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Enquete pública escolhe nome de cadela filhote da Guarda Municipal
Foto: Junia Garrido

Enquete pública escolhe nome de cadela filhote da Guarda Municipal

criado em - atualizado em

A população de Belo Horizonte poderá escolher a partir desta quarta-feira (18) até o dia 2 de abril, o nome da nova cadela policial da Guarda Civil Municipal, entre as opções Atena, Hera ou Kira. A escolha poderá ser feita no portal da PBH.

A equipe do Grupamento de Operações com Cães (GOC) da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte (GCMBH) já iniciou, nesta semana, o processo de formação da nova cadela policial, que será especializada em “faro”. O animal, uma filhote fêmea da raça Pastor Belga Malinois com pouco menos de dois meses de idade, será preparado para atuar em missões de detecção de substâncias ilícitas, explosivos, armas e também em operações de busca e localização de pessoas, inclusive em cenários de desastres.

O treinamento de detecção também conhecido como "treinamento de faro" é conduzido por uma equipe técnica formada pelos próprios agentes da Guarda Civil Municipal. Durante as sessões de treinamento, o filhote é submetido a processos de modelagem comportamental e estímulo do comportamento de busca, realizados em pistas e ambientes controlados localizados na sede do Grupamento de Operações com Cães do Departamento de Missões Especiais.

A cadela ingressou oficialmente no grupamento no dia 7 de março e passa a integrar o plantel de cães operacionais da unidade, onde vai conviver com outros dois cães policiais já em atividade: Apolo, Pastor Belga Malinois de um ano e sete meses, e Zartan, Pastor Alemão de dois anos. 

As rotinas de treinamento são conduzidas diariamente por cinco instrutores especializados em cinotecnia policial: os guardas municipais Wesley Lopes, Carlos André, Arconti, Aimberê e Walmor Gaspar de Brito. A equipe possui ampla experiência na formação e condução de cães de trabalho, realizando treinamentos sistemáticos e coordenados voltados ao desenvolvimento do máximo potencial operacional de cada animal do plantel.

Equipe de cães da Guarda Civil

O coordenador do Grupamento de Operações com Cães, subinspetor Erick Niemeyer destaca que o cão Apolo é o primeiro cão policial especializado em detecção de drogas da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte. Neste ano, Apolo participou da primeira operação conjunta com a Polícia Civil no Aglomerado da Serra, onde demonstrou elevada eficiência operacional ao localizar um esconderijo de entorpecentes durante a ação.

Já o cão Zartan possui treinamento especializado em rastreamento humano, modalidade em que o animal segue vestígios odoríferos de indivíduos em deslocamento, sendo treinado principalmente para operações de busca por infratores em áreas extensas ou de difícil acesso.

Segundo o subinspetor Erick Niemeyer, todos os cães do grupamento são tratados dentro de rigorosos protocolos de bem-estar animal e manejo operacional, recebendo acompanhamento técnico e veterinário permanente. “Como exemplo, os animais são transportados em viaturas adaptadas, equipadas com compartimentos específicos para transporte de cães policiais, dotados de sistemas de segurança, ventilação e climatização adequados”, disse.

Para o gerente do Departamento de Missões Especiais, Marcelo Silvestre Paes, “o cão policial é mais um integrante no somatório de esforços para a manutenção da excelência dos serviços prestados diariamente pela Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte. O animal é um recurso disponível para ser empregado em situações que demandam um pronto emprego e uma rápida resposta por parte dos operadores táticos das equipes especializadas da Guarda”.

Treinamento

A formação de um cão de detecção é um processo gradual, técnico e altamente estruturado. O treinamento geralmente se inicia quando o filhote tem entre dois e quatro meses de idade, fase considerada crítica para o desenvolvimento comportamental do animal. Nesse período são trabalhados fundamentos essenciais, como socialização ambiental, habituação a estímulos operacionais, obediência básica e fortalecimento do impulso de caça (prey drive), característica comportamental fundamental que motiva o cão a persistir na busca por um alvo.

Os primeiros exercícios são realizados de forma lúdica, normalmente por meio de brincadeiras em que o filhote é incentivado a localizar um brinquedo escondido. Ao encontrar o objeto, o animal recebe reforços positivos, como brincadeiras ou recompensas alimentares, consolidando a associação entre busca e recompensa.

Entre seis e oito meses de idade, inicia-se a fase técnica do treinamento, quando o cão passa a ser gradualmente condicionado a associar odores específicos de substâncias-alvo à recompensa. Esse processo utiliza técnicas de condicionamento operante e discriminação olfativa, permitindo que o animal identifique com precisão os odores previamente trabalhados.

À medida em que o treinamento evolui, os exercícios tornam-se progressivamente mais complexos, incluindo simulações operacionais em veículos, bagagens, edificações, áreas abertas e cenários urbanos, aproximando o cão das condições reais de emprego.
Um cão de detecção atinge a plena capacidade operacional após um período médio de 12 a 18 meses de treinamento contínuo.

Ao final do processo, o animal não apenas reconhece os odores das substâncias-alvo, como também aprende a emitir uma sinalização clara e padronizada ao condutor ao localizar o odor, tornando-se um aliado de grande eficiência no apoio às atividades policiais.