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Cerca de treze alunos da Escola Municipal Padre Marzano Matias.
Foto: E.M. Padre Marzano Matias

BH em Pauta: escola municipal é bem avaliada

28/06/2017 | 18:07 | atualizado em 28/06/2017 | 18:11
Elaine dos Santos Fernandes é mãe de três filhos que estudam ou estudaram na Escola Municipal Padre Marzano Matias, o que é um motivo de orgulho para ela, visto que a escola localizada no bairro Rio Branco, na região de Venda Nova, registrou a melhor nota da rede municipal de ensino de Belo Horizonte no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “Essa escola tem uma parceria muito boa com a família, um olhar cuidadoso com o aluno, com o outro, e tanto professores quanto direção não hesitam em chamar os pais quando há qualquer problema com o aluno”, observa Elaine.


Aplicado a cada dois anos pelo Ministério da Educação (MEC), o Ideb foi criado para avaliar a qualidade das escolas e das redes de ensino. O índice combina taxa de aprovação escolar com o desempenho dos alunos em português e matemática. O último foi aplicado em 2015. A Escola Municipal Padre Marzano Matias registrou o índice de 6,1 nos anos finais do ensino fundamental.


Os três filhos de Elaine – Rafaela, de 28 anos; Pedro João, 16; e Mariah, 9 – fizeram o ensino fundamental no Padre Marzano. Mariah está no 4º ano e estuda no turno da tarde. Rafaela está formada em Educação Física e Pedro João estuda no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Elaine destaca os cuidados da escola com os alunos: “Quando o Pedro João estava no 9º ano, a escola promoveu um intensivo de matemática, fora do turno, e isso foi muito bom. Fiz questão que os três estudassem aqui, que estudassem juntos.”


A pedagoga Rosemary Prado, diretora da Padre Marzano desde 2012, está na escola há 15. Ela atribui o bom número conferido pelo Ideb a um conjunto de fatores, como atendimento aos alunos com dificuldades ou defasagem, investimento no aluno com bom desempenho, acompanhamento do trabalho do professor, disciplina, entre outros. “A disciplina é um ponto forte da nossa escola. No início do ano, é entregue aos pais um caderno de orientações com as regras da escola, de forma clara. Temos ainda uma parceria forte com a Guarda Municipal e o Conselho Tutelar”, explica ela.
 


Mentes brilhantes


A diretora destaca a importância da valorização aos estudantes que se destacam pelo desempenho, com premiações eles. “Temos muitos projetos para estimular uma competição saudável entre os alunos, como o Aluno Legal (alunos do 1º ao 5º ano), que premia mensalmente estudantes, por desempenho e disciplina. Temos ainda o Feras do Marzano, no fim do ano, com os alunos e os familiares, para premiar todos que se destacaram em projetos oferecidos pela escola, pela Prefeitura de Belo Horizonte e por outras instituições, como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e a Jornada Literária”, conta.
 

Com o objetivo de melhorar o clima escolar, a escola investe em projetos de formação humana e lança, a cada ano, um tema para os professores trabalharem em sala de aula. Este ano, está sendo trabalhado o projeto “Formando Mentes Brilhantes”. No ano passado, o tema foi “Pare, observe e faça o bem para alguém”.
 

A escola tem um histórico de conquistas em competições estudantis promovidas pela PBH e por outras instituições. Houve, por exemplo, medalhistas de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), em 2015 e 2016. Outro exemplo é a Jornada Literária da rede municipal. Em 2015 e 2016, o livro produzido pelos alunos da escola ficou em 1º Lugar.
 

O padre

Uma turma do 7º ano do turno da tarde participou este ano de uma competição internacional de matemática, a Mathématiques sans frontières, e foi a única entre as escolas de Belo Horizonte a ficar com a medalha de ouro. O professor de matemática Marcelo Soares da Silva foi o responsável pela inscrição da turma. A prova mundial aconteceu no dia 20 de abril e a divulgação dos resultados foi no último dia 19 de junho. “Essa competição privilegia o coletivo e não o desempenho individual. Nossa escola concorreu com alguns excelentes colégios de BH, como o colégio Santo Agostinho e o Coltec, e foi a única que ficou com a medalha de ouro no ranking nacional”, relata, orgulhoso.
 

O nome da escola é uma homenagem a um pároco da Igreja Matriz de Santo Antônio, localizada no centro de Venda Nova. Padre Marzano esteve à frente da paróquia de 1958 a 1998. Fundada em junho de 2000 para atender à demanda da região, a escola funciona atualmente em três turnos, com 32 turmas de ensino fundamental e seis turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no noturno, totalizando 1123 alunos. A equipe pedagógica é formada por 10 coordenadores e 61 professores.
 
 

28/06/17. Escola de Venda Nova tem o maior ideb. Fotos: Janete Ribeiro/PBH


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