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Treze jovens em círculo em um dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da região Nordeste.
Foto: Clarice Pinheiro Cunha

Projovem estimula o protagonismo juvenil por meio da arte e cultura

30/11/2018 | 18:31 | atualizado em 03/12/2018 | 10:18
Fortalecer os vínculos familiares e com a comunidade, ampliar a convivência e trabalhar a prevenção de possíveis prejuízos sociais, esses são os desafios que impulsionam o trabalho desenvolvido pelo Projovem, uma ação que integra o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, executado nos Centros de Referência de Assistência Social de Belo Horizonte. A ideia do serviço é estimular o protagonismo juvenil e contribuir para a formação de pessoas mais autônomas e comprometidas com valores como a solidariedade e o respeito.


A região Nordeste conta com três Centros de Referência de Assistência (CRAS) e em dois deles são oferecidos o Projovem, que atende adolescentes com idade entre 15 e 17 anos: Arthur de Sá e Vila Maria. O trabalho é diário e oferece oficinas de esportes, artes, música, dança, fotografia, meio ambiente e cinema, além de rodas de conversa sobre assuntos de interesse desse público e passeios a cinemas e museus. Também são ofertadas oficinas de preparação para o mercado de trabalho, por meio do Programa Nacional de Acesso ao Mundo do Trabalho.


No CRAS Arthur de Sá (rua Geraldo Fontes, 30, União), 35 jovens têm participação assídua no serviço, que, cada vez mais, tem feito história na vida de muitos dos seus integrantes. “Fui para o Projovem por causa do lanche que é oferecido nos encontros e hoje, depois de quatro anos, posso dizer que esse programa mudou a minha vida”. O depoimento é do jovem Luis Henrique Souza, conhecido como Luis Aliado, que embora já esteja com 19 anos, continua frequentando o grupo como multiplicador.


No Projovem, Luis teve a oportunidade de explorar habilidades que nem ele mesmo sabia que tinha. “Foi graças ao Projovem que eu comecei a fazer rap e hoje estou gravando o meu primeiro CD e uma das músicas foi gravada com a turma do programa”. Assim como Luis, Marcos Vinícius da Silva Pereira também é um assíduo frequentador do Projovem no CRAS Arthur de Sá, mesmo já tendo completado os seus 18 anos. Nas oficinas de dança, ele se descobriu um exímio dançarino. “As melhores oficinas do mundo estão aqui e a dança é uma delas. Desde o primeiro encontro que eu fiquei empolgado com a dança”, disse o jovem.


Nívia Santos, educadora social responsável pelo serviço no CRAS Arthur de Sá, ressalta a importância de se manter os encontros do Projovem sempre atrativos e abordar temas que fazem parte do cotidiano dos jovens, como drogas, sexualidade, depressão, conflitos familiares e pessoais. Ela reforça o quanto é importante o envolvimento e a interação desse trabalho com as outras políticas públicas de assistência direcionadas a esse público.


Nívia destaca também que é preciso oferecer aos jovens vivências novas e um ambiente diferente, muitas vezes, do que ele está acostumado, fazendo uso principalmente da arte, cultura e do lazer, sem deixar de lado o diálogo. ‘’Nós procuramos oportunizar ao jovem uma nova vivência, fazendo com que ele tenha uma experiência diferente da que ele tem na comunidade, uma socialização ampliada’’, explica a educadora social. De acordo com ela, os resultados têm sido positivos.


Fernanda Cristina, uma das coordenadoras pedagógicas do Projovem, explica como se dá a entrada do jovem no serviço. “A família do adolescente precisa estar cadastrada no CRAS, mas também há a demanda espontânea, quando o jovem fica sabendo do grupo e acaba convidando a sua família para se cadastrar no Centro de Referência de Assistência Social do seu território, para que ele possa participar”. No primeiro encontro ocorre o acolhimento dos jovens - para conhecê-los, apresentar a proposta e mostrar que o espaço é deles, para eles – no qual um participante mais velho recebe o mais novo.


Ao longo dos anos, o trabalho do Projovem já rendeu muitos frutos. Diversos jovens foram inseridos no mercado de trabalho e em faculdades. Despertaram para a vida e para as artes e o objetivo da Prefeitura é ampliar cada vez mais esse trabalho.



CRAS e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos

O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é uma unidade pública da política de assistência social, de base local, integrante do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Os CRAS estão localizados em áreas de vulnerabilidades e risco social. Belo Horizonte conta hoje com 34 unidades e cada uma delas referencia cerca de cinco mil famílias. Na capital mineira são mais de 170 mil pessoas atendidas nas nove regiões de Belo Horizonte.


No CRAS, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é executado pela equipe da ADRA-BRASIL, entidade parceira da Prefeitura de Belo Horizonte. O serviço é feito em grupos, de acordo com o ciclo de vida dos participantes, e complementa o trabalho social com as famílias, a fim de prevenir a ocorrência de situações de risco social. Além disso, o Serviço de Convivência fortalece as relações familiares e comunitárias e promove a integração e a troca de experiências entre os participantes, valorizando o sentido de vida coletiva. Atende a toda a família, desde a criança até o idoso.


Desde 2017, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos teve uma ampliação de 23%, contabilizando 26 novos coletivos criados, destinados a crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos.

 

 

30/11/2018. Por meio da arte e cultura, serviço incentiva os jovens a serem protagonistas da sua própria história. Fotos: Clarice Pinheiro Cunha/PBH


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