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#paratodosverem: Na imagem, um grupo de crianças posa sorridente em um espaço decorado com tecidos coloridos, representando um cenário cultural. Elas usam faixas na cabeça e roupas estampadas, sugerindo uma atividade escolar temática, ligada à cultura afro-brasileira e indígena
Acervo Franceline Rodrigues - EMEI Padre Tarcísio

Emei promove rodas étnico-raciais

criado em - atualizado em

A EMEI Padre Tarcísio, na região Centro-Sul, desenvolveu, em 2025, rodas étnico-raciais, com o objetivo de promover a valorização da diversidade no ambiente escolar e contribuir para a construção de uma educação mais justa, equitativa e inclusiva. 


A iniciativa busca fomentar o respeito às diferenças, combater o racismo estrutural, desenvolver o letramento racial e reconhecer as contribuições históricas, sociais e culturais dos povos afro-brasileiros, indígenas e das comunidades locais. 


Os encontros acontecem mensalmente e, em cada edição, uma turma é escolhida para preparar e apresentar uma atividade diferente, que pode envolver música, dança, teatro, desfile, entre outras manifestações artísticas.  


Durante a manhã, as crianças e os professores apresentam suas produções para os colegas e equipe da escola. À tarde, as famílias são convidadas a participar do evento, fortalecendo os laços entre escola e comunidade, além de promover o envolvimento familiar no processo educativo. 


A primeira apresentação trouxe o Jongo, uma dança de roda tradicional, trazida pelos africanos escravizados da região Congo-Angola e marcada por tambores, cantos e movimentos de giros e pisadas fortes no chão. 


“A dança africana na educação infantil tem um papel transformador: ela promove o desenvolvimento cognitivo, motor, social e emocional dos pequenos, ao mesmo tempo em que fortalece a identidade cultural, estimula o respeito à diversidade e contribui diretamente para o combate ao racismo”, explica a professora Jennifer Regiane Ferreira Viana, responsável pela turma que apresentou a roda do mês de setembro. “A dança carrega um profundo valor histórico e simbólico, sendo uma expressão de resistência, celebração e conexão com a ancestralidade, especialmente em comunidades rurais e urbanas.”


Ela afirma que o projeto também trouxe impactos para si, não apenas para os alunos. “Como professora, esse processo exigiu de mim um olhar mais atento e uma pesquisa. Precisei buscar referências, conhecer novas músicas e artistas, e ampliar minha compreensão sobre a riqueza da cultura afro-brasileira. Foi, sem dúvida, uma vivência que me transformou, como educadora e como pessoa”, disse.


O projeto segue em desenvolvimento e vem sendo reconhecido pela comunidade escolar como uma iniciativa potente na formação das crianças e no fortalecimento do compromisso da escola com a educação antirracista, plural e inclusiva.