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Vista lateral da Casa do Baile, com a Lagoa da Pampulha que o circunda, durante o dia.
Foto: Ricardo Laf/PBH

Prefeitura debate sobre preservação e promoção da Pampulha

16/03/2018 | 18:38 | atualizado em 02/04/2018 | 10:07

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) e da Fundação Municipal de Cultura (FMC), promove, a partir do próximo dia 20, uma série de oficinas temáticas que têm como objetivo formular estratégias para a implantação de ações relacionadas ao Conjunto Moderno da Pampulha. Denominada “Diálogos Pampulha”, a série terá, em seus três primeiros encontros, especialistas de diversas áreas do conhecimento.

 

A série de encontros precede a vinda de palestrantes internacionais em sessões abertas ao grande público, previstas para acontecer a partir de abril deste ano. O primeiro encontro será realizado dia 20 de março, a partir das 9 horas, no auditório do Museu de Arte da Pampulha (MAP). A oficina, com apresentação de casos de outros lagos urbanos e de experiências de gestão de áreas preservadas, será ofertada para a PBH e para o Comitê Gestor do Conjunto Moderno da Pampulha.

 

A ideia é que esta série de oficinas e palestras contribua para agregar uma estratégia integrada de implementação ao Plano de Gestão do Conjunto Moderno da Pampulha, que fez parte do dossiê de candidatura do Conjunto ao título de Patrimônio Mundial da Unesco. O documento absorveu os principais estudos existentes até então, especialmente sob os aspectos urbanísticos e de conservação do patrimônio.


 

Temas

Cada uma das oficinas do “Diálogos Pampulha” lançará luz sobre um tema específico. Em março, será debatida a orla da Lagoa, seus usos, infraestruturas e mecanismos de gestão. No encontro de abril, será a vez de discutir as perspectivas do Museu de Arte da Pampulha (MAP). Já em maio, especialistas convidados irão analisar o turismo e o patrimônio moderno da região, discutindo a promoção internacional e a qualificação da infraestrutura. Todos os especialistas convidados serão previamente orientados por um dossiê informativo e uma visita técnica à região. Os encontros também terão como convidados representantes os atores locais relacionados ao tema em análise, entre agentes públicos, privados e da comunidade.

 

 

Intervenções

Uma série de intervenções para a região foi proposta pela Unesco e vem sendo implementada pelo Poder Público, com destaque para a despoluição da Lagoa, e para a restauração dos principais monumentos.

 

A obra de restauração da Igreja da Pampulha encontra-se em licitação pela SUDECAP com recursos providos pelo IPHAN e o Museu de Arte da Pampulha teve seus projetos completos concluídos e encontra-se em fase de captação de recursos para as obras. O grande programa de saneamento realizado pela Copasa, em consórcio com os municípios de Belo Horizonte e de Contagem, permitiu que a oferta de redes de esgoto atingisse hoje 95% da Bacia da Pampulha, envolvendo os dois municípios.  Esse esforço, somado aos serviços de biorremediação da água, realizados de forma permanente pela SUDECAP, desde 2016, fizeram com que a água da Lagoa atingisse a Classe 3, o que significará possibilitar seu uso para a recreação de contato secundário. A biorremediação acelera a autodepuração da água, a redução de DBO e de compostos de fósforo e nitrogênio, favorecendo a eliminação de odores e o equilíbrio do ecossistema aquático. Outra ação importante é o resgate da concepção original do projeto de Oscar Niemeyer para o Iate Clube, o que requer entendimentos com a direção do Clube, no momento em andamento com boas perspectivas.

 

Ao lado das medidas preservacionistas, o Plano de Gestão enfatizou a importância da promoção e da qualificação da infraestrutura turística e de lazer da região, cuja viabilização depende da integração de vários setores, por envolver questões como transporte e estacionamentos, melhoria do conforto dos visitantes nos espaços públicos, aprimoramento da gestão dos equipamentos e uma boa articulação entre usuários, moradores, turistas e empreendedores.

 

Após o reconhecimento internacional e os grandes avanços da questão ambiental, o momento exige dar maior ênfase à fruição e à adequada apropriação do Conjunto Moderno, conferindo-lhe visibilidade e reconhecimento compatíveis com sua importância não apenas local, mas nacional e internacional. “Essa série de encontros surge no sentido de conceber e pactuar uma estratégia integrada para a implantação das ações, hierarquizar as diversas iniciativas, identificar bons instrumentos de gestão e buscar fontes de financiamento. Consideramos também importante buscar parcerias que possibilitem maior eficiência na utilização dos recursos públicos, com um olhar integrador sobre os vários atributos, equipamentos, necessidades e atores do Conjunto”, avalia Juca Ferreira, Secretário Municipal de Cultura.