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Cerca de dez servidores efetuando credenciamento de ambulantes
Foto: Rodrigo Clemente/PBH

Ambulantes veem no Carnaval de Belo Horizonte uma oportunidade de renda extra

26/02/2019 | 17:09 | atualizado em 26/02/2019 | 17:09

Como o Carnaval de Belo Horizonte é democrático e de rua, uma das partes mais importantes de folia são os ambulantes. São eles os responsáveis por manter a multidão hidratada e com energia de sobra. À medida que o número de foliões aumenta, a quantidade de ambulantes cresce exponencialmente, e a cada ano o perfil dos vendedores fica mais diverso, abrangendo desde profissionais que estão no ramo há anos até novatos que veem no Carnaval a oportunidade de conseguir uma renda extra.

 

Esse possível reforço no orçamento doméstico é o que atrai os mais de 13 mil ambulantes cadastrados pela Prefeitura, por meio da Belotur, para atuarem no Carnaval de Belo Horizonte em 2019. Há relatos de ambulantes que conseguem faturar durante os dias de folia mais do que a renda do ano inteiro. Casos como esse foram o que convenceu a auxiliar de saúde bucal Shirley Aparecida a entrar na avenida. Após uma amiga comentar que trabalhar durante o Carnaval valia muito a pena, a moradora do bairro Sagrada Família resolveu reunir forças e investir na dupla jornada, afinal ela já atua em sua área, mas não abre mão dessa renda complementar. “Como eu já frequento o Carnaval e acho bastante organizado e seguro, acabei topando esse trabalho”, disse a ambulante. “Espero que eu venda todo meu estoque de bebidas”, prevê a estreante.

 

Mesmo quem não possui nenhuma intimidade com confete e serpentina resolveu resgatar o isopor que estava guardado e encher de latinhas. Foi assim com o padeiro Nelson Eduardo, morador do bairro Santa Tereza, que decidiu se cadastrar como ambulante pela primeira vez mesmo sem nunca ter pisado num bloquinho. “Como estou desempregado, resolvi trabalhar como ambulante no Carnaval. E gosto das coisas legalizadas, por isso me cadastrei do jeito certo”, disse Nelson. Sua estreia, portanto, é dupla: no Carnaval e como o vendedor ambulante. “Eu sempre viajava a trabalho nesse período, mas agora será uma experiência totalmente nova. Chegou meu momento de me arriscar”, disse o novato.

 

Histórias como as de Shirley e Nelson estão aumentando o número de ambulantes ano a ano. No ano passado, foram cadastrados 9.618 ambulantes para o Carnaval. Em 2019, são 13.114 cadastros, um número 36% maior. Este é só mais um termômetro do crescimento do evento na cidade, que, de acordo com expectativas da Belotur, receberá um público estimado de 4,6 milhões de foliões, entre turistas e residentes da capital mineira.

 

Mas a turma de ambulantes também é composta por veteranos, e Rubens Borges, mais conhecido como Michael Jackson, integra essa ala. “Estou nessa desde quando a venda não era regulamentada”. O morador do bairro São Cristóvão tem 51 anos e se encaixa no perfil médio do ambulante cadastrado pela Prefeitura. Do total de cadastros, 52,9% são de homens e 64,3% estão na faixa etária dos 30 aos 59 anos. Quanto à escolaridade, a maioria dos cadastrados - cerca de 5.500 - possui o ensino médio completo, enquanto quase 3.000 não completaram o ensino fundamental.

 

A experiência de anos de atuação acaba fazendo a diferença, conforme explica Michael Jackson. Pensar em toda a logística, organizar horários e ficar atento ao movimento da multidão é algo que ajuda no rendimento do trabalho. “Tem ambulante que fica na rua até tarde, mas quando é no outro dia está cansado. Por isso quando dá 20h eu já vou embora descansar, afinal o Carnaval dura muitos dias!”, ensina o ambulante.

 

Fiscalização no Carnaval

Agentes da Subsecretaria de Fiscalização estarão nas ruas durante o período oficial do Carnaval de Belo Horizonte, de 16 de fevereiro a 10 de março, para acompanhar o trabalho dos ambulantes. Serão cerca de 250 fiscais da Prefeitura e 270 agentes de campo, que vão verificar se o trabalhador está utilizando sua credencial e seguindo as normas estabelecidas pelo chamamento de inscrição.

 

Conforme previsto no edital, o ambulante só poderá comercializar água, bebidas industrializadas ou adereços carnavalescos. Além disso, a atividade é permitida apenas nos ensaios e nos desfiles dos blocos de rua. O ambulante não pode exercer a atividade em locais onde não há concentração ou desfile de bloco de rua.

 

Entre as regras, o credenciado não pode comercializar bebida em garrafas ou outros recipientes de vidro e é proibida a venda de bebida alcoólica aos menores de 18 anos, sob as penas da legislação. Em caso de descumprimento, o ambulante poderá perder a credencial, ter os produtos apreendidos e ser multado no valor de R$ 2.034,18. A Belotur promoveu, com participação da Skol, patrocinadora master do Carnaval, o treinamento aos ambulantes para incentivar a venda responsável e disseminar a mensagem de consumo consciente.

 

O Carnaval de Belo Horizonte 2019 é uma festa realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur, com patrocínio master da Skol, patrocínio da Uber, patrocínio institucional da Do Brasil Projetos e Eventos e parceria da BH Airport.

 

26/02/2019. Carnaval 2019 - Ambulantes cadastrados retiram credenciais. Fotos: Rodrigo Clemente/PBH

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