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#paratodosverem: Em uma sala com cadeiras pretas organizadas em fileiras, várias crianças usam uniformes escolares verdes e brancos e sorriem para a câmera. Outras crianças também uniformizadas seguram pequenas plaquinhas com frases de cuidado aos livros. À direita, uma professora de vestido preto e óculos sorri sentada em uma das cadeiras. Ao fundo, há uma televisor com uma imagem projetada
Acervo Emef José Calasanz

Crianças transformam regras de biblioteca escolar

criado em - atualizado em

Você já imaginou um livro que sente dor, alegria e adora um carinho? Foi assim, de um jeito lúdico e cheio de risadas, que as crianças da Escola Municipal José de Calasanz, na regional Nordeste, transformaram a biblioteca da Emef em um espaço de muito cuidado e empatia.

 

 

A atividade foi desenvolvida junto com os estudantes de 3 a 5 anos da Educação Infantil, que atribuíram emoções humanas aos livros. Regras como “devolva à estante” deram lugar a pensamentos empáticos como “o ‘livrinho’ fica triste quando não é retornado ao local onde foi retirado”.

 

 

O objetivo da iniciativa foi a transformação da biblioteca em um lugar acolhedor, onde o cuidado com os livros nasce da empatia e não apenas de regras ditadas. O projeto foi baseado na obra "Ai! Sou apenas um livrinho", da autora Soraia Magalhães, que conta a história lúdica de um garoto que se transformou em livro.

 

 

A proposta pedagógica foi dividida em três fases: roda de conversas e problematização do objeto "livro"; contação de "Ai! Sou apenas um livrinho"; e exposição das normas da biblioteca e manuseio livre e autônomo do acervo do espaço.

 

 

Para a professora Vanessa Monteiro, uma das idealizadoras do projeto, os alunos tiveram oportunidade de reconhecer as regras de convivência da biblioteca. “As crianças puderam imergir na experiência literária, desenvolver a escuta atenta e, por meio da metáfora abordada no livro, refletir sobre os conceitos de bem comum, patrimônio coletivo e responsabilidade".