúde através de busca ativa de sintomáticos dermatológicos ou encaminhados pela Atenção Secundária. O usuário deve ser acompanhado pela equipe do centro de saúde mais próximo de sua casa e se necessário, pode ser encaminhado para uma referência secundária.

 

O tratamento é realizado com medicamentos administrados por via oral. Tem a duração de 6 a 12 meses, dependendo do caso. O tratamento é realizado gratuitamente e é encontrado em todos os centros de saúde do município. É muito importante que as pessoas que convivem ou conviveram com a pessoa diagnosticada sejam examinadas, pois são as elas que têm maior chance de adoecer. A hanseníase tem cura e, se tratada precocemente e de forma adequada, é possível evitar as incapacidades e as sequelas.

 

Durante todo o ano de 2017, a SMSA manteve a busca ativa de contatos não examinados e casos em abandono ou risco do mesmo, a fim de propiciar o diagnóstico precoce e assegurar a completitude do tratamento.

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