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Alunos da EJA participam de visita noturna em Centro de Educação Ambiental da Pampulha
Divulgação/PBH

Alunos da EJA participam de visita noturna em Centro de Educação Ambiental da Pampulha

criado em - atualizado em

Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Municipal Dom Orione participaram, nesta terça-feira (2), do Circuito de Percepção Ambiental Noturno pelo Quintal do Centro de Educação da Pampulha, localizado no bairro Castelo.

A atividade propôs uma vivência noturna de sensibilização ambiental, promovendo a conexão dos participantes com a natureza e os processos ecológicos que acontecem à noite. Durante o percurso, foram abordados temas como áreas verdes e refúgios para a biodiversidade, fauna noturna da cidade, comportamento das plantas e das abelhas sem ferrão, além dos impactos da poluição luminosa nos ecossistemas.

A experiência no local, gerido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, também destacou a importância dos polinizadores noturnos e das árvores frutíferas, estimulando a exploração dos sentidos na escuridão da floresta por meio da observação, escuta e percepção do ambiente natural.

Este foi o primeiro circuito de percepção ambiental noturno. A ideia surgiu da depois que a Gerência dos Centros de Educação Ambiental identificou a dificuldade de se implementar um programa de educação ambiental para os estudantes trabalhadores – aqueles que dependem do ensino noturno para a continuidade de escolarização.

A atividade, que teve a participação de 20 alunos do EJA, foi iniciada com uma discussão sobre os problemas ambientais da Bacia Hidrográfica da Lagoa da Pampulha, foco das ações do CEA Pampulha, a partir de maquete que ilustra o território. Em seguida, foi realizado o percurso pelo quintal de 18 mil m² da área, com o objetivo de abordar sobre as relações ecológicas que acontecem durante a escuridão num ambiente natural.

A visita noturna já desperta uma curiosidade natural nas pessoas. Nesse horário é possível abordar temáticas pouco exploradas como o armazenamento de energia pelas plantas, uma vez que não há fotossíntese à noite, o comportamento de insetos, em especial das abelhas-sem-ferrão que habitam o meliponário do Centro de Educação Ambiental, e de animais de hábitos noturnos como, por exemplo, dos morcegos, desconstruindo alguns preconceitos com relação a esses animais.

Segundo a gerente dos Centros de Educação Ambiental (CEAs) da PBH, “o circuito noturno garante o acesso de grupos invisibilizados, como os trabalhadores, que não conseguem participar de atividades de educação ambiental que, na maioria das vezes, são realizadas em horário comercial. Além disso, possibilita a ampliação de abordagem sobre interações ecológicas e conscientiza os participantes sobre a valorização da fauna que possui hábitos noturnos”, disse.