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Cerca de quinze pessoas sentadas ao redor de grande bancada, entre policiais, outras autoridades e servidores no Centro de Operação da PBH.
Foto: Divulgação/PBH

Projeto busca entender o fenômeno da desordem urbana e combater seus reflexos

13/08/2018 | 15:15 | atualizado em 13/08/2018 | 15:15
Somar esforços com diferentes áreas da Prefeitura de Belo Horizonte de forma coordenada para reverter situações negativas provocadas pela desordem urbana na capital. Essa é a estratégia adotada com sucesso pela Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção (SMSP), por meio do Centro Integrado de Operações (COP-BH) e da Guarda Municipal de Belo Horizonte (GMBH), para solucionar questões relacionadas à segurança e à manutenção da ordem pública na cidade.
 
As ações são baseadas em uma metodologia de Gestão Integrada de Segurança e Prevenção (GISP) que parte da identificação de um problema, analisa suas causas, constrói um plano de ação como resposta e avalia o resultado obtido.
 
Implantado de forma inovadora em Belo Horizonte pela Secretaria de Segurança e coordenado pela Gerência de Análise e Gestão do COP-BH, o  Projeto GISP busca envolver não somente o poder público, mas também a sociedade na construção de soluções para problemas vivenciados na cidade e, desta forma, beneficiar a todos. 
O projeto piloto foi lançado em dezembro de 2017, com o objetivo de reduzir o índice de criminalidade no Hospital Odilon Behrens e na Unidade de Pronto Atendimento Noroeste (UPA/ Noroeste), no bairro Lagoinha. 
 
Nesta GISP da saúde, em específico, foram elaborados diagnósticos que apontaram os registros de furtos, de roubos e de conflitos como principais questões a serem solucionadas. Ao se aprofundar na análise dos problemas e de suas causas, várias iniciativas puderam ser planejadas e implantadas, tanto para a melhoria da segurança, com adequações no patrulhamento, no monitoramento por câmeras e restauração da iluminação pública, quanto para aperfeiçoamento do próprio serviço de saúde em si, com redução do tempo de espera e até a distribuição de folhetos para os usuários, com dicas de autoproteção contra furtos de seus objetos pessoais.
 
Paralelo ao trabalho realizado na Saúde, o projeto GISP também está atuando em três áreas geográficas específicas: a segurança do Parque Lagoa do Nado, na Pampulha; a redução da violência nas escolas da Regional Leste; e a prevenção contra furtos a transeuntes no Hipercentro.
 

Queda nos índices

A redução de 16% no número de ocorrências registradas pela Guarda Municipal no interior das UPAs e Centros de Saúde de Belo Horizonte e do Hospital Odilon Behrens, no período de janeiro a julho de 2018, comparado com o mesmo período do ano anterior, indica que as ações estão dando resultados positivos. “Estamos buscando soluções efetivas e ágeis para problemas provocados pela desordem em diferentes setores. Foi exatamente isso o que ocorreu com a área da Saúde: buscamos construir estratégias de atuação para a Guarda Municipal que atendessem à realidade de cada unidade, especificamente”, destaca o secretário de Segurança Municipal, Genilson Zeferino.
 
Segundo o secretário, esse trabalho conjunto foi estabelecido também com a Educação, para garantir uma atuação eficiente da SMSP, por meio de sua Diretoria de Prevenção Social à Criminalidade, nas escolas da rede municipal. “É preciso ter em mente que para cada proposta do GISP, construímos um plano de ação com recorte territorial, mas que permite também sua aplicação nas demais unidades, seja de saúde, educação ou lazer, com adaptações pontuais”, completa Genilson.
 

13/08/2018. A união faz a força! Projeto GISP soma esforços entre diferentes secretarias para solucionar problemas da cidade. Fotos: PBH/Divulgação