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 Fotografia noturna feita em uma via pública de Belo Horizonte. Cerca de dez pessoas caminham pela rua, vistas principalmente de costas. Elas usam coletes azul-escuros com o logotipo e a identificação do IBGE
Hiago Martins

BH recebe prova-piloto do 1º Censo Nacional da População em Situação de Rua do IBGE

criado em - atualizado em

Belo Horizonte recebeu, entre 31 de agosto e essa sexta-feira (4 de setembro), equipes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para testar a operação que servirá de base para o primeiro levantamento nacional sobre a população em situação de rua, previsto para 2028. A Prefeitura deu apoio na organização de informações sobre locais de incidência dessa parte da população na cidade e na indicação de equipes que atuam na rua.

 

De acordo com o IBGE, Belo Horizonte foi escolhida por contar com uma rede institucional estruturada e experiência prévia em contagens municipais da população em situação de rua. A cidade serve como campo de teste para avaliar diferentes abordagens metodológicas, a integração da roteirização com registros administrativos e as dinâmicas de territórios centrais e periféricos.

 

Os entrevistadores estiveram em locais com maior incidência de pessoas em situação de rua e em unidades municipais que oferecem atendimento a essa população, como é o caso dos Centros Pop e unidades de acolhimento municipais, como o Abrigo Maria Maria.

 

Tecnólogo e observador que acompanhou a equipe de recenseadores, Mateus Moura, destaca como foi a dinâmica de aplicação da prova piloto na cidade. “Fizemos cinco dias de coleta na cidade. Estamos aplicando uma metodologia e testando para ver o que funciona e o que não funciona, para a aplicação efetiva dos questionários”, explica.
Os recenseadores trabalham uniformizados com colete e usam crachá do IBGE. A operação conta com o suporte de pontos focais da PBH e de movimentos sociais ligados ao setor. 

 

A diretora de Vigilância Socioassistencial da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Livia Ferreira Rosa, explica a importância para o município receber a prova-piloto do Censo. “Temos uma oportunidade de qualificar as informações sobre esse segmento da população em Belo Horizonte. É importante para o município participar de uma metodologia que vai ser aplicada em diversas cidades brasileiras. Poderemos produzir dados comparáveis dessa população, possibilitando cada vez mais a elaboração qualificada das políticas públicas destinadas à população”.

 

Além de Belo Horizonte, participam Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Salvador (BA) e Manaus (AM). As operações nas cinco cidades envolvem mais de 400 pessoas, em equipes compostas por representantes de movimentos sociais como o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (Ciamp-Rua) e o poder público.