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#PARATODOSVEREM: Estudantes do 4º ano participam de uma batalha de rima realizada na quadra da escola, acompanhados por artistas convidados e colegas que observam atentos nas arquibancadas. A atividade integrou música, oralidade e cultura hip-hop em um momento de troca, criatividade e participação coletiva dentro do ambiente escolar.
Acervo EMEF Hugo Werneck

Cultura hip-hop transforma vivências na escola

criado em - atualizado em

A Escola Municipal Hugo Werneck, na região Oeste, elaborou, durante o período de encerramento do terceiro trimestre de 2025, um projeto pedagógico que utilizou a cultura urbana como ferramenta pedagógica, artística e social. A iniciativa foi idealizada pela professora Maria Luiza e pela estagiária de mestrado Ingrid Danielle, buscando aproximar os conteúdos escolares das manifestações culturais presentes no cotidiano dos estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental.

 

As atividades tiveram início com a criação coletiva de um funk sobre as regiões do Brasil, possibilitando aos estudantes relacionarem conhecimentos geográficos, culturais e artísticos de forma dinâmica e significativa. As crianças participaram ativamente da construção das rimas, da escolha das palavras e da elaboração do ritmo, demonstrando entusiasmo, criatividade e grande envolvimento durante todo o processo.

 

Além das propostas musicais, os estudantes também participaram da organização do evento, contribuindo para a produção do estande de divulgação da batalha, das folhinhas — desenhos entregues aos vencedores da batalha de rima como um troféu artístico — e da decoração do espaço das apresentações. Esse momento fortaleceu o sentimento de pertencimento e a participação coletiva na construção do ambiente escolar.

 

Diante disso, foi realizada uma imersão na cultura hip-hop por meio da Batalha de Rima, proporcionando aos estudantes o contato direto com artistas e com a estrutura das batalhas de rap. O projeto contou com a participação dos MCs TR do Alto, Guilherme Caboclo e Bruno, integrantes da batalha Drillin, realizada na Universidade Federal de Minas Gerais. As dinâmicas favoreceram a expressão verbal, a criatividade, a escuta ativa e o trabalho coletivo, em um ambiente marcado pelo acolhimento, pela troca e pela diversão.

 

O projeto também contou com uma imersão em grafite, realizada com a participação do artista Leandro Beca, professor de grafite no CRAS da Regional Oeste, acompanhado pelos estudantes de sua oficina. A atividade possibilitou a produção coletiva de murais compostos por desenhos, nomes e “vulgos” — termo utilizado na cultura hip-hop para designar o nome artístico ou a identidade pela qual a pessoa é reconhecida dentro da cena, da arte ou da rua, frequentemente associado às suas vivências, personalidade, território e visão de mundo. As produções desenvolvidas pelas crianças estimularam a criatividade, a construção de diálogos sobre diferentes temas, a autonomia, a expressão identitária e o sentimento de pertencimento.

 

Para Luiz Gustavo, aluno do 4º ano do Ensino Fundamental, “esse foi o melhor dia que já tive aqui na escola”. William Araújo, também estudante do 4º ano do Ensino Fundamental, acrescentou: “Eu nunca imaginei fazer parte de algo tão épico na escola.”