4 September 2026 -
Belo Horizonte recebeu, entre 31 de agosto e essa sexta-feira (4 de setembro), equipes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para testar a operação que servirá de base para o primeiro levantamento nacional sobre a população em situação de rua, previsto para 2028. A Prefeitura deu apoio na organização de informações sobre locais de incidência dessa parte da população na cidade e na indicação de equipes que atuam na rua.
De acordo com o IBGE, Belo Horizonte foi escolhida por contar com uma rede institucional estruturada e experiência prévia em contagens municipais da população em situação de rua. A cidade serve como campo de teste para avaliar diferentes abordagens metodológicas, a integração da roteirização com registros administrativos e as dinâmicas de territórios centrais e periféricos.
Os entrevistadores estiveram em locais com maior incidência de pessoas em situação de rua e em unidades municipais que oferecem atendimento a essa população, como é o caso dos Centros Pop e unidades de acolhimento municipais, como o Abrigo Maria Maria.
Tecnólogo e observador que acompanhou a equipe de recenseadores, Mateus Moura, destaca como foi a dinâmica de aplicação da prova piloto na cidade. “Fizemos cinco dias de coleta na cidade. Estamos aplicando uma metodologia e testando para ver o que funciona e o que não funciona, para a aplicação efetiva dos questionários”, explica.
Os recenseadores trabalham uniformizados com colete e usam crachá do IBGE. A operação conta com o suporte de pontos focais da PBH e de movimentos sociais ligados ao setor.
A diretora de Vigilância Socioassistencial da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Livia Ferreira Rosa, explica a importância para o município receber a prova-piloto do Censo. “Temos uma oportunidade de qualificar as informações sobre esse segmento da população em Belo Horizonte. É importante para o município participar de uma metodologia que vai ser aplicada em diversas cidades brasileiras. Poderemos produzir dados comparáveis dessa população, possibilitando cada vez mais a elaboração qualificada das políticas públicas destinadas à população”.
Além de Belo Horizonte, participam Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Salvador (BA) e Manaus (AM). As operações nas cinco cidades envolvem mais de 400 pessoas, em equipes compostas por representantes de movimentos sociais como o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (Ciamp-Rua) e o poder público.
