26 Maio 2026 -
No próximo domingo (31), o Zoológico de BH vai oferecer uma programação educativa especial em comemoração ao Dia Mundial dos Psitacídeos, grupo de aves que inclui várias espécies de araras, papagaios, maritacas, periquitos, cacatuas, lóris e calopsitas, entre outras. Para marcar a data, celebrada em 31 de maio em todo o mundo, a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), gestora do Zoo de BH, preparou um bate-papo e uma mostra de materiais biológicos relacionados a esses animais, como ovos e penas, além da dieta e modelos didáticos que ilustram o bico e o pé de um representante desse grupo.
Durante a atividade, algumas aves irão receber estímulos (sensoriais e/ou estruturais) introduzidos nos respectivos recintos para que os animais possam aumentar a expressão de comportamentos naturais da espécie. Essa é uma rotina que faz parte das ações do Programa de Bem-estar Animal desenvolvido na instituição.
“Este é um momento muito oportuno para apresentarmos ao público algumas espécies de psitacídeos que se encontram sob os cuidados do Zoo de BH e as razões pelas quais esses animais estão aqui e não na natureza - mais de 80% dos animais dessa família no Zoo de BH vieram de apreensões das campanhas de combate ao tráfico de animais silvestres promovidas pelos órgãos de fiscalização”, explica Roberta Martins, assessora de educação ambiental da FPMZB.
Psitacídeos
O Brasil é o país que possui o maior número de representantes da família de psitacídeos em todo o mundo. Não por acaso, no período do descobrimento (1501), antes mesmo de receber o nome “Brasil”, nosso território foi chamado pelos colonizadores de “Terra dos Papagaios”, pois os europeus ficaram impressionados com a abundância de papagaios e araras vistos na costa onde atracaram.
Entre os presentes que os colonizadores receberam dos nativos que aqui viviam estavam essas aves, espécies totalmente desconhecidas até aquele momento pelos navegadores europeus. Ao chegarem à Europa, a corte portuguesa ficou impressionada com a beleza das plumas desses animais, que chegaram a ser um dos principais “produtos de exportação” para Portugal.
Os representantes desse grupo variam muito de tamanho. As araras são maiores, já os papagaios têm tamanho médio, os periquitos e maritacas são de pequeno porte. São aves bastante barulhentas, que vocalizam com frequência, mas, curiosamente, não gostam de barulho. Por isso, durante a visita ao zoológico, é importante falar em tom de voz baixo.
Diversas espécies, principalmente os papagaios, têm a capacidade de imitar diversos tipos de sons. No entanto, essa prática não deve ser estimulada, pois compromete o bem-estar dessas aves. Quando estão sob cuidados humanos, como em zoológicos, por exemplo, esses animais utilizam o bico como um terceiro pé para subir nos ramos das árvores ou escalar a tela do recinto.
O bico dessas aves é alto e recurvado, com forte articulação que lhes permite quebrar sementes duras. Apreciam sementes e frutos variados e os cocos de várias palmeiras é o alimento predileto de algumas espécies. Outras, como o papagaio-charão (Amazona pretrei), gostam mesmo é dos pinhões da araucária. No Zoológico de BH se alimentam de ração específica para esse grupo e frutas diversas. Os pés dos psitacídeos têm dois dedos para frente e dois para trás, e por isso são chamados de zigodáctilos. Algumas espécies chegam a viver mais de 80 anos. Embora sejam vistos frequentemente em grandes bandos, os casais vivem juntos por toda vida, são inseparáveis.
Após o acasalamento, constroem o ninho, geralmente, em troncos ocos de árvores, onde põem ovos brancos. No Zoo de BH, os profissionais que trabalham na Seção de Aves disponibilizam no interior dos recintos desses animais as caixas-ninho, que têm aspecto parecido aos ninhos encontrados na natureza, e também matéria-prima vegetal, como serragem, folhas secas, pequenos gravetos, itens que serão utilizados pelas aves para prepararem o espaço interno.
É comum que essas aves façam uso também de penas do próprio corpo para deixar o ninho macio. Os filhotes são nidícolas, isto é, permanecem no ninho sendo alimentados pelos pais durante um longo período, já que nascem sem penas e cegos.
Atualmente, 86% dos psitacídeos que se encontram sob os cuidados do Zoológico de BH vieram do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/IBAMA-IEF), apreendidos nas campanhas de combate ao tráfico de animais silvestres.
Serviço:
Dia Mundial dos Psitacídeos
Domingo (31)
Das 10h às 12h, na Praça das Aves do Zoo de BH
Consulte valores para acesso ao Zoo de BH
