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A imagem mostra a fachada do prédio sede da Prefeitura de Belo Horizonte, com duas placas onde está escrito Prefeitura de Belo Horizonte, mais uma bandeira do Brasil e uma bandeira de Belo Horizonte hasteadas; na calçada uma pedestre caminha em frente ao prédio.
Rodrigo Clemente/PBH

Uso de IA na análise de Notas Fiscais de Serviços eletrônicas coloca PBH como finalista do Concurso Inovação no Setor Público

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Com o projeto "Rastreio Fiscal: IA para identificação de indícios de auditoria fiscal tributária”, que utiliza inteligência artificial para analisar as Notas Fiscais de Serviços eletrônicas (NFS-e) emitidas no município, a Prefeitura de Belo Horizonte é uma das finalistas do 30º Concurso Inovação no Setor Público. A partir do dia 30 de outubro, o público poderá participar da votação on-line no site da Escola Nacional de Administração Pública (Enap). A cerimônia de premiação será em Brasília, em 12 de novembro.

Em Belo Horizonte são emitidas cerca de 2 milhões de NFS-e por mês com alíquota reduzida ou com indicação de tributação fora de BH. Na emissão, o próprio contribuinte declara a classificação do serviço prestado. Essa informação define a alíquota aplicável do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e o município competente para a arrecadação.

Inconsistências nessa classificação, decorrentes de equívocos de interpretação ou práticas intencionais de evasão, resultam em subtributação. Diante do grande volume, a verificação manual era inviável e alcançava apenas uma fração dos contribuintes, gerando perda de arrecadação por decadência tributária. O projeto da Secretaria Municipal de Fazenda (SMF) veio para corrigir essa falha.

O concurso é promovido pela Enap para reconhecer e valorizar equipes de servidores e empregados públicos que atuam de forma inovadora em benefício dos moradores.

Iniciativa inovadora

O secretário municipal de Fazenda, Pedro Meneguetti, destaca que o Rastreio Fiscal é uma iniciativa inovadora desenvolvida pela Gerência de Auditoria Digital (Gaudi) da SMF, vinculada à Diretoria de Fiscalização e Auditoria Tributária (DFAT), em parceria com as empresas de tecnologia Google Cloud Brasil e IPNet.

“O Rastreio Fiscal traz benefícios para os moradores e a administração municipal à medida em que aumentamos a arrecadação do ISSQN com recursos que são diretamente revertidos na melhoria e manutenção de serviços essenciais para a população de Belo Horizonte, como Saúde, Educação, transporte, habitação e obras de mobilidade. Além disso, o funcionamento da iniciativa acarreta justiça fiscal, pois protege os prestadores e empresas que recolhem seus tributos corretamente contra a concorrência desleal daqueles que praticam subtributação indevida”, aponta Pedro Meneguetti.

Segundo o secretário, houve um salto em escala e produtividade depois que o Rastreio Fiscal foi colocado em prática. “Passamos de uma fiscalização amostral para uma cobertura massiva. Somente nos primeiros lotes de 2026, mais de 3 milhões de NFS-e já foram analisadas pela ferramenta. Também precisamos lembrar que o projeto trouxe a otimização da força de trabalho e a recuperação expressiva de receitas. No mesmo período, já foram gerados R$ 5,6 milhões em indícios cobrados de ISSQN, montante que supera R$ 10 milhões considerando encargos de juros e multas”.