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Uma imagem em plano médio e close-up foca em um percussionista tocando tambores amarelos. A ação é dinâmica, e suas mãos e as baquetas estão desfocadas para transmitir velocidade e movimento. Ele está segurando uma baqueta no tambor principal em primeiro plano, com o outro tambor e outras pessoas ao fundo.
Ricardo Laf

Agenda RIC leva samba, cultura popular e ancestralidade a diferentes territórios de BH em agosto

criado em - atualizado em

O samba vai ocupar diferentes territórios de Belo Horizonte em agosto, em uma programação que celebra a memória, a ancestralidade e a diversidade das culturas de matrizes africanas. A Agenda RIC 2026 – Horizontes do Samba, do Programa Rede de Identidades Culturais (RIC), reúne atividades gratuitas e diversificadas promovidas pela Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura (FMC), com oficinas, rodas, apresentações, exposições e espetáculos em centros culturais, centros de referência e demais equipamentos da rede municipal. A iniciativa reforça o reconhecimento do samba como Patrimônio Cultural Imaterial da capital mineira e valoriza diferentes expressões da cultura popular.

A programação completa está disponível no Portal Belo Horizonte, que também reúne o conteúdo digital Personalidades Negras 2026 – Horizontes Imortais, publicação virtual que homenageia trajetórias de homens e mulheres negros que se destacaram na construção das artes, das culturas e das tradições afro-brasileiras na cidade. Em agosto, o homenageado é Mandruvá, nome artístico de José Eustáquio da Silva (1955–2023), importante nome do samba mineiro e da história do Carnaval de BH.

A programação da Agenda RIC de agosto acontece nos centros culturais de diferentes regiões da cidade com atrações que articulam samba, música, dança, cultura popular, formação e valorização das identidades negras. Entre os destaques estão as atividades semanais como a Oficina Gratuita de Tranças Nagô, no Centro Cultural Alto Vera Cruz, nesta terça-feira (4), das 14h às 16h, voltada à valorização da história e da autoestima de mulheres negras. O Centro Cultural Vila Marçola, promove todas as segundas-feiras, das 16h30 às 19h, a oficina Trançando Saberes, voltada ao público de 12 a 24 anos.

No Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira, a oficina Adayeba: Corpo que Escreve Memória começa no dia 19, das 19h às 21h, passando a acontecer todas às quartas-feiras no mesmo horário, enquanto o tradicional Passistas Show BH acontece às quintas-feiras, das 19h às 21h. Já o Centro Cultural Vila Fátima inaugura os Encontros de Ervas e Raízes, com a Escola Livre de Artes Arena da Cultura, às quintas-feiras, a partir do dia 20, das 14h às 16h.

A programação inclui ainda a Roda de Samba Casa Pai Ogum, no Centro Cultural Padre Eustáquio, no próximo sábado (8), das 13h às 19h. No Centro Cultural Pampulha, o Projeto Entre Nós acontece no dia 11, das 17h30 às 22h, voltado à formação e ao fortalecimento de coletivos e lideranças comunitárias engajados na defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+, enquanto a Oficina de Tranças Nagô será realizada no dia 14, das 14h às 16h.

O Centro Cultural Bairro das Indústrias recebe no dia 21, às 19h, o Grupo de Maracatu Estrela de Aruanda. No Centro Cultural São Bernardo haverá, no dia 22, das 14h às 17h, a Roda de Capoeira Ojuran São Bernardo. No mesmo dia acontece no Centro Cultural Vila Santa Rita o Encontro de Culturas Populares: Boi da Manta e Capoeira, às 15h, celebrando a memória coletiva por meio de duas manifestações da cultura popular brasileira.

Os centros culturais recebem ainda uma série de espetáculos teatrais que percorrem a tradição oral, o folclore brasileiro e as expressões da cultura afro-brasileira. O Centro Cultural Usina da Cultura recebe Matinta, com o Grupo Girino de Teatro, no dia 14 (sábado), às 14h, revisitando a figura mítica da Matinta em diálogo com a tradição oral amazônica.

