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Homem de chapéu atrás de plantas de horta, durante o dia.
Foto: Divulgação PBH

Prefeitura de Belo Horizonte incentiva hortas comunitárias e a inclusão social

24/01/2019 | 18:57 | atualizado em 24/01/2019 | 20:43
Para promover o desenvolvimento sustentável de Belo Horizonte, a Prefeitura criou o Programa Territórios Sustentáveis. Um projeto-piloto foi implantado na Ocupação Izidora, na Regional Norte da capital, e já está modificando a realidade local. A proposta do o Programa Territórios Sustentáveis é investir no fortalecimento da agroecologia e da agricultura urbana, favorecendo a segurança alimentar, a geração de renda, a conservação ambiental e a inclusão social.

 

Criado em 2017, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, o programa que incentiva a plantação de hortas comunitárias fornece mudas e sementes, auxilia no desenvolvimento de quintais produtivos, oferece oficinas de formação e apoia o processo de organização para a comercialização quando a produção excede o consumo doméstico. O programa também orienta os moradores sobre cultivo de alimentos dentro dos princípios da agroecologia, sem uso de agrotóxicos, com baixo consumo de água, buscando a produção sustentável de alimentos saudáveis e recuperando o meio ambiente.

 

A ocupação Izidora conta com três áreas produtivas nos territórios Rosa Leão, Esperança e Vitória, beneficiando 116 famílias que recebem visitas periódicas de técnicos da Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional. Os técnicos acompanham o desenvolvimento das plantações e auxiliam em diferentes demandas relacionadas à agroecologia e à sustentabilidade. Outros órgãos municipais também participam do programa. A SLU, por exemplo, auxilia na orientação sobre a produção de compostagem com o lixo orgânico, o que permite tanto a adubação natural das hortas quanto a diminuição da quantidade de resíduos que é depositada nos aterros sanitários.

 

Comercialização

O produtor José Adão Chaves produz diversas frutas, verduras, legumes e ervas medicinais e aromáticas. Com o apoio da esposa, Ana Maria Pereira, ele cultiva tudo no terreno localizado no Izidora. José Adão conta que, além do fornecimento gratuito de mudas e adubos, o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte é importante para orientar sobre a comercialização da produção excedente, que gera renda para o casal.

 

A equipe do programa Territórios Sustentáveis articula pontos de venda na feira de produtos naturais e orgânicos da Cidade Administrativa de Minas Gerais e feiras de rua do município. “Se fosse pra fazer o processo sozinho, eu não ia conseguir comercializar os produtos nessas