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Técnico Superior em Saúde, Luiz Felipe Borges explica sobre escorpiões.
Foto: Andréa Moreira/PBH

Agentes de saúde e de zoonoses participam de capacitação

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Belo Horizonte é considerada área endêmica para escorpiões, principalmente a espécie Tityus serrulatus ou escorpião amarelo, por isso, com o objetivo de ampliar os conhecimentos sobre o controle de escorpiões, profissionais da saúde que trabalham nos centros de saúde Jardim Alvorada, Padre Tiago e São José, na região da Pampulha, participaram, no dia 02 de junho, de uma capacitação sobre estes animais. O encontro aconteceu na sala de reuniões do Centro de Saúde Padre Tiago (Avenida João XXIII, nº 1.233, Manacás) e contou com a participação de 39 profissionais, entre agentes comunitários de saúde (ACS) e de combate a endemias (ACE).

 

Técnico Superior em Saúde e Médico Veterinário da Gerência de Controle de Zoonoses Pampulha, Luíz Felipe Nunes Menezes Borges explicou  sobre a biologia dos escorpiões, sua morfologia, anatomia, reprodução e as formas de controle que são o biológico, quando se utiliza inimigos naturais, tais como calangos e corujas; e de manejo, que é a captura do espécime realizada por um profissional capacitado para essa coleta.

 

Importante destacar que o controle químico não é recomendado pelo Ministério da Saúde por causa do hábito dos escorpiões de permanecer em longos períodos em abrigos naturais ou artificiais como frestas de paredes, ralos de escoamento de água, tampas das caixas de gordura, embaixo de caixas, papelões, pilhas de tijolos, telhas, madeiras, em fendas e rachaduras do solo que, juntamente com sua capacidade de permanecer meses sem se movimentar, torna o tratamento químico ineficaz já que impede que o inseticida entre em contato com o escorpião. Além disso, os escorpiões possuem capacidade de permanecer com seus estigmas pulmonares fechados por um longo período, o que impede a ação do veneno. Além disso, a aplicação de veneno pode causar o desalojamento dos escorpiões para outros esconderijos, principalmente aqueles locais não expostos à ação desses produtos, aumentando o risco de acidentes.

 

Para a agente de Combate a Endemias II do C.S. Padre Tiago, Gislene Souto Costa, é importante ter mais divulgação sobre o escorpião: “As pessoas precisam ter mais atenção na limpeza de suas casas.” O veterinário Luiz Felipe destacou ainda a importância dos profissionais que atuam diretamente nas casas dos munícipes para que estejam atentos quanto à adoção de medidas preventivas. “No caso dos escorpiões, nosso maior desafio é o controle populacional. É preciso conscientizar a população sobre a importância de não oferecer as condições favoráveis para o escorpião, que são alimento, acesso e abrigo. Nossos profissionais devem estar atentos ao ambiente e capacitados para orientarem o morador. A maior arma é a prevenção.”