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Três lixeiros acompanham o caminhão de lixo e recolhem material nas ruas de Belo Horizonte, durante o dia
Foto: SLU/PBH

BH em Pauta: Responsabilidade com o Lixo

30/06/2017 | 19:36 | atualizado em 30/06/2017 | 19:39
Embora todas as regiões de Belo Horizonte recebam de forma regular o serviço de recolhimento de lixo, é indispensável que a população respeite os dias e horários da coleta domiciliar, lembra a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU). “Se o recolhimento é noturno, a recomendação da SLU é que os resíduos sejam expostos na calçada, devidamente acondicionados, somente a partir das 19h. Se a coleta ocorrer durante dia, o horário certo para exposição do lixo é das 7h em diante”, pontua o chefe do departamento de Serviços de Limpeza da SLU, Pedro Assis Neto.
 


Denilson Pereira de Freitas, da Limpeza Urbana Centro-Sul, explica que quanto menos tempo os resíduos domiciliares e do comércio permanecerem no passeio, menor a chance de se espalharem pelas vias, causando transtorno e perigos. “Animais e pessoas podem rasgar os sacos plásticos e embalagens e, assim, os resíduos irem parar nas bocas de lobo”, destaca.
 


Outro aspecto que também merece atenção, segundo Denilson, é o fato de alguns cidadãos se aproveitarem dos pontos de confinamento dos resíduos de varrição para eliminarem o lixo das casas, quando esses deveriam ser coletados pelo caminhão compactador. “São aqueles sacos amarelos que permanecem temporariamente nas calçadas.”
 


Pedro Assis alerta para os riscos de enchentes e alagamentos, em virtude de bocas de lobo entupidas e do assoreamento dos córregos ocasionados por descartes irregulares de lixo. “Os resíduos da coleta domiciliar também podem ser os grandes vilões desses lugares, trazendo prejuízos materiais e humanos”, adverte. “Uma orientação importante que dirigimos à população é que, em hipótese alguma, depositem o lixo, por menor que ele seja, em rios e córregos; utilizem o serviço habitual de coleta prestado pela SLU”, completa ele.
 


A aposentada Marta Rabelo Evangelista, moradora do bairro Parque Riachuelo, na região Noroeste da capital, faz questão de seguir as sugestões para o descarte apropriado do lixo domiciliar e ainda orienta os vizinhos: “Já houve casos em que um morador, ao sair para trabalhar, de manhã, já deixava o lixo na calçada para o recolhimento noturno”, relata. Segundo ela, isso representava um grande problema, pois pessoas abriam as sacolas em busca de recicláveis e, muitas vezes, não as fechavam novamente. ”Por meio do diálogo, os vizinhos agora entenderam a importância da colaboração de todos para manter a rua limpa”, comemora.

 

 

Logística reversa



Nem todo tipo de resíduo pode ir para o lixo comum, alerta a SLU. Resíduos químicos com alguma toxicidade, como as radiografias, precisam de uma destinação ambientalmente adequada, para que não haja contaminação do solo, dos cursos d´água e nem prejudique o trabalhador da limpeza urbana.  O fabricante, importador, comerciante ou distribuidor desses produtos precisa dar ao cidadão opções de postos de coleta para a devolução do produto após o uso, como é o caso das lâmpadas fluorescentes, pilhas, baterias de eletroeletrônicos. É a chamada logística reversa que caracteriza a responsabilidade compartilhada.
 


A logística reversa pode ser definida como um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou em outra destinação final ambientalmente adequada.

 


A psicóloga e técnica do departamento de Políticas Sociais e Mobilização da SLU, Sandra Tomie Canno, salienta que é comum encontrar uma grande quantidade de lâmpadas fluorescentes na coleta seletiva, misturadas ao vidro, o que é uma atitude perigosa. “Esse tipo de lâmpada necessita passar por um processo de descontaminação anterior ao processo de reciclagem, senão poderá contaminar o ambiente e as pessoas”, esclarece a técnica. “O cidadão precisa ficar atento a essa recomendação”, reforça ela.

 


Medicamentos vencidos ou dentro do prazo de validade, incluindo agulhas e outros materiais perfurocortantes usados para a saúde, devem ser encaminhados aos centros municipais de saúde da capital.
 


São inúmeros os riscos oferecidos à população e aos profissionais da limpeza urbana, se esses materiais forem descartados incorretamente no lixo comum domiciliar. Os garis, mesmo usando luvas, podem se ferir ao manusear acidentalmente agulhas de seringas. Já os medicamentos podem contaminar o solo e os cursos d´água, além de criar bactérias super-resistentes à profilaxia.
 


Poda, pneus, móveis velhos e outros resíduos volumosos não tóxicos, por sua vez, devem ser encaminhados a uma Unidade de Recebimento de Pequenos Volumes (URPV). Já os recicláveis podem ser encaminhados a um Local de Entrega Voluntária (LEV) ou deverá ser exposto para recolhimento no dia correto da coleta porta a porta. Mais informações no site da SLU


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