28 November 2025 -
No Dia Nacional do Samba, celebrado na próxima terça-feira (2), a Prefeitura promove a 1ª Reunião Pública para a construção do Plano de Salvaguarda do Samba de Belo Horizonte. O Encontro acontece no Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira (Rua Formiga, 140 – Bairro Lagoinha), das 18h30 às 21h, e vai reunir sambistas com o objetivo de iniciar os debates do plano de salvaguarda e a estruturação de uma instância permanente para proteger essa manifestação cultural, reconhecida como Patrimônio Cultural de BH. A iniciativa é da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura.
A Reunião Pública é destinada a sambistas, agentes culturais, grupos sociais, entidades coletivas, produtores artísticos e demais sujeitos vinculados aos diversos segmentos dessa linguagem musical e de sua cadeia produtiva. A entrada é gratuita, sem necessidade de inscrição prévia.
A ampla participação dos que atuam no universo do samba é fundamental para garantir uma abordagem adequada às peculiaridades deste patrimônio imaterial. A partir do debate público sobre desafios e potencialidades do samba, as propostas voltadas ao fortalecimento dessa expressão cultural serão sistematizadas em um Plano de Salvaguarda com ações de curto, médio e longo prazo a serem colocadas em prática na cidade.
O plano definirá estratégias para valorização, preservação e transmissão dos saberes ancestrais associados a esse bem cultural, após seu registro como patrimônio imaterial da cidade. O Comitê de Salvaguarda será um importante instrumento para condução pelos sambistas, junto ao poder público, do Plano de Salvaguarda do Samba de Belo Horizonte, documento que organizará um conjunto de ações propostas de forma conjunta entre as comunidades do samba e o poder público.
Patrimônio Cultural
Presente em toda a capital, o samba representado por seus movimentos — escolas de samba, blocos caricatos, blocos de rua, rodas de samba, lugares e espaços de samba — constitui-se como uma expressão cultural plural representante da cultura afrodiaspórica enraizada na cidade desde antes mesmo de sua inauguração. Há um ano, em dezembro de 2024, o samba foi oficialmente declarado Patrimônio Cultural de Belo Horizonte após a análise do Inventário Participativo e do Dossiê de Registro pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural da cidade.
O estudo identificou a relevância histórica, social e simbólica do samba na capital, mapeando seus modos de fazer, tradições, influências e territórios de referência — especialmente a Lagoinha, reconhecida como um de seus principais redutos. Atualmente, essa expressão social pode ser vivenciada nas dez regionais da metrópole. O samba registra, revigora e transmite às novas gerações saberes e práticas culturais de matrizes africanas, além de contribuir para o desenvolvimento social, econômico, cultural, artístico e político de Belo Horizonte.
Os sambistas de Belo Horizonte cantam a resistência e a alegria de um povo. Sua linguagem musical articula caminhos e descaminhos, memórias e desmemórias, recordações e esquecimentos que fundamentam um olhar crítico sobre a cidade do presente e do passado. Desse entrecruzamento de tempos e espaços, emerge outra narrativa da cidade: mais diversa, plural e horizontalizada, costurada pelos percursos físicos e sonoros criados entre a obra musical das novas gerações e a presença histórica de mestras e mestres no cenário urbano da capital mineira.
Serviço
1ª Reunião Pública | Construção do Plano de Salvaguarda do Samba de Belo Horizonte
Data: terça-feira (2), das 18h30 às 21h
Local: Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira (Rua Formiga, 140 – Lagoinha)
Entrada gratuita, sem necessidade de inscrição prévia e sujeito à lotação do espaço
