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Mesa com cinco integrantes dos debates do seminário “Futebol Amador em Debate: 20 anos da Copa Centenário”.
Foto: Amira Hissa/PBH

Seminário destaca a importância do futebol amador na capital

27/10/2017 | 18:28 | atualizado em 27/10/2017 | 18:37

Com um público de 140 participantes, entre atletas, profissionais de educação física, dirigentes de clubes e órgãos públicos, foi encerrado, nesta sexta-feira, dia 27 de outubro, o seminário “Futebol Amador em Debate: 20 anos da Copa Centenário”, promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL).

 

O seminário teve início na noite de quinta-feira, dia 26 de outubro, com a realização de uma mesa de debate e a abertura de uma exposição, no hall principal da sede da PBH, que relembra as duas décadas do tradicional torneio de futebol amador da capital.

 

Durante a abertura, o secretário municipal de Esportes e Lazer, Bebeto de Freitas, destacou que, ao participarem das competições de futebol amador, diversos atletas têm a oportunidade de conseguirem o ingresso em times profissionais e até mesmo participarem de competições mundiais. “Temos o orgulho de citar que a Marta, a melhor jogadora da seleção brasileira, jogou no time Santa Cruz, participante da Copa Centenário”, frisou.

 

Bebeto de Freitas também pontuou que a realização da Copa Centenário deste ano representa o “pontapé” no incremento do futebol feminino em Belo Horizonte. O secretário municipal citou a melhoria no valor da premiação como uma das ações que contribuíram para a inscrição de 24 times no torneio feminino, o que significa um número recorde de participações.

 

De acordo com o coordenador da Copa Centenário, Ricardo Monteiro, o aumento dos recursos para a realização da 20ª edição do torneio, de R$ 130 mil para R$ 300 mil, também fez com que crescesse o interesse das equipes participantes.

 

Segundo dia

Na manhã desta sexta-feira, dia 27, o futebol feminino amador foi tema do debate que contou com as participações de Bebeto de Freitas; Emily Alves da Cunha, ex-treinadora da Seleção Brasileira de futebol feminino; Bárbara Stephanie de Araújo Fonseca, integrante da comissão técnica de futebol feminino do América Futebol Clube; e Silvana Villodre Goellner, pesquisadora da história do futebol pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 

O secretário de Esportes lembrou a experiência bem-sucedida do futebol feminino nos Estados Unidos, que possui mais praticantes do que na modalidade masculina. Na avaliação de Bebeto de Freitas, a oferta de bolsas de estudos para as atletas em universidades e a realização de competições locais e regionais são os fatores que explicam o sucesso do futebol feminino norte-americano.

 

Emily Lima revelou que, das 27 federações de futebol no Brasil, somente a Paulista possui um departamento de futebol feminino. Segundo a ex-técnica da seleção, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) destina recursos limitados para o setor. Para a treinadora, que atuou em Portugal, Brasil e Itália, as mulheres jogam por amor, em detrimento da falta de investimento.

 

Encerramento

O debate “Experiências do Futebol Amador pelo Brasil” compôs a programação do seminário, na tarde desta sexta-feira, e contou com a participação dos professores Mauro Myskiw (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Enrico Spaggiari (Centro Universitário Estácio de São Paulo) e Rosângela Duarte Pimenta (Universidade Estadual Vale do Acaraú).

 

O seminário foi encerrado com o painel “Futebol Amador em Belo Horizonte: Memória e Perspectivas”, exposto por Raphael Rajão Ribeiro, pesquisador do futebol amador de Belo Horizonte, e Felipe Vinicius de Paula, doutorando da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG.