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Capoeira é tema da 34ª edição do “Expedições do Patrimônio”
Ricardo Laf.

Capoeira é tema da 34ª edição do “Expedições do Patrimônio”

criado em - atualizado em

O projeto “Expedições do Patrimônio” promove no próximo sábado (28) um encontro dedicado à capoeira e ao processo de reconhecimento da atividade como patrimônio cultural de Belo Horizonte. A ação, que acontece das 9h às 12h, no Centro de Referência das Juventudes (CRJ), Rua dos Guaicurus, 50 - Centro, vai reunir mestres, praticantes e interessados no tema para discutir a relevância histórica e social da manifestação na capital. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo Portal PBH.  As vagas são limitadas.

 

Participam da conversa os mestres Beto Onça, Costela e Flecha, além da capoeirista Priscila Paiva, que vão compartilhar experiências e trajetórias ligadas à capoeira em Belo Horizonte, com a mediação de Patrícia Urias, Coordenadora do Educativo da Diretoria de Patrimônio Cultural - DIPC. 

 

A atividade é voltada a capoeiristas, estudantes de graduação de todas as áreas, professores da educação básica das redes pública e privada, gestores educacionais e de centros culturais, mediadores de aprendizagem em museus e centros culturais, pesquisadores e demais interessados nos debates sobre patrimônio cultural. 

 

Reconhecimento da capoeira como patrimônio

 

Entre 2006 e 2007, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizou um estudo nacional sobre a capoeira, resultando, em 2008, no registro do Ofício dos Mestres de Capoeira e da Roda de Capoeira como Patrimônio Cultural do Brasil. Em 2014, a Roda de Capoeira foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Em Belo Horizonte, o processo de registro como patrimônio cultural imaterial foi aberto em 2018 e está em fase final de reconhecimento.

 

Criado em 2019, o “Expedições do Patrimônio” promove encontros formativos sobre bens culturais da cidade, já tendo abordado temas como o Ofício dos Lambe-lambes, a Praça da Estação, o Conjunto Moderno da Pampulha, os Quilombos Urbanos e o Largo do Rosário, entre outros. O projeto é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura.