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 PBH conclui a instalação das cinco estações de monitoramento da qualidade do ar
Divulgação/PBH

Cinco estações implantadas pela PBH vão monitorar a qualidade do ar na cidade

criado em - atualizado em

Cinco estações de monitoramento da qualidade de ar foram instaladas pela Prefeitura de Belo Horizonte. Geridos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), os equipamentos do programa ProAr estão em funcionamento nas regionais Barreiro (Bairro Milionários), Norte (Vila Satélite), Nordeste (São Paulo), Noroeste (Califórnia) e Hipercentro.

Os equipamentos de medição de poluentes e de gases de efeito estufa (sensores hiperlocais) permitirão que seja feito o monitoramento em tempo real, com disponibilização de dados e geração de índices que vão subsidiar planos de ação e políticas públicas baseadas em informações científicas pela PBH. A partir do segundo semestre de 2026, a população poderá acessar os dados de forma contínua por meio de ferramenta on-line no site da SMMA.

“O ProAr é um programa que representa um avanço fundamental na gestão ambiental urbana, promovendo mais saúde e ações integradas de sustentabilidade e qualidade de vida para os cidadãos de Belo Horizonte”, destaca o secretário municipal de Meio Ambiente, João Paulo Menna Barreto.

Política integrada

Os dados de monitoramento coletados serão enviados continuamente para os sistemas e órgãos da PBH, com atualização das médias a cada 15 minutos. Além de informações sobre poluentes, serão disponibilizados indicadores consolidados, como o Índice de Qualidade do Ar (IQAr), e médias diárias de parâmetros de interesse da gestão ambiental.

Após a coleta e tratamento dos dados, as informações serão disponibilizadas à sociedade e nortearão ações da SMMA de forma integrada com outras áreas da Prefeitura, como Saúde, Educação, Defesa Civil e Coordenadoria Especial de Mudanças Climáticas, além da comunidade acadêmica e do Poder Legislativo.

“A partir desses dados, a PBH poderá definir políticas de adaptação e mitigação à poluição atmosférica”, explica o subsecretário de Licenciamento e Controle Ambiental da SMMA, Pedro Franzoni. Essa rede integrada de monitoramento permitirá um alinhamento direto às normas vigentes de qualidade de ar e com os objetivos do desenvolvimento sustentável da ONU.

Efeitos

A poluição do ar, a partir da emissão de monóxido de carbono, enxofre, nitrogênio e outros poluentes, sobretudo por veículos automotivos e indústria, está diretamente ligada a doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer de pulmão, além de alterações climáticas, deterioração da camada de ozônio, acidificação do solo e água e danos aos ecossistemas.

O histórico ficará disponível no Portal de Dados Abertos da PBH. “O projeto visa, também, a integração e fornecimento de informações para a emissão de alertas e orientações à população caso ocorram episódios críticos de qualidade do ar", destaca o diretor de Monitoramento e Controle Ambiental da SMMA, Fernando Santana.

Exemplo dessa integração junto à Saúde é a antecipação do agravamento de problemas respiratórios, com atenção especial a grupos sensíveis, a partir da qualidade de ar identificada.

A análise e divulgação dos dados, com coleta contínua, resultará na publicação de índices da qualidade do ar para a população em geral, os órgãos públicos, gestores, instituições científicas e de proteção do meio ambiente, permitindo a formulação e proposição de políticas públicas.

Modernização de monitoramento

As estações do ProAr, programa desenvolvido pela SMMA em parceria com o Iclei América do Sul (Governos Locais pela Sustentabilidade) e a empresa Aurassure Brasil, diferenciam-se das redes tradicionais de monitoramento da qualidade do ar existentes em Minas, São Paulo e Rio de Janeiro principalmente pela abordagem complementar e inovadora adotada. Enquanto as tradicionais são baseadas em estações fixas de grande porte, com alto custo operacional, o ProAr utiliza sensores de menor porte e custo, com maior distribuição no território urbano.

Essa configuração possibilita o monitoramento hiperlocal dos poluentes atmosféricos, captando variações espaciais entre bairros e regiões específicas da cidade, ampliando o entendimento sobre a dinâmica local da poluição do ar. As estações do ProAr não substituem as estações de referência estaduais, mas atuam de forma complementar, fortalecendo a capacidade analítica do município e apoiando a formulação de políticas públicas, ações de mitigação e planejamento urbano.

As estações, com dimensão compacta, ainda reduzem significativamente o impacto visual e urbano, facilita a implantação e a eventual realocação dos equipamentos e contribui para a redução dos custos de infraestrutura e manutenção.