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Dez idosos fazem ginástica no CRAS Lagoa.
Foto: Thainá Caroline/PBH

CRAS Lagoa oferece espaço de convivência e fortalecimento de vínculos familiares

17/01/2019 | 16:48 | atualizado em 18/01/2019 | 15:27
Quem vê hoje a aposentada Tabajara Silvana da Cruz, de 70 anos, toda sorridente, nem imagina o que ela enfrentou. Tabajara sofreu uma forte depressão anos atrás e chegou a passar mal em casa, sem ter ninguém para ajudá-la. Relembrando desse momento triste de sua vida, a aposentada diz que se o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) existisse em sua vida naquela época, tudo teria sido muito mais fácil. “O Centro é um lugar de muito amor e acolhimento, aqui eles tentam resolver as nossas dificuldades da melhor forma possível. Se eu tivesse o Centro na minha vida naquela época tenho certeza que não teria passado por uma depressão”, conta.

A aposentada é uma das frequentadoras do Centro de Referência de Assistência Social Lagoa (rua José Sabino Maciel, 120), na região de Venda Nova. O equipamento é uma unidade pública da política de assistência social, de base local, integrante do Sistema Único de Assistência Social. Em Belo Horizonte existem 34 centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e cada um dele referencia cinco mil famílias e atende no mínimo mil famílias por ano. São mais de 150 mil pessoas atendidas nas nove regionais da cidade. O CRAS é responsável por coordenar as atividades assistenciais e atender famílias em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de melhorar a convivência familiar, comunitária e social.



Atendimento para todas as idades

As unidades oferecem atendimento individual e coletivo para os usuários. Os atendimentos coletivos são realizados pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, com atividades artísticas, culturais, de lazer e esportivas, de acordo com a idade dos usuários. O serviço tem como objetivo fortalecer as relações familiares e comunitárias, além de promover a integração e a troca de experiências entre os participantes, valorizando o sentido de vida coletiva. É também um serviço de caráter preventivo, pautado na defesa e afirmação de direitos e no desenvolvimento de capacidades dos usuários.

Uma das atividades culturais oferecidas pelo equipamento do bairro Lagoa é o Cine CRAS, para exibição de filmes com temáticas relevantes, a fim de despertar o senso crítico de crianças, jovens, adultos e idosos. Ao final que cada sessão, todos se reúnem em uma roda de conversa para debaterem e refletirem sobre o tema do dia.

Os psicólogos Pablo Vinícius de Oliveira Santos e Cláudio de Souza Lopes executam um trabalho, junto à Assistência Social, com as famílias, de forma a garantir seus direitos, mostrar como podem efetivá-los e dar suporte a todos que precisam. “O CRAS é um direito deles. Aqui os cidadãos têm suporte e acolhimento, o que muitas vezes falta para eles em casa e na sociedade. É muito bom saber que estamos ajudando essas pessoas de alguma forma”, disse Cláudio.

Elcir Rosa Santos, 63 anos, conta que sempre foi artesã e teve que parar com o trabalho por conta de uma doença que acabou afetando seu sistema nervoso. Antes ela nem saía de casa e hoje participa das oficinas de artesanato e, com o incentivo, pôde voltar a fazer trabalhos manuais. “Fiz amizades, me tornei mais comunicativa e voltei a fazer o que mais gosto, que é artesanato. O CRAS é a minha casa”, afirmou.

Confira o endereço dos 34 centros de Referência em Assistência Social da cidade neste link
 
 

17/01/2019. Cras Lagoa oferece oficina de convivência para usuários. Fotos: ThaynáCaroline/PBH