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Visitantes do Zoo deverão ser vacinados contra febre amarela

24/01/2018 | 18:28 | atualizado em 15/02/2018 | 14:23

A partir do dia 2 de fevereiro, os visitantes do Zoológico de Belo Horizonte terão de apresentar comprovante de vacinação contra a febre amarela e documento de identificação pessoal para entrar no local. Entre os dias 27 de janeiro (sábado) e 1º de fevereiro (quinta-feira), o local estará fechado ao público para que sejam feitas adaptações e reorganizações necessárias para garantir mais segurança aos animais e aos usuários. A medida faz parte das ações conjuntas da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) e Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) para prevenção da febre amarela na cidade.

 

Presidente da FPMZB, Sérgio Augusto Domingues destaca que a obrigatoriedade da comprovação da vacinação é uma medida tanto para segurança dos visitantes quanto do grupo de animais do zoológico. “No ano passado, os funcionários que atuam nos parques e no zoológico foram vacinados, por meio de uma ação específica em parceria com a Secretaria de Saúde. Este ano, estamos cobrando o comprovante de vacinação de todos os novos funcionários, prestadores de serviços, permissionários, enfim, de qualquer pessoa que necessite entrar nas áreas sob nossa administração. Embora não tenhamos registros de casos da doença nas proximidades do zoo, adotar essa exigência do cartão de vacinação para visitação do espaço é importantíssimo, pois é um dos locais da cidade que mais concentra pessoas aos finais de semana e está em meio à mata. Assim, contribuímos para sensibilizar a população, aumentar as taxas de vacinação, garantimos a segurança dos que visitam ou trabalham no zoológico, atuamos na contenção do avanço da doença para o meio urbano e também preservamos os animais que aqui estão”, afirma.

 

Sérgio também destaca que os pequenos primatas do zoológico, mais susceptíveis à doença, estão sendo retirados da área de visitação do público. “É necessário fazer o recolhimento desses animais para uma área reservada, que é toda protegida por telas finas, já que são os mais vulneráveis à contaminação. Infelizmente quem vier ao zoológico não poderá vê-los, mas é importante entender que essa é uma medida preventiva, temporária, num momento de alerta contra a doença”, comenta. Já a partir do dia 2 de fevereiro, estarão fora da área de visitação as espécies de primatas bugio, parauacu, sagui-imperador, macaco-da-noite, mico-leão-de-cara-dourada, mico-leão-dourado, macaco-prego e guigó.

 

O fechamento do zoológico entre os dias 27 de janeiro e 1º de fevereiro é uma medida necessária para realização das adaptações para preservar os animais mais vulneráveis (pequenos primatas), remanejar equipes e treiná-las para atendimento ao público considerando a nova exigência de apresentação do comprovante de vacinação contra a febre amarela, além de reorganizar as equipes de atendimento e de bastidores do espaço.

 

Também será feita nesse período uma ampla divulgação das novas regras para acesso ao zoológico, incluindo instalação de sinalização preventiva e educativa no entorno.  “Com o fechamento do zoológico neste curto período estamos atuando preventivamente, uma vez que este é um período de grande concentração de pessoas aqui, em função das férias. Estamos atualizando nossas ações preventivas, adotando e reavaliando a necessidade de novas medidas a cada semana. Fechar alguma área verde, definitiva ou temporariamente, é o menor dos impactos para a população, frente aos riscos de termos casos de febre amarela urbana. A Prefeitura tem o dever de agir preventivamente diante das questões relativas à saúde pública e, para isso, deve utilizar todos os recursos disponíveis e necessários para isso. Esta medida está em sintonia com as recomendações recebidas diretamente da Secretaria Municipal de Saúde, órgão com o qual estamos trabalhando em conjunto sistematicamente diante deste cenário”, finaliza.

 

Em meio aos esforços de combate à febre amarela, é sempre importante destacar: os macacos não transmitem a doença aos humanos. No trabalho de prevenção eles são aliados, pois, quando contaminados, indicam que o local onde vivem pode ter um foco dos mosquitos transmissores infectados com o vírus. Assim, os macacos contribuem para os trabalhos de zoonoses na eliminação dos focos da doença e na elaboração das estratégias de prevenção, como isolamento de áreas.

 

Vacinação é importante ação preventiva

Em Belo Horizonte a vacina é aplicada para pessoas acima dos 9 meses e que ainda não tenham recebido nenhuma dose. Na situação atual, com circulação comprovada do vírus da febre amarela na Região Metropolitana e casos confirmados da doença em residentes no município, com transmissão ocorrida fora da capital, a vacinação também será aplicada em pessoas acima de 60 anos, gestantes e lactantes.

 

No caso de idosos, se necessária, a avaliação para receber a vacina pode ser feita por qualquer profissional de saúde. Inclusive os que atuam nas unidades básicas de saúde. Esta orientação segue determinação do Ministério da Saúde.

 

A vacina é contraindicada e não é aplicada nos seguintes casos:

- Crianças menores de 9 meses de vida

- Pessoas com alergia grave ao ovo ou outro componente da vacina

- Portadores de imunossupressão grave

- Pessoas em uso de corticoide em doses elevadas

- Portadores de doenças: lúpus, artrite reumatoide, doenças de Addison e do Timo (miastenia gravis, timona).