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Criança molha planta em terreno cultivado pela população
Foto: Divulgação PBH

Prefeitura implanta as primeiras agroflorestas urbanas da capital mineira

28/08/2019 | 17:34 | atualizado em 03/09/2019 | 08:45

Às margens do Ribeirão do Onça, no bairro Ribeiro de Abreu, regional Nordeste da cidade, um espaço de aproximadamente 10 mil m² dá lugar à primeira agrofloresta urbana comunitária de Belo Horizonte. Antes com ocupação residencial em Área de Preservação Permanente, o local começa a tomar forma como um espaço protegido e produtivo para os moradores da região.

 

Elaborado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, o projeto intersetorial prevê a implementação de agroflorestas em áreas degradadas e com vulnerabilidade social. Nas agroflorestas são plantadas árvores nativas e culturas agrícolas, de forma a contribuir com a segurança alimentar das populações locais por meio da produção de alimentos.

 

Após reuniões de planejamento, cercamento, limpeza e delimitação da área, foi feito o primeiro plantio em conjunto com membros da associação Conselho Comunitário Unidos pelo Ribeiro de Abreu (COMUPRA) e outras entidades e lideranças locais. “Fizemos o plantio de árvores frutíferas como limão, mexerica, banana, abacate, jabuticabeira, e plantas arbóreas nativas que dentre outras espécies vegetais podem ajudar na produção de biomassa”, detalhou o gerente de ações para a sustentabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Dany Silvio Amaral.

 

O secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, informou que, além da área no Ribeirão do Onça, outros locais da cidade também já estão sendo beneficiados pela iniciativa. “Existem mais duas áreas trabalhadas: a ocupação Izidora, em integração com o Programa Territórios Sustentáveis da Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional, e o parque do Brejinho”, disse.

 

“Além das espécies já plantadas, ainda serão inseridas no sistema plantas como mandioca, milho e abóbora, além de outras aromáticas, medicinais e adubos verdes, sempre de acordo com o desejo da comunidade, que será a principal responsável pelo cuidado da área”, complementa a engenheira florestal e técnica da gerência de Fomento à Agricultura Familiar e Agricultura Urbana da Subsecretaria de Segurança Alimentar, Edglênia Nascimento.

  

 

Agroflorestas

O projeto, que promove o envolvimento das comunidades e a produção agroecológica de alimentos, é pioneiro como iniciativa pública e também como proposta de recuperação e conservação de áreas verdes degradadas de forma participativa e produtiva. “Além de promover a arborização na cidade, o plantio de sistemas agroflorestais, com base nos princípios da agroecologia, facilita o acesso e amplia o consumo de alimentos saudáveis pela população, com destaque para as frutas, tão importantes para a saúde e a segurança alimentar e nutricional”, assinalou a subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional, Darklane Rodrigues Dias.

 

De acordo com a subsecretária, o fato de essas ações serem desenvolvidas em áreas públicas e junto da comunidade, faz com que o trabalho pela promoção do direito humano à alimentação adequada possa alcançar quem mais precisa, especialmente famílias em situação de vulnerabilidade social. “Essas famílias têm a oportunidade de, além de consumir alimentos saudáveis, também gerar renda com os excedentes da produção”, explicou. 

 

 

28/08/2019. Prefeitura implanta as primeiras agroflorestas urbanas da capital. Fotos: Divulgação/PBH


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