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Profissional da BHTrans realizando vistoria em Van escolar.
Foto: Marilda Cunha/BHTrans

Segurança é avaliada com rigor na vistoria do transporte escolar

19/07/2018 | 16:01 | atualizado em 27/07/2018 | 16:36
Com as férias escolares, muitos estudantes – das crianças aos universitários – comemoram a folga nos chamados deveres de casa. Para outra turma, os transportadores escolares, esse período é aproveitado para fazer uma importante lição de casa: levar o veículo para vistoria semestral na BHTrans.
 
No pátio de vistoria da empresa, em torno de 350 itens de cada carro escolar são inspecionados. São avaliadas as partes mecânica, elétrica, de conservação do veículo e padronização visual. Todos os dispositivos de segurança recebem atenção especializada dos vistoriadores. 
 
Nesse último quesito, uma das exigências a mais que está sendo cobrada é a câmera de ré, dispositivo que permite ao motorista visualizar melhor o que ocorre atrás de seu veículo ao manobrar em marchar à ré. O motorista Fernando Sávio, transportador escolar desde 2012, instalou a câmera na sua van há um ano e atesta sua importância. “O carro é grande e a visibilidade é ruim. A câmera ajuda a gente a ver, de fato, o que está na parte traseira do veículo”. E complementa com uma situação recente acontecida com ele ao parar em frente à escola. “Engatei a ré para estacionar. De repente, uma criança passa atrás de meu veículo. Vi pela câmera”.
 
Após passar pela checagem geral, o transportador recebe a Autorização de Tráfego (AT), o documento que permite executar o serviço com a autorização da BHTrans por um período de seis meses, e um selo é afixado no para brisa do carro.
 
Para quem não teve o veículo aprovado, é necessário retornar com o problema solucionado para receber a AT. Foi o caso da Maria Soares de Almeida, transportadora escolar há 29 anos. Segundo ela, seu veículo sempre passa por manutenções preventivas e, por isso, foi surpreendida com o relatório da vistoria da BHTrans que apontou um desgaste no pivô (peça da suspensão do veículo). A avaria foi corrigida e a transportadora voltou à empresa para finalizar o processo e poder circular regularmente. 
 

Vistorias ao longo do ano

Enquanto muitos fazem a opção pela vistoria no período das férias escolares, outros já fizeram o mesmo durante o semestre. É que o processo foi desmembrado ao longo do ano, desde que cada carro escolar passe pela avaliação a cada seis meses. Ao término da vistoria, o motorista já recebe o agendamento da próxima data que ele deve comparecer com o veículo na BHTrans.
 
Caso não compareça à vistoria, o motorista é multado em R$293,24. Se persistir em rodar sem a vistoria a multa dobra de valor e o carro é apreendido.
 
Os pais devem certificar se o veículo é cadastrado, solicitando a Autorização de Tráfego (contém dados do veículo e do transportador, data da última vistoria e da próxima, o número do selo). Pelo telefone 156, ao informar o número da placa ou nome do transportador, é possível saber se o prestador de serviço e o veículo são cadastrados ou não, e se estão em dia com as vistorias. No portal da Prefeitura de Belo Horizonte/BHTrans também é possível ter as informações do veículo e do condutor escolar.
 

Dicas para os pais

O Transporte Escolar é uma excelente alternativa para facilitar o dia a dia dos pais e alunos e ainda aliviar o trânsito. Uma van com 12 crianças pode representar até 11 veículos particulares a menos, isso alivia o trânsito na porta da escola, principalmente nos horários de pico.
 
É importante ressaltar, para os pais ou responsáveis, que não basta simplesmente contratar o serviço. É preciso observar alguns fatores importantes para garantir a segurança de todos e não cair nas mãos do transporte clandestino:
 
- Motoristas do Transporte Escolar devem portar o Registro de Condutor (crachá de identificação) da BHTrans e a Autorização de Tráfego; 
- Confirme se o serviço oferece um acompanhante (ou monitor). A presença desse profissional é obrigatória para veículos com capacidade superior a 20 lugares;
- Se o serviço possuir um acompanhante, ele também deve estar cadastrado na BHTrans e possuir o Registro de Acompanhante.
- É obrigatório que o prestador de serviço de Transporte Escolar firme um contrato com os pais ou responsáveis pela criança.
- Exija que os veículos tenham cadeirinha para transporte de crianças com até quatro anos de idade.
Sempre utilize o cinto de segurança - O cinto é fundamental para proteger o seu filho em caso de acidentes. A lei não permite que crianças sejam transportadas no colo.

    Verificando alguma irregularidade, é importante que seja feita uma denúncia pelo telefone 156. Com o trabalho conjunto, a BHTrans e a população vão manter a qualidade do Transporte Escolar. Afinal, com esses cuidados, ele é a melhor opção para quem procura conforto, segurança e bem-estar.

    No portal da Prefeitura, no menu Transportes/Escolar, é possível encontrar mais informações sobre como contratar o serviço. 
 

Frota Julho/18

Microônibus e vans: 1.844
Ônibus: 365
Kombis: 9

Total: 2.218

 

19/07/2018. Vistoria Escolar. Fotos: Marilda Cunha/BHTrans