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Criança nada com a ajuda de instrutora
Foto: Marcelo Machado/PBH

Ranking aponta BH como a segunda capital mais ‘amigável’ para atividades físicas

02/10/2018 | 11:48 | atualizado em 01/11/2018 | 13:05

Belo Horizonte é a segunda colocada na 1ª edição do “Ranking das Capitais Brasileiras Amigas da Atividade Física”, elaborado pela revista “SAÚDE”, da Editora Abril, em parceria com pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
 

O ranking indica a cidade de São Paulo em 1º lugar, seguida por Belo Horizonte (2º) e Vitória-ES (3º). Confira o ranking completo abaixo:


 

Resultado geral do ranking

 

Posição
Município (UF)
Escore Z

São Paulo (SP)

1,15

Belo Horizonte (MG)

0,88

Vitoria (ES)

0,64

Curitiba (PR)

0,57

Rio De Janeiro (RJ)

0,55

Porto Alegre (RS)

0,39

Palmas (TO)

0,37

Goiânia (GO)

0,35

Florianópolis (SC)

0,29

10º

Brasília (DF)

0,09

11º

Natal (RN)

0,09

12º

Teresina (PI)

0,09

13º

Aracaju (SE)

0,06

14º

Recife (PE)

0,05

15º

Campo Grande (MS)

0,01

16º

Cuiabá (MT)

0,01

17º

Fortaleza (CE)

0,00

18º

Salvador (BA)

-0,05

19º

João Pessoa (PB)

-0,17

20º

Boa Vista (RR)

-0,33

21º

Manaus (AM)

-0,42

22º

São Luís (MA)

-0,43

23º

Maceió (AL)

-0,66

24º

Belém (PA)

-0,67

25º

Rio Branco (AC)

-0,90

26º

Macapá (AP)

-0,91

27º

Porto Velho (RO)

-1,07



O objetivo do trabalho é mapear informações disponíveis sobre as capitais brasileiras e classificá-las segundo o potencial para as atividades físicas. “O ranking possibilitará identificar as características que devem receber mais atenção por parte de gestores públicos e cidadãos para que as cidades ofereçam oportunidades para que todas as pessoas possam adotar a atividade física no seu dia a dia”, explicam os pesquisadores.
 

O modelo conceitual para a elaboração do ranking partiu de cinco domínios: acesso a espaços de lazer, acesso ao transporte público, desenho urbano, estrutura viária para atividade física, trânsito e criminalidade.
 

A pesquisa também considerou princípios básicos para o ranking, a saber:

• A atividade física deve ser um direito e uma opção possível para todos os moradores da cidade.
• Todas as pessoas devem ter acesso e condições para realizar atividade física em seu dia a dia se assim o desejarem.
• As cidades devem oportunizar condições para reduzir a desigualdade nos níveis de atividade física no tempo de lazer (tempo livre) e como forma de transporte, particularmente nos grupos de maior risco para inatividade física (mulheres, idosos, crianças e pessoas com menor renda e escolaridade).
• As cidades devem propiciar acesso às locais para a prática de atividade física e a transporte público com qualidade e segurança aos usuários de forma a assegurar o acesso à atividade física no lazer e o transporte ativo.
• As cidades devem apresentar políticas, planos e infraestrutura para garantir oportunidades para o transporte ativo de pedestres e ciclistas.
• O desenho das cidades deve favorecer o acesso e as oportunidades para a prática de atividades físicas no lazer e no transporte.
 

A partir dos cinco domínios e dos princípios, os indicadores considerados foram: arborização de vias públicas, instalações esportivas, quantidade de ônibus e micro-ônibus, densidade populacional, densidade residencial, densidade comercial, iluminação de vias públicas, pavimentação de vias públicas, calçadas em vias públicas, homicídios por armas de fogo, homicídios de mulheres, óbitos em acidentes de trânsito, atividade física de lazer e atividade física de deslocamento.
 

