Pular para o conteúdo principal

Homem apresenta projeto, de pé, para mais de vinte pessoas sentadas, em uma sala.
Foto: Divulgação PBH

Cooperativa apresenta trabalho de gestão de resíduos sólidos

16/03/2018 | 16:36 | atualizado em 02/04/2018 | 09:18

A última reunião do Conselho Distrital de Saúde Leste (Codisal), que ocorreu no dia 12 de março, teve como tema principal a gestão de resíduos sólidos realizada pela Cooperativa dos Trabalhadores e Grupos Produtivos da Região Leste (Coopesol-Leste). Por meio do Programa Lixo Zero, a Cooperativa tem como objetivo minimizar ao máximo a quantidade de resíduos enviados ao aterro sanitário, promovendo a destinação correta destes.

 

Um projeto piloto do Lixo Zero foi implantado, em agosto de 2017, no bairro Santa Tereza e tem conseguido ótimos resultados. De acordo com Marcelo Alves de Souza, pesquisador do Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária (ORIS), “pelo que temos percebido com nossa experiência, a população, quando chamada a participar, responde positivamente, e a gente acredita nesse engajamento como combustível para gerar as mudanças que precisamos”, afirma Marcelo.

 

A Rede Lixo Zero de Santa Tereza é formada atualmente por diferentes instituições: Núcleo Alter-Nativas de Produção (UFMG), CEDTec - Centro de Estudos em Design e Tecnologia ED/UEMG, Coletivo Roots Ativa, Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (INSEA), Programa Novo Ciclo, Associação Comunitária do Bairro Santa Tereza (ACBST), Movimento Salve Santa Tereza, Movimento Mercado Vivo + Verde, Quintal Escola da Gente, Portal Santa Tereza Tem, além da Coopesol-Leste e do Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária (ORIS). A participação da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) ocorre por meio da Escola Municipal Professor Lourenço de Oliveira (EMPLO), da Superintendência de Limpeza Urbana e do Programa Eco-Escola.

 

“O modelo que estamos testando atende de forma integral aos requisitos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos (PMGIRS), e busca a participação efetiva da sociedade, não só na separação dos resíduos nas casas, mas também no planejamento das ações, o que torna as soluções implementadas mais aderentes”, explica Marcelo.

 

Vilma da Silva Estevam, presidente da Coopesol-Leste, explica que o trabalho da Cooperativa é realizado não só com o lixo seco e reciclável. “Pensamos também na compostagem e no processo de recuperação dos móveis; pensamos no lixo como um todo. Hoje estamos promovendo uma mobilização maior, por isso queremos envolver mais escolas; a educação é fundamental nesse processo”.

 

De acordo com Souza, além do desafio do Lixo Zero, o Programa trabalha com a premissa da Reciclagem Popular, por meio da distribuição justa dos recursos financeiros provenientes da destinação correta dos resíduos, o empoderamento dos catadores e catadoras de materiais recicláveis e a disseminação dos conhecimentos gerados a partir dos resíduos entre os trabalhadores. Nesse sentido, ele afirma que os modelos que focam na destruição dos resíduos, como o aterramento e a incineração, não respondem aos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) e nem aos anseios da população.