O Centro Cultural Salgado Filho terá, no dia 26, às 9h, o espetáculo infantil Galera do Folclore, musical que traz personagens clássicos do folclore brasileiro em defesa da floresta. No mesmo dia, às 16h, o Centro Cultural Vila Santa Rita abre as portas para o espetáculo Caipora: Guardiã das Muitas Vozes. Já o Centro Cultural Zilah Spósito, recebe no dia 22, às 11h, o espetáculo A Besta Fera dos Cabelo Negro, que aborda o sincretismo religioso mineiro e a musicalidade afro-brasileira.

A programação também contempla a relação entre audiovisual e cultura popular. No Centro Cultural Salgado Filho, o Cine Capoeira, no dia 21, das 20h às 21h, propõe um mergulho na trajetória de grandes mestres, unindo cinema e capoeira.

O Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado também integra a programação de agosto da Agenda RIC, com ações que valorizam a cultura popular, a capoeira e os saberes tradicionais. No dia 14, das 9h às 12h, acontece o 2º Festival Integra Capoeira, encontro de cultura, educação e integração voltado a crianças e jovens. Já no dia 22, das 11h às 15h, o espaço recebe a Conversa ao Pé do Fogão, momento de reflexão e confraternização com representantes indígenas, quilombolas e circenses, em homenagem ao Dia Nacional dos “Seres Encantados”.

A programação de agosto também valoriza diferentes expressões do samba e da cultura popular em diversos territórios de Belo Horizonte. No Samba no Morro da PPL (Avenida José Bonifácio, 236, São Cristóvão), o público poderá acompanhar uma programação especial ao longo do mês. O Samba Tradicional com Fran Januário acontece às sextas-feiras, nos dias 7, 14, 21 e 28, a partir das 18h.

Aos sábados, nos dias 1º, 8, 15, 22 e 29, acontece o Samba das Malandras, que se alterna com o Samba de Nego, com abertura às 17h e início do samba às 18h30. Já o Samba Que Escuto Em Casa acontece às segundas-feiras, nos dias 3, 10, 17, 24 e 31 de agosto, a partir das 18h. As entradas contam com cortesias limitadas. Mais informações neste link.

Personalidades Negras

O conteúdo Personalidades Negras 2026 – Horizontes Imortais homenageia, em agosto, Mandruvá, nome artístico de José Eustáquio da Silva (1955–2023), importante nome do samba mineiro e da história do Carnaval de Belo Horizonte. Nascido em Timóteo, no Vale do Aço, Mandruvá chegou ainda bebê à capital mineira, cidade onde construiu sua trajetória e dedicou sua vida ao samba.

Sua história se entrelaça à cultura popular e ao Carnaval belo-horizontino, tornando-o uma referência na preservação e valorização da tradição do samba em Minas Gerais. Ainda jovem, trabalhou como camelô e ajudante de caminhão, experiências que atravessaram sua trajetória artística e inspiraram sua produção musical, como na composição "Camelô", transformando vivências pessoais em memória e expressão artística. O conteúdo completo sobre Mandruvá pode ser acessado no Portal da PBH.

Programa Rede de Identidades culturais

A Agenda RIC é uma política permanente da Secretaria Municipal de Cultura e da FMC voltada à promoção da igualdade racial e ao fortalecimento das culturas de matrizes africanas em Belo Horizonte. A iniciativa foi criada em 2023, a partir das celebrações dos 20 anos da Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de História da África e das culturas africana e afro-brasileira na educação básica, e dos 15 anos da Lei 11.645/2008, que incluiu a temática indígena no currículo.

Em 2026, o programa tem como tema o samba, reconhecido como patrimônio cultural imaterial da cidade, destacando sua relevância histórica e sua presença nos territórios culturais da capital.


Serviço
Programa Rede de Identidades Culturais (RIC) | Agenda RIC | Agosto 2026

Data: até 31 de agosto de 2026
Entrada gratuita
Programação completa disponível no Portal Belo Horizonte