22 Maio 2026 -
Estudantes dos cursos de Geografia da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) participaram, nesta quinta-feira (21), de uma visita técnica à Defesa Civil de Belo Horizonte. A atividade reuniu 23 alunos e dois professores.
Durante a visita, os estudantes acompanharam uma apresentação sobre os protocolos adotados pelo município em situações de chuvas intensas, inundações e riscos de deslizamentos. A equipe da Defesa Civil também detalhou o funcionamento do monitoramento hidrometeorológico, da emissão de alertas preventivos e dos planos de contingência utilizados pela capital.
O subsecretário de Proteção e Defesa Civil, Elcione Menezes Alves, apresentou o Sistema Municipal de Defesa Civil e o Grupo Gestor de Riscos, Desastres e Eventos Climáticos Extremos (GGRDECE), responsável por coordenar as ações da Prefeitura de Belo Horizonte durante o período chuvoso.
Segundo o subsecretário, Belo Horizonte é referência nacional em protocolos preventivos e na emissão de alertas à população. “A agilidade nas ações da PBH garante eficiência nas respostas e mais segurança para a população”, disse. Os alunos também conheceram equipamentos e tecnologias utilizados no acompanhamento de eventos extremos de precipitação, além das medidas preventivas e operacionais adotadas pela Defesa Civil.
Na etapa de campo, o grupo visitou a região do encontro do córrego Ferrugem com o Ribeirão Arrudas. O local foi escolhido por reunir características importantes para o estudo, como o encontro de duas bacias hidrográficas, a divisa entre Belo Horizonte e Contagem e estruturas de prevenção e mitigação de enchentes.
A visita teve como objetivo aproximar os estudantes da prática profissional e ampliar o conhecimento sobre gestão de riscos, planejamento urbano e prevenção de desastres naturais. O professor Almeris de Souza, da UNIFAL-MG, afirmou que a atividade complementa a formação teórica desenvolvida em sala de aula. “O contato direto com profissionais da área permite aos estudantes compreender os desafios enfrentados em grandes centros urbanos, onde os impactos dos eventos climáticos extremos são ampliados pela urbanização”, informou.
Ainda de acordo com o docente, experiências práticas ajudam na preparação dos futuros profissionais para atuar em municípios de maior porte e fortalecem o entendimento sobre prevenção, monitoramento e resposta a desastres.