Com a união de todos os dados e um índice obtido por meio de um método chamado de Z-escore, foi possível elaborar a classificação geral das capitais mais amigas da atividade física.
 

“É com alegria e satisfação que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) recebe a honrosa e merecida segunda posição no ranking. O desempenho atesta o acerto das políticas públicas implementadas em Belo Horizonte. Entendemos que o investimento em esporte, atividades físicas e lazer gera reflexos positivos em outras áreas, sendo, portanto, estratégico  e necessário para o bem estar social e a saúde coletiva”, afirma o secretário municipal de Esportes e Lazer, Elberto Furtado.
 

O secretário destaca os benefícios gerados pela prática de esportes e atividades físicas, tanto para a saúde, sociabilidade, qualidade de vida, quanto para a cognição e produtividade. “Os programas e projetos da Prefeitura para o esporte e o lazer estão em expansão e contemplam crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos e pessoas com deficiência”, pontua Elberto.

 

Smel

Por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Smel), a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) dedica-se à elaboração, execução, monitoramento e avaliação de políticas públicas em cada uma das nove regionais em que se divide a cidade, com base no preceito de inclusão social e todos os outros benefícios gerados pela prática de esportes e atividades físicas.   Por meio de programas e projetos como Vida Ativa, Caminhar, Superar e Esporte Esperança, entre outros, a Smel atende, direta e indiretamente, crianças e adolescentes, jovens e adultos, idosos e pessoas com deficiência em núcleos próprios, escolas, pistas de caminhada e praças, instituições de longa permanência e em ações de lazer, dentre outros.
 

Também compete à Secretaria a manutenção de mais de 750 equipamentos esportivos públicos municipais, como campos e quadras de futebol, ginásios poliesportivos, pistas de skate e Academias à Céu Aberto.

Confira, abaixo, os principais programas e projetos da Smel: 


 
Academia a Céu Aberto

O programa possibilita a prática de exercícios físicos ao ar livre e maior socialização da comunidade. Instalados em áreas públicas como praças, parques e canteiros, nas nove regionais da cidade, os conjuntos de aparelhos são utilizados por pessoas de várias faixas etárias. São mais de 400 academias. O público médio estimado é de 6512 frequentadores por dia.

 

Superar

O programa atende alunos com deficiência física, visual, intelectual, auditiva, com autismo e múltipla. As atividades são realizadas em três centros de referência e seis núcleos de atendimento. São oferecidas 16 modalidades aos alunos: atletismo, basquetebol, tênis de mesa, bocha regular e paralímpica, voleibol sentado, dança, futsal, goalball, judô, natação, patinação, rúgbi em cadeira de rodas, funcional e parataekwondo.
 

Em 2018, a meta de alcançar o número de 850 alunos foi superada. Já são quase mil alunos atendidos mensalmente. O Superar realiza, ainda, a Corrida PCD (Pessoas Com Deficiência). Serão 600 atletas no evento marcado para o dia 21 de outubro deste ano.

 

Vida Ativa

O programa promove atividades físicas, de lazer e de socialização à população idosa. Tem o objetivo de planejar e executar ações que despertem no público adulto e idoso a consciência sobre a importância da prática regular de atividades físicas para a melhoria da saúde e do bem estar. São mais de 40 núcleos regionalizados com a realização de aulas coletivas de ginásticas, jogos, brincadeiras e danças, bem como a cinco instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), com a realização de atividades físicas e recreativas adaptadas. O programa está em expansão e já atende a mais de três mil pessoas mensalmente. O Vida Ativa realiza, ainda, o EVA (Encontro Vida Ativa), que reúne três mil idosos em um evento de confraternização. O deste ano será no dia 28 de novembro.

 

Caminhar

O propósito deste programa, que atende a um público de faixa etária variada, de crianças a idosos, é ampliar o número de praticantes regulares de atividades físicas em Belo Horizonte, por meio de intervenções, tanto de promoção da atividade física quanto de conscientização sobre a importância para a saúde. Já em escolas municipais, a equipe do Caminhar desenvolve uma temática específica a cada ano. A de 2018 é “Atividades físicas em jogos e brincadeiras antigos.” A média de atendidos do programa neste ano tem sido superior a mil pessoas por mês.

