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Treze pessoas reunidas, sentadas em círculo, para as atividades do Encontro das Famílias.
Foto: Andréa Moreira/PBH

Encontro de Famílias discute trabalho infantil na Pampulha

18/07/2017 | 15:42 | atualizado em 20/07/2017 | 07:58

Discutir sobre a questão Infância e Trabalho: com este tema, a Regional Pampulha, por meio da Gerência de Assistência Social, realizou, no dia 13 de julho, no auditório da Regional Pampulha (Av. Antônio Carlos, 7.596, São Luís) o Encontro de Famílias atendidas pelos serviços socioassistenciais. Compareceram representantes das famílias convidadas e técnicos dos serviços de Proteção e Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos (PAEFI-P), das Medidas Sócio Educativas (MSE-P), da Equipe de Proteção Social Básica (ESPB-P) e do Serviço de Proteção Social à Pessoa com Deficiência (SPSPD-P).

 

Para “quebrar o gelo” e deixar os participantes à vontade, foi realizada a dinâmica  do fósforo, em que cada pessoa risca um fósforo e, enquanto a chama permanece acessa, se apresenta, contando um pouco de si. A seguir, os técnicos propuseram aos participantes jogarem o “Jogo da Proteção”, espécie de jogo da memória no qual devem ser identificadas as cartas ilustradas com cenas de crianças e adolescentes brincando e estudando e, em outras, crianças e adolescentes em situação de exploração do trabalho infantil. Durante o jogo, os participantes foram virando as cartas, tentando encontrar seus pares, e, todas as vezes que alguém acertava as cartas iguais, os técnicos fomentavam uma discussão sobre a cena ilustrada ali, propondo a reflexão sobre as situações apresentadas.  Foram discutidas também as oportunidades de trabalho protegido para adolescentes a partir de 14 anos.  A seguir, foi exibida uma reportagem sobre a questão do combate ao trabalho infantil.
 

Durante as discussões, os técnicos se empenharam em conscientizar os participantes de que o trabalho infantil é proibido por lei. “A criança deve levar uma vida normal, sem a responsabilidade de cumprir tarefas que extrapolam sua idade e condição física”, explicou a psicóloga do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado à Famílias e Indivíduos (PAEFI / CREAS-P), Daniela Dias Ribeiro. Moradora do bairro Jardim Alvorada, Selma Andrade gostou do encontro: “Achei importante. Dá esperança de melhorar a situação das crianças. Foi divertido também porque este jogo mostrou que minha memória não está tão ruim.” Para Maria Rodrigues, do bairro Confisco, foi ótimo participar: “Pra gente que é mãe, saber que há crianças nesta situação de trabalho é muito triste. Já passei por isso na minha vida e não quero isso para os meus filhos.”

 

Para finalizar, cada participante esboçou, por meio de escrita ou desenho, sua avaliação sobre a atividade. Para a estudante da E.M. Aurélio Pires, Isadora Alves (14 anos) a oportunidade foi boa: “Achei interessante a abordagem do assunto. A escola já tratou sobre isso e quanto mais informação sobre o assunto, melhor.” Moradora do bairro Santa Terezinha, Natália Sales Rocha gostou de participar: “Gostei. Tenho uma filha de 16 anos e aprendi que a gente não deve por as crianças para trabalhar. Elas devem estudar e brincar.” Cada participante recebeu o “Jogo da Proteção”, além de material informativo sobre a campanha “BH: Crianças e Adolescentes Protegidos”.

 

Para a equipe de técnicos, o objetivo foi alcançado. A psicóloga Fabiana Neves de Andrade comemorou o balanço positivo do encontro: “Foi essencial podermos tratar dos direitos da criança e do adolescente, como o direito ao lazer  e ao estudo, enquanto dever dos adultos. Foi importante também identificar o que é trabalho infantil do que é formação de hábitos: a criança pode sim ter tarefas, aprender a cuidar de si e do ambiente a sua volta, e isso não significa exploração de seu trabalho. É preciso que os pais e responsáveis entendam estes conceitos, a fim de que se sintam empoderados na tarefa de orientar e educar suas crianças” .

 

Gerente de Assistência Social na Pampulha, Cláudia Melo explicou que o encontro foi uma diretriz da Campanha Temática do PETI, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, desenvolvida pela Secretaria Municipal de Assistência Social, e que perpassou todos os serviços do SUAS na Regional Pampulha. A produção deste trabalho coletivo será exposta na 12ª Conferência Municipal de Assistência Social do Município de Belo Horizonte, que acontecerá entre os dias 21 e 22 de julho no Minas Centro. 

As psicólogas Fabiana Neves, Daniela Dias e Nathalie Teixeira explicam a dinâmica do fósforo.
As psicólogas Fabiana Neves, Daniela Dias e Nathalie Teixeira explicam a dinâmica do fósforo.
Participante se apresenta para os demais na dinâmica do fósforo.
Participante se apresenta para os demais na dinâmica do fósforo.
A assistente social Roberta Mendes participa da dinâmica do fósforo.
A assistente social Roberta Mendes participa da dinâmica do fósforo.
Participantes jogam o Jogo da Proteção.
Participantes jogam o Jogo da Proteção.
Participantes jogam o Jogo da Proteção.
Participantes jogam o Jogo da Proteção.
Participante analisa a cena ilustrada em uma das cartas do Jogo da Proteção.
Participante analisa a cena ilustrada em uma das cartas do Jogo da Proteção.
Participante faz avaliação do encontro.
Participante faz avaliação do encontro.
Pasta contendo material informativo sobre o trabalho infantil.
Pasta contendo material informativo sobre o trabalho infantil.
Material do Jogo da Proteção.
Material do Jogo da Proteção.
Natália Soares, participante do Encontro de Famílias.
Natália Soares, participante do Encontro de Famílias.
Selma Andrade, participante do Encontro de Famílias.
Selma Andrade, participante do Encontro de Famílias.