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Cantora negra sob fundo amarelo.
Foto: Paulo Oliveira

Teatro Francisco Nunes recebe lançamento de disco “Cura”, de Elisa de Sena

06/09/2019 | 20:16 | atualizado em 06/09/2019 | 20:16

A Fundação Municipal de Cultura recebe no domingo, dia 8 de setembro, às 19h, o show de lançamento do disco “CURA” da cantora e compositora Elisa de Sena, no Teatro Francisco Nunes (avenida Afonso Pena, s/nº – Parque Municipal). Este é o primeiro álbum solo da artista e foi lançado em agosto de 2019 com a chancela da Natura Musical. Sua banda é formada pela DJ Black Josie, Gustavo Cunha, Letícia Damaris, Manu Ranilla e Ricardo Campos. O espetáculo possui entrada gratuita, mediante a retirada de senhas uma hora antes do espetáculo.

 

Em seu show, Elisa de Sena apresenta uma sonoridade contemporânea que mescla a força da percussão afro-brasileira - especialmente os tambores de Minas Gerais - com beats eletrônicos, synth, duas guitarras e baixo. A cantora de Belo Horizonte foi a única artista mulher e mineira com carreira solo selecionada pelo Projeto Natura Musical. Elisa ficou entre os 50 artistas escolhidos entre as 2.617 com inscrições de todo o país. A oportunidade conferiu a cantora a oportunidade de lançar “CURA”, seu primeiro álbum solo. O trabalho chegou às plataformas digitais no dia 8 de agosto.

 

A construção de uma carreira amplamente marcada pela “autoralidade” e pela ocupação do seu devido lugar de fala se mostram presentes não apenas nas músicas já lançadas pela cantora e compositora Elisa de Sena, mas também nas suas experiências e ações cotidianas. Nascida e criada no bairro Goiânia, região Nordeste da capital, a mineira teve contato desde cedo com a arte em suas múltiplas formas de manifestação político-social e esse contato foi influenciando positivamente a sua formação como mulher e também como artista. A possibilidade de trabalhar profissionalmente com música e o contato com o teatro vieram a partir de sua participação em diversos projetos sociais.

 

 

Negras autoras

O gosto pelas artes se desenvolveu acompanhando de perto manifestações de grupos dedicados essencialmente à cultura negra. Em 2015, se engajou na fundação do Coletivo Negras Autoras, movimento que alcançou bastante expressividade ao levar para o palco o percurso e posicionamento da mulher negra ativista na sociedade. Toda essa bagagem abastecida por poesia e inspirações que vão da percussão afro-mineira à música eletrônica, pode ser conferida no primeiro CD solo da artista, intitulado “CURA”.

 

A produção musical do álbum é assinada pela múltipla DJ Black Josie, porém o processo de criação do disco se estruturou de uma maneira completamente coletiva. Todos os músicos são, também, arranjadores, o que possibilitou que juntos, voz, produção e instrumentos, construíssem coletivamente as canções.

 

O feminino e a negritude são temas que transparecem no trabalho de Elisa de forma muito natural, uma vez que tais características ditam sua forma de se ver e ser percebida no mundo. O incômodo sobre como historicamente as questões ligadas às mulheres e a comunidade negra eram, em sua maioria, contadas por homens brancos, moveu a cantora a incentivar mulheres negras a contarem suas próprias histórias. E esse envolvimento fez com que Elisa também se tornasse uma contadora de histórias por meio de suas canções.

 

As vivências da artista ao longo de sua trajetória nem sempre são transportadas de forma literal para as músicas e performances, a criadora enfatiza que se sente muito livre para escrever sobre o que quiser, transitando com maestria por diversos campos. Naturalmente, todas suas composições partem da sua experiência como mulher, negra e mãe. Enxergando seu trabalho solo como fruto de todos os anos de vivência coletiva, onde passou por grupos como Berimbrown, Tambor Mineiro, Dingoma, Programa Lugar de Mulher, entre outros, “CURA” nasce, também, da vontade de se transformar.

 

Com uma formação inusitada a banda que acompanha Elisa e composta por duas guitarristas, Leticia Damaris e Gustavo Cunha (que também toca synth); um baixista e violoncelista, Ricardo Campos; a Dj Black Josie (que também é responsável pela produção do disco) e Manu Ranilla, que além de programação eletrônica, divide a percussão com Elisa de Sena. Informações para o público pelo telefone (31) 3277-6325.


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