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Mais de doze pessoas diante dos computadores do Centro de Operações da PBH (COP BH), trabalhando.
Foto: Telma Gomes/PBH

BH em Pauta: Conheça o Centro de Operações da PBH

29/08/2017 | 13:56 | atualizado em 21/03/2018 | 14:37

Mais de dez mil ações integradas executadas com êxito em 1.088 dias de trabalho ininterrupto, uma média de nove ações integradas por dia. Ao longo de três anos de existência, o Centro de Operações da Prefeitura de Belo Horizonte (COP-BH) atuou em grandes eventos, com destaque para as três Viradas Culturais, três Carnavais, a Copa do Mundo 2014, o Revezamento da Tocha e os Jogos Olímpicos de 2016.
 

O COP, que completou três anos de atividades em junho passado, permite a realização de um trabalho integrado de 13 instituições (veja arte abaixo), o que tem salvado vidas e evitado o caos na mobilidade urbana do município. O balanço nesse período mostra que a população foi a grande beneficiada, tendo acesso a um serviço público mais eficiente, decorrente do compartilhamento de informações e da soma de esforços.
 

O trabalho sincronizado, possibilitado pela visualização de mais de 1.600 câmeras espalhadas pela cidade, permite que a melhor rota de deslocamento da unidade de socorro até o local de um atropelamento seja definida, por exemplo, logo após o SAMU ser acionado por populares. O desvio do fluxo por agentes da BHTrans e até o acionamento da Polícia Civil, em caso de óbito, também é providenciado em questão de segundos, já que as três instituições citadas possuem representantes na sala de comando, localizada no Bairro Buritis.
 

Não são raros os casos em que o cidadão beneficiado sequer tenha conhecimento de que a rapidez e o sucesso do atendimento tenho sido fruto do trabalho executado pela equipe do COP. É o caso da professora S.F.V, de 46 anos. Em julho deste ano, ela se envolveu em um acidente de trânsito no Bairro Santa Efigênia quando dirigia o carro dela pela Rua Tenente Anastásio de Moura.
 

A professora, que pediu para não ser identificada, conta que não conseguiu frear a tempo, após ser surpreendida pelo surgimento da pedestre T.G.S, 22, que corria para pegar um ônibus, na frente do veículo. “Ela foi atingida na perna esquerda e caiu. Foi tudo muito rápido. Uma viatura do SAMU chegou e a levou para o hospital. Felizmente, não foi nada grave”, conta S.F.S.
 

O atropelamento ocorreu pouco antes das 18h e, às 19h, todas as providências já haviam sido tomadas, como o socorro à vítima, a desobstrução da via e o registro do boletim de ocorrência. A professora confessa que não sabia que as intervenções feitas pela equipe da Central de Operações é que haviam possibilitado a eficiência e agilidade do atendimento.
 

 

Dia e noite

 

O funcionamento ininterrupto, durante as 24 horas do dia, sete dias por semana, somado à já citada visualização de mais de 1.600 câmeras, que possibilitam monitorar o trânsito e a movimentação de pessoas nos principais espaços públicos da capital, são fatores que garantem ao COP a agilidade na gestão dos problemas urbanos, assegurando os aspectos da mobilidade, a segurança e prevenção.
 

Vinculado à estrutura da Secretaria Municipal de Segurança, o COP é definido pelo secretário Genilson Ribeiro Zeferino como uma ferramenta de gestão e ação fundamental para segurança pública da capital. “Ele pode ser definido como os olhos que permitem ter uma visão panorâmica da cidade, por reunir, em um só espaço, representantes da Defesa Civil, PM, Fiscalização, Limpeza Urbana, Polícia Civil, SAMU, Cemig, Gasmig, Copasa e Corpo de Bombeiros, além da BHTrans, da Guarda Municipal e de uma parceria público-privada”, destaca.
 

 

Desafios constantes

 

A experiência adquirida com o posto de comando montado especialmente para o Carnaval de 2017, evento que atraiu 500 mil turistas a Belo Horizonte (30% a mais do que no ano anterior), com 350 blocos e 416 desfiles percorrendo as ruas, em fevereiro, é um dos momentos que merecem ser lembrados. A 39ª Edição do Arraial de Belo Horizonte e a 20ª Parada LGBT de BH, ocorridos na sequência, também confirmam a importância do COP no planejamento do cotidiano da cidade.
 

No Carnaval, a plataforma integrada elaborada em conjunto pela Belotur e o COP, na ocasião, aperfeiçoou a execução e a coordenação de ações preventivas e corretivas durante o evento. “Por meio das instituições, tivemos acesso aos pontos de concentração dos blocos, itinerário previsto, pontos de dispersão, volume de público, contato com os organizadores e localização dos palcos”, explica a gerente de Operações do Centro, Denise Fontes.

 

O mapeamento de áreas de risco, melhorando iluminação pública, bem como a verificação e a supressão de árvores com risco de queda existentes ao longo dos pontos de concentração e de passagem de foliões, são exemplos de situações que puderam ser diagnosticadas, planejadas e executadas com base nas informações compartilhadas entre as instituições envolvidas.

 

 

Centro de Operações da Prefeitura de Belo Horizonte (COP-BH)

 

Conheça instituições que fazem parte do COP BH


 

29/08/2017. O COP-BH está em sua vida, mesmo que você não saiba. Fotos: Telma Gomes/PBH


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