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Duas mãos segurando uma injeção e uma ampola de vacina
Divulgação/PBH

Vacinação de gestantes contra o VSR contribui para queda nas internações de bebês em BH

criado em - atualizado em

A vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), oferecida gratuitamente pela Prefeitura de Belo Horizonte desde dezembro, já repercutiu no número de casos de internações de crianças por bronquiolite: no comparativo de 2025 e 2026, a queda foi de 57%. Entre janeiro e maio de 2025 foram registradas 1.428 internações de crianças menores de 1 anos, enquanto no mesmo período de 2026 foram 613 internações, indicativo positivo do impacto da estratégia de proteção iniciada durante a gestação.

A bronquiolite é uma das principais causas de hospitalização nos primeiros meses de vida. A proteção começa na gravidez e os primeiros resultados já aparecem na promoção da saúde dos recém-nascidos. 

A vacina é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, sem restrição de idade. Ao receber a dose, a mãe produz anticorpos que são transferidos ao bebê pela placenta, garantindo proteção justamente nos primeiros meses de vida, período em que as complicações provocadas pelo VSR são mais frequentes.

“Várias causas podem levar à internação e ainda é necessário um acompanhamento por mais tempo. Mas com os dados que já temos podemos fazer uma avaliação muito positiva dos resultados alcançados com a vacinação das gestantes”, afirma a diretora de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica, Tatiani Fereguetti.

Desde o início da vacinação, cerca de 15 mil gestantes já foram imunizadas em Belo Horizonte. A vacina é aplicada em dose única e a recomendação é que seja feita a cada nova gestação.

“O melhor resultado de uma política pública de saúde é quando ela evita que a doença aconteça. É isso que começamos a observar em Belo Horizonte. Ao vacinar a gestante, protegemos o bebê justamente no período em que ele é mais vulnerável, reduzindo o risco de bronquiolite e, consequentemente, de internações por esta causa. É uma estratégia que salva vidas e reforça o nosso compromisso com uma saúde preventiva e cada vez mais resolutiva”, destaca o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte.

Para receber a dose, basta procurar um dos centros de saúde ou o Serviço de Atenção à Saúde do Viajante, levando um documento que comprove a idade gestacional, como cartão da gestante, cartão de pré-natal, exames ou relatório médico, além de documento de identificação com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. Mais informações no portal da PBH.

Proteção extra

Outro aliado na prevenção das complicações respiratórias em crianças é o imunizante nirsevimabe, que protege contra as doenças causadas pelo VSR e é ofertado pela Prefeitura desde janeiro deste ano. Já foram aplicadas 3.083 doses de nirsevimabe. Até o momento não foi detectado nenhum óbito relacionado ao Vírus Sincicial em crianças, em 2026.

O anticorpo monoclonal é voltado para crianças com condições especiais e a aplicação é feita em locais específicos. Os locais e horários de vacinação devem ser consultados no portal da PBH.

Quem pode receber o imunizante

Bebês prematuros: nascidos com idade gestacional até 36 semanas e seis dias e que tenham até seis meses de idade.

Crianças menores de 2 anos (1 ano, 11 meses e 29 dias) com comorbidades específicas:

-       Doença cardíaca congênita
-       Doença pulmonar crônica da prematuridade
-       Imunocomprometimento grave
-       Fibrose cística
-       Doenças neuromusculares
-       Anomalias congênitas das vias aéreas
-       Síndrome de Down

Cabe ressaltar que os bebês prematuros ou com comorbidades elegíveis, nascidos nas maternidades da capital, podem receber o nirsevimabe dentro das próprias instituições, antes da alta hospitalar.

Documentos necessários

No momento da aplicação neste público é necessário apresentar, preferencialmente, documento de identificação com foto, certidão de nascimento, CPF e cartão de vacina. Além disso, é necessária a comprovação da condição de saúde da criança, por meio de laudos ou declarações médicas, ou resultados de exames.

Os critérios para a escolha dos grupos contemplados pela imunização seguem as orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.