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Mesa em formato de U com pessoas sentadas ao redor e uma tela grande ao centro
Foto: Adão de Souza/PBH

70ª reunião do COMUC discute intersetorialidade e distribuição da cultural em BH

09/11/2018 | 16:41 | atualizado em 09/11/2018 | 16:41

O Conselho Municipal de Cultura (Comuc) se reuniu na tarde de ontem, quarta-feira, dia 7, para a 70ª reunião ordinária, realizada na sede da Prefeitura de Belo Horizonte. Trinta conselheiros e cinco visitantes estiveram presentes para debater e votar assuntos relacionados à atuação intersetorial da cultura municipal e o mapeamento das atividades e serviços realizados pela Secretaria Municipal de Cultura nas nove regionais da cidade. Além disso, o andamento da 5ª Conferência Municipal de Cultura e das eleições das vagas remanescentes do Conselho também foram pautas.
 

O conselheiro do setor de cultura alimentar e gastronomia, Lucas Brandão, e a conselheira suplente da subsecretaria de planejamento urbano, Valéria Nogueira, iniciaram as discussões com o parecer do Grupo de Trabalho (GT) de Atuação Intersetorial 2018, no qual foram apresentadas as metas e ações do grupo e novos rumos propostos. Entre as recomendações expostas pelos conselheiros, pode-se destacar a necessidade da constituição de um GT Intersetorial permanente, a urgência do mapeamento das ações já existentes, da identificação dos problemas enfrentados e dos casos de sucesso. O parecer foi aprovado pelo COMUC.
 

Caroline Craveiro, da Gerência de Planejamento, Monitoramento e Indicadores Culturais, deu seguimento à reunião, apresentando dados sobre as atividades finalísticas e os serviços realizados nos equipamentos da Fundação Municipal de Cultura e sua distribuição no Município. “O planejamento tem buscado compreender a perspectiva territorial da cultura, pautada pela regionalização e pelos 40 territórios existentes em Belo Horizonte”, explica.
 

Ainda segundo Caroline, a subdivisão por territórios tem como objetivo atender às necessidades de descentralização e desconcentração da cultura na capital. Os dados apresentados demonstram que as atividades realizadas ainda estão concentradas nas regionais Centro-Sul, Pampulha e Barreiro e que a oferta de serviços culturais é, até então, muito condicionada à existência dos equipamentos da FMC, como os centros culturais. “As outras regionais não são vazios culturais. Há uma dinâmica de redes de culturas próprias, que precisam ser atendidas pela PBH. Nossa pesquisa entra aí: compreender como a SMC | FMC pode alcançar esses espaços e potencializar as ações nesses territórios”, afirma.