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Cinco pessoas, com mesa com tambores e adereços afro, participam de Roda de Conversa sobre igualdade racial no Cras Lagoa.
Foto: Divulgação PBH

Cras Lagoa promove Roda de Conversa sobre igualdade racial

29/11/2017 | 17:37 | atualizado em 29/11/2017 | 17:39

Dia 24 de novembro foi realizada uma das ações do projeto "Novembro Preto: BH sem Racismo" no Centro de Referência da Assistência Social Lagoa (Cras Lagoa - Rua José Sabino Maciel, 120, Lagoa). Centenas de usuários do equipamento participaram de uma Roda de Conversa sobre a questão étnico-racial, com oficinas temáticas de turbante, penteados afro, confecção de bonecas, maculelê, entre outras atrações. O evento contou com a presença de Maria Nazaret Teles Silva, da diretoria municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Marisa Vieira da Silva, vice-presidente do Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial.

 

O evento mobilizou alunos do projeto Vida Padre Gailhac, do Projovem Urbano e usuários dos serviços oferecidos no equipamento, com apresentações de música e poesia. As convidadas falaram sobre a luta pela igualdade racial e a violência contra a mulher negra, numa discussão acerca da política de gênero.

 

O psicólogo do CRAS, Pablo Vinícius de Oliveira Santos, acredita que o combate ao preconceito racial passa pela discussão e reflexão sobre a questão. “Dialogar e refletir é a maneira de se combater o preconceito racial, que infelizmente ainda é muito presente na sociedade. Este evento traz também a perspectiva de visibilidade da história da cultura negra no país”, completou.

 

A Roda de Conversa prosseguiu com depoimentos dos participantes sobre questões de racismo que vivenciam no dia a dia.  Ana Flávia Oliveira Soares, de 15 anos, é aluna do Projovem e fica indignada com a discriminação e agressão contra o negro. “Já faz um mês que estamos aprendendo sobre a consciência negra e constatamos que é muito chato presenciar uma situação de agressão e não podermos fazer nada. Às vezes, queremos interferir e sofremos agressões. Mas estamos aprendendo a nos defender do racismo com a arte, música e teatro”, contou.