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Reunião on-line
Foto: Divulgação/PBH

Vila Viva é tema em seminário latino-americano

criado em 10/09/2021 - atualizado em 10/09/2021 | 11:44

A convite da Faculdade de Medicina da UFMG, o diretor-presidente da Urbel, Claudius Vinicius Leite, participou, no último dia 2, do Seminário Remoto Latino-Americano Diálogos Salurbal, onde apresentou o Programa Vila Viva. O evento também contou com a presença de um grupo de pesquisadores e gestores das cidades de Santiago (Chile) e Bogotá (Colômbia), responsáveis por projetos de transformação urbana e suas respectivas avaliações. 

 

O objetivo do Seminário foi compartilhar experiências e avaliar intervenções urbanas em áreas vulneráveis, sob uma perspectiva comparativa envolvendo sociedade civil, gestores públicos e academia. O eixo central do debate foi como os efeitos das intervenções em vilas, favelas e assentamentos precários afetam a saúde e a qualidade de vida dos moradores nestas cidades latino-americanas. 

 

No início da apresentação sobre o Vila Viva, o presidente da Urbel contextualizou o Programa dentro da Política de Habitação do Município, esclarecendo que há um estudo e um planejamento prévio por meio do Plano Global Específico (PGE), com ampla participação popular, para definir as prioridades e a hierarquização das intervenções na comunidade. 

 

Em seguida, ele explicou que esse conjunto de ações integradas possui eixos físico-ambiental, sócio-organizativo e jurídico, citou os diversos benefícios proporcionados pelas intervenções urbanísticas e destacou conquistas importantes como a redução de doenças de veiculação hídrica, o tratamento de áreas de risco geológico e o aumento da segurança pública. Além disso, reafirmou a importância das parcerias e recursos para a concretização dos projetos. 

 

“É importante salientar que esse Programa foi elaborado a partir de uma política urbana consistente que Belo Horizonte possui. Sem dúvida, o Vila Viva é uma intervenção  estruturante muito importante que realizamos e as comunidades são nossas principais parceiras. Ele é planejado a partir de um diagnóstico do território, onde são discutidas as soluções e as prioridades locais, com vasta participação dos moradores em todas as etapas. É claro que nós ainda temos alguns desafios para implantar a política habitacional no município, mas hoje o maior deles é a total ausência de financiamento para as intervenções em vilas e favelas por parte do governo federal ou até mesmo de organismos internacionais”, concluiu Claudius.  

 

Durante o seminário, o Programa Vila Viva foi abordado, mais uma vez, na apresentação do Projeto BH Viva, realizado por meio do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte (OSUBH) da Faculdade de Medicina da UFMG. Essa pesquisa avaliou o impacto das obras do Vila Viva na saúde e qualidade de vida dos moradores locais. Os Projetos RUCAS (Universidad Católica de Chile) e TrUST (Universidad de Los Andes, Colômbia) também enriqueceram o evento, que ainda teve espaço para perguntas e esclarecimento de dúvidas dos participantes.