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Fachada de centro de saúde, com quatro cidadãos transitando na calçada, durante o dia.
Foto: Vander Brás/PBH

Prefeitura promove ação para alertar sobre a hanseníase

19/01/2018 | 18:00 | atualizado em 15/02/2018 | 14:03

De 22 a 26 de janeiro, a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza ações de divulgação e conscientização sobre a hanseníase. O objetivo é alertar a população sobre os sinais e sintomas da doença e incentivar a procura pelos serviços de saúde. O Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase 2018 será celebrado no dia 27 de janeiro.

 

As ações também vão mobilizar os profissionais de saúde quanto à busca ativa de casos novos e a realização de exame dos contatos, além de divulgar a oferta de tratamento completo pelo SUS e promover atividades de educação em saúde que favoreçam a redução do estigma e do preconceito que permeiam a doença.

 

A programação será realizada principalmente na região Norte da capital que tem apresentado um número maior de casos.

 

 

Programação

- De 22 a 26 de janeiro, os Centros de Saúde distribuirão material informativo sobre a doença.

 

- No dia 23 de janeiro, das 8 às 17h, o Centro de Saúde Aarão Reis (avenida Hum, 200 – Novo Aarão Reis, regional Norte) fará atendimento específico para usuários de sua área de abrangência que apresentarem sinais e sintomas que possam estar associados com a hanseníase.

Entre da doença, estão a presença de manchas claras, avermelhadas, com alteração de sensibilidade ao calor, à dor ou ao toque e a presença de nódulos (“caroços”), inchaços, perda de sobrancelhas e pelos. Esta ação conta com o apoio dos Agentes Comunitários de Saúde, que fizeram busca ativa por pacientes que apresentem algum desses sinais.

 

- Distribuição de material informativo nas Academias da Cidade do distrito Norte.

 

 

Hanseníase

A hanseníase é doença infectocontagiosa crônica e, potencialmente incapacitante, se não diagnosticada precocemente. Pode causar esterilidade, cegueira, deformidades ósseas e articulares e até mesmo levar ao óbito, em alguns casos.

 

A transmissão geralmente ocorre pelas vias aéreas. Não ocorre transmissão através da pele íntegra e utensílios. Após 36 horas do início do tratamento o paciente não transmite mais doença, mas é necessário que não haja interrupção do tratamento. Os principais sintomas da doença são o surgimento de manchas na pele, em sua maioria, com alteração de sensibilidade.

 

Cerca de 95% das pessoas possui resistência natural à doença e é necessário contato íntimo e prolongado para que ocorra a transmissão. Não existe vacina específica, mas a BCG protege contra as formas mais graves, segundo estudos científicos.

 

 

Novos casos

Em 2017 foram notificados 41 casos novos da doença em residentes de Belo Horizonte. A capital possui serviços de referência que recebem pacientes de outros municípios. Os pacientes são atendidos nos 152 Centros de Saúde através de busca ativa de sintomáticos dermatológicos ou encaminhados pela Atenção Secundária. O usuário deve ser acompanhado pela equipe do Centro de Saúde mais próximo de sua casa e se necessário, pode ser encaminhado para uma referência secundária.

 

O tratamento é realizado com medicamentos administrados por via oral. Tem a duração de 6 a 12 meses, dependendo do caso. O tratamento é realizado gratuitamente e é encontrado em todos os Centros de Saúde do município. É muito importante que as pessoas que convivem ou conviveram com a pessoa diagnosticada sejam examinadas, pois são as pessoas que têm maior chance de adoecer. A hanseníase tem cura e se tratada precocemente e de forma adequada, pode evitar as incapacidades e as sequelas.

 

Em 2017, a SMSA manteve a busca ativa de contatos não examinados e casos em abandono ou risco do mesmo, a fim de propiciar o diagnóstico precoce e assegurar a completitude do tratamento.