 

Esporte Esperança

O programa tem o objetivo de promover a democratização do acesso ao esporte educacional às crianças e adolescentes, entre 3 a 17 anos, contribuindo para a formação esportiva, construção de valores éticos e melhoria da qualidade de vida. As ações são realizadas, prioritariamente, nas regiões de maior vulnerabilidade, cujas localizações coincidem, em sua maioria, com os territórios de abrangência dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS). São mais de cinco mil atendidos a cada mês.

 

Esporte Para Todos

Neste programa, entidades esportivas ou recreativas da cidade, principalmente os clubes sociais, participam como parceiros de ações dos programas desenvolvidos pela Prefeitura de Belo Horizonte, como Superar, Esporte Esperança, Vida Ativa e outros. Oferecem tais serviços e, em contrapartida, recebem isenção de tributos municipais. Atualmente, são 19 parceiros da PBH e mais de 16 mil atendidos por mês.

 

BH é da Gente

O objetivo deste programa realizado aos domingos é promover a prática de atividades físicas, esportivas e de lazer ao ar livre, bem como a convivência e a cidadania em vias e locais públicos, abrindo espaço para a ocupação urbana pela população e fomentando a apropriação do espaço público. Há dois locais atualmente - Savassi e Grajaú (avenida Silva Lobo) e um terceiro já definido. O planejamento da PBH é levar esse programa às nove regionais da cidade.

 

Jogos Escolares de BH (JEBH)

Com o objetivo de valorizar a prática esportiva escolar e a construção da cidadania dos alunos-atletas, o JEBH é uma etapa seletiva para os Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG) e depois de 15 anos sem ser realizado, voltou a ser realizado pela PBH a partir de 2017. São 25 modalidades esportivas olímpicas, não-olímpicas e paralímpicas disputadas por alunos de escolas municipais, estaduais, privadas e de outras instituições de Belo Horizonte. Em 2018, reuniu 115 instituições inscritas, com a participação de mais de 6.000 (seis mil) estudantes-atletas.

 

Copa Centenário de Futebol Amador

Com sete categorias (infantil, juvenil, adulto A, adulto B, adulto C, feminino sub-17 e adulto feminino), a competição ocorre anualmente e tem o objetivo de fortalecer as associações esportivas amadoras na cidade, reafirmando o papel dessas no processo de inclusão e ascensão social para os seus praticantes, além de ofertar momentos de lazer às comunidades e proporcionar melhorias na qualidade de vida da população. Os jogos são realizados em 30 campos municipais de futebol de Belo Horizonte. Em 2017, foram 153 clubes e 3.700 atletas com idade entre 13 e 70 anos inscritos. Em 2018, o número superou 170 clubes e 4.000 atletas. Vale registrar que a PBH vem ampliando a participação feminina, com a criação, por exemplo, do sub-17 em 2018.

 

Copa dos Campeões de Futebol Amador

O objetivo do torneio que ocorre a cada quatro anos  é fortalecer e apoiar as associações esportivas amadoras, promovendo a melhoria das condições de treinamento, com a distribuição de materiais esportivos às equipes inscritas. Em 2018, tem a participação de 24 equipes e 600 atletas.

 

Academia da Cidade (*)

São 77 academias distribuídas nas nove regionais de BH, em espaços como centros de saúde, praças e escolas municipais, onde há prática de atividade física ministrada por profissionais de educação física, com o objetivo de melhoria da qualidade de vida da população. As atividades são gratuitas e destinadas, preferencialmente, às pessoas acima de 18 anos. O público predominante é de idosos. As aulas têm como propósito trabalhar o condicionamento físico geral, incluindo caminhadas orientadas e aulas coletivas como step e dança. Outros temas importantes no cuidado à saúde, como alimentação saudável e tabagismo, também são trabalhados nas Academias da Cidade.

(*) Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde