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Três estudantes da rede municipal de ensino, de costas na foto, olham a exposição A História das Embalagens
Foto: Divulgação

BH em Pauta: A História das Embalagens

05/06/2017 | 15:42 | atualizado em 07/06/2017 | 08:01

A exposição “A história das embalagens” já foi visitada por cerca de duas mil pessoas, só neste ano. Criada pela Prefeitura de Belo Horizonte, a mostra gratuita e aberta ao público, tem o objetivo de conscientizar crianças, adolescentes e adultos sobre o correto descarte de resíduos, o consumo desenfreado e o desperdício de alimentos e produtos diversos.

 

O público é formado em sua maioria por estudantes de escolas municipais e estaduais da educação infantil e do ensino fundamental. Em 2016, a exposição itinerante teve cerca de 3,7 mil visitantes em quatro centros culturais do município e 17 mil nas unidades da PUC-Minas.

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Já neste ano, a montagem passa por outros centros culturais e mais uma unidade da PUC, inovando no programa educativo, ao receber, além dos frequentadores dos locais programados, grupos do entorno, especialmente convidados como escoteiros, alunos do projeto Educação de Jovens e Adultos (EJA) e de outros segmentos.

 

Em maio passado, uma sessão de contação de histórias foi introduzida ao evento, com foco nas crianças de até cinco anos das Unidades de Educação Infantil (Umeis). O esquete tem o intuito de fortalecer a proposta da montagem. Já em agosto, no encerramento desta etapa da exposição, haverá exibição de filmes temáticos e animações no Cine Santa Tereza. 

 

“Viagem no tempo”

 

A montagem da exposição utiliza objetos dispostos de forma a envolver o visitante, levando-o a observar características do desperdício e a perceber a responsabilidade de cada um na geração do lixo.

 

Ao fim de cada encontro, técnicos da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) interagem com os visitantes, por meio de uma conclusão participativa, observando o que eles apreenderam da apresentação, com foco na contribuição de todos para uma cidade mais limpa.

 

Educadora há 30 anos, Vilma Lúcia de Oliveira Carvalho, professora da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte, define "A história das embalagens" como uma verdadeira viagem no tempo, com repercussão na sala de aula e no cotidiano de alunos e familiares dela.

 

 “Não foi simplesmente uma exposição, foi uma aula de geografia, história, educação ambiental e cidadania”, elogiou. Visitaram a montagem quatro turmas do primeiro ciclo e mais duas de alfabetização de jovens e adultos da Escola Municipal Professor Mello Cançado, onde Vilma leciona, no bairro Lindeia, na região do Barreiro.

 

A professora conta que as crianças, na faixa etária de 8 anos, puderam associar o que assistiram a outros conhecimentos. “Acima de tudo, eles perceberam o quanto os seres humanos passaram a explorar, ao longo do tempo, de forma exagerada e inconsequente, os recursos naturais que dispomos”, pondera. “Eles se sentiram envolvidos, puderam tocar nos objetos, perceber cada detalhe, em um aprendizado real.”

 

Segundo Vilma, a partir das discussões pós-evento, os alunos conseguiram identificar também ações positivas praticadas pelos familiares e amigos, como o hábito da separação de materiais para a coleta seletiva nas residências e o reaproveitamento de invólucros e caixas vazias.

 

Projeto intersetorial

 

    A iniciativa da Prefeitura é um trabalho que integra a SLU, que desenvolve a exposição e promove a mobilização nas escolas; a Fundação Municipal de Cultura, que disponibiliza os Centros Culturais; e a Secretaria Municipal de Educação, que auxilia na elaboração da proposta pedagógica dos encontros.