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Mulheres participantes do programa Vida Ativa realizam exercícios em grupo, sentadas em cadeiras e segurando pequenas bolas coloridas. A atividade acontece em um espaço amplo e coberto, com as participantes dispostas em círculo, acompanhadas por uma profissional de esporte e lazer.
Arquivo Smel

Vida Ativa vira sinônimo de amizade e alegria na rotina de salão paroquial no Vista Alegre

criado em - atualizado em

O salão da Paróquia Jesus Missionário, no Bairro Vista Alegre, ganha rotina especial às quartas e sextas-feiras durante uma hora. Para as 35 mulheres que participam das atividades do programa Vida Ativa, da Prefeitura de Belo Horizonte, esses são dias de encontro, movimento, música e muita convivência. São mulheres que dedicaram boa parte da vida aos cuidados com filhos e netos e, agora, encontraram no programa uma oportunidade para cuidar também do próprio corpo e da mente.

Faltar às aulas só mesmo quando não conseguem sair da cama é o discurso comum entre elas. Assim que chegam ao salão paroquial aguardam o tradicional “vamos lá!” da professora Jaqueline. Em seguida, perfiladas, abrem o sorriso ao som de O “Meu Sangue Ferve por Você”, de Sidney Magal. A partir daí, braços, pés e cabeça acompanham o ritmo da música. Entre passos, movimentos e risadas, a aula começa.

O núcleo do Vista Alegre é um dos 42 do programa Vida Ativa espalhados pela capital. A iniciativa é gerenciada pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel) e oferece atividades voltadas para saúde e bem-estar, como prática de exercícios e convivência.

“Eu gosto é de dançar, dançar e dançar”

Aos 71 anos, Marilza Aguiar não esconde o entusiasmo pelas aulas. Para ela, dançar é uma forma de movimentar o corpo e, ao mesmo tempo, exercitar o cérebro. “Eu gosto é de dançar, dançar e dançar, porque mexe com todos os meus músculos e com o cérebro. O cérebro leva meus pés onde a música manda”.

Marilza também considera gratificante fazer parte do Vida Ativa, já que o programa é uma das iniciativas que mais contribuem para a qualidade de vida das pessoas idosas. Eu acho que uma das melhores coisas que a Prefeitura fez para o idoso foi este programa Vida Ativa, porque um montão de senhoras que não vai ver novelas vem fazer exercícios, analisa

Mas os benefícios, segundo ela, vão muito além da atividade física. A amizade e o convívio construídos ao longo dos anos são parte importante da rotina. “É muito bom. Quando chego aqui, todo mundo me abraça. A amizade que fiz com as mulheres que eu não conhecia são amizades saudáveis, gente boa, pessoas que precisam estar aqui toda quarta e toda sexta”, explica Mariza.

Depois da aula, a diversão continua. O grupo costuma se reunir para um bingo, que, destaca ela, não envolve dinheiro. O objetivo é outro: manter a mente ativa. “A gente faz um bingo legal depois que termina a aula. Não é com dinheiro, é só mesmo para a gente trabalhar a mente”, conclui.

De bengala a passos firmes

Aos 85 anos, Vera Lúcia também encontrou no Vida Ativa um espaço para se movimentar e, principalmente, conviver com as amigas. Ela ri de si mesma ao contar que ainda gosta de combinar o visual com as colegas do grupo. “Ah, saímos todas iguais. Nós temos todas as camisas que ganhamos aqui e vamos para os passeios como um time de futebol”, brinca.

A relação de Vera com o programa não é recente. Começou há 25 anos. Quando chegou, precisava de uma bengala e contava com a ajuda das colegas para se locomover. “Cheguei de bengala e elas me ajudavam demais, porque eu não dava conta de andar. Mas hoje não: passo até correndo nos exercícios”, revela Vera.

A mudança também chamou a atenção da família. Ela conta, entre risos, que uma afilhada já está esperando completar 60 anos para poder acompanhá-la nas atividades. “Minha afilhada até já me falou que está doida para fazer 60 anos para vir comigo”, finaliza.

Aos 91 anos, Alice não pensa em parar

Entre as frequentadoras mais longevas do Vida Ativa está Alice Leal, de 91 anos. Para ela, a convivência com as colegas é uma motivação a mais para estar no salão paroquial nos dias de atividade. “Quando eu tenho que faltar, até me arrependo. A convivência é boa demais e a gente conhece mais pessoas”.

Alice acredita que o grupo também tem um papel importante na saúde e na qualidade de vida das pessoas idosas. “Eu até falo lá em casa que se não fosse esse grupo, mais gente idosa estaria doente. Enquanto Deus me der força, vou continuar”.

No Vida Ativa, os dias de aula são esperados com entusiasmo. E, para quem participa, o “vamos lá!” da professora Jaqueline é apenas o começo de mais uma manhã de movimento e alegria.

Onde encontrar o Vida Ativa

A lista completa dos núcleos do Programa Vida Ativa, com endereços, bairros e horários de atendimento dos 42 espaços espalhados pela cidade, pode ser consultada nos canais oficiais da Prefeitura de Belo Horizonte. Dúvidas também podem ser encaminhadas por e-mail (vidaativa@pbh.gov.br).