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Chafariz, jardim e área verde do Parque Burle Marx
Foto: Vander Bras/PBH

BH começa a produzir composto orgânico dentro de parques para uso em jardins

29/08/2018 | 16:58 | atualizado em 29/08/2018 | 16:58

O que antes era apenas um amontoado de folhas e galhos, resíduos das varrições e podas de vegetação, agora é adubo - e dos bons - nos parques da cidade. Isso graças à iniciativa da equipe da Gerência de Parques Barreiro e Oeste, da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB). A ideia vem se mostrando uma alternativa rápida, econômica e eficaz para recuperação e manutenção de jardins nesses locais.

 

Gerente de Parques Barreiro e Oeste, Edanise Reis explica que a ideia surgiu com o objetivo principal de ajudar a cuidar dos jardins do Parque Jacques Cousteau, onde foi feita a primeira experiência de compostagem. Os jardins do local, que já eram bastante elogiados por estarem sempre exuberantes, ganharam, então, um reforço na sua manutenção. “A ideia era termos um substrato puro e que pudéssemos ter sempre à mão, de forma mais rápida. Queríamos também otimizar o descarte dos resíduos das podas que fazemos dentro do próprio parque. Então, separamos um local para depositarmos as folhas da varrição e os resíduos da roçada dos gramados, já que são materiais que se decompõem muito rápido. Com certa periodicidade, vamos molhando e misturando com terra e após cerca de 3 meses temos um composto para adubação de excelente qualidade e produzido próximo aos jardins que precisam de manutenção. Com esta proposta diminuímos as viagens do caminhão para transporte desses resíduos ao aterro e também ganhamos no quesito tempo, pois o adubo está prontinho para uso, não sendo necessário fazer um pedido de aquisição junto aos outros órgãos da Prefeitura que nos abastecem com esse material”, conta.

 
Com o sucesso da iniciativa, a prática de compostagem foi estendida para outros parques: do Bairro Havaí,  Aggeo Pio Sobrinho,  Bandeirante Silva Ortiz,  Roberto Burle Marx e, mais recentemente, o Parque Carlos de Faria Tavares, onde já foi definida a área para fazer a compostagem dos resíduos, devendo gerar a primeira leva de substrato no próximo mês.
 
Edanise conta que o volume já produzido nesses parques também está atendendo à demanda dos jardins em parques de outras regionais. “Não temos o controle quantitativo do que já produzimos, mas já estamos conseguindo adubar os jardins de outros parques com o que estamos desenvolvendo aqui. Alguns parques, por serem muito pequenos, não poderão oferecer uma área para produção do composto e, então, serão abastecidos por outros, de maior área. Agora temos um composto sempre acessível para ações de manejo dos jardins”, comemora.
 
A compostagem nos parques da região Oeste e Barreiro reforça que a sustentabilidade tem sido o norte das iniciativas da Fundação para o manejo nos parques. No Parque Jacques Cousteau, por exemplo, o visitante pode admirar belas floreiras e adornos de jardins feitos com materiais reciclados (vasos de plantas e ferramentas inutilizadas, carrinho de mão e até um pequeno trator que abriga flores coloridas, esse último o queridinho da criançada). Também estão em implantação nesses parques geladotecas para a população (bibliotecas comunitárias instaladas em geladeiras antigas e sem uso).
 

29/08/2018. Compostagem. Fotos: Edanise Reis/FPMZB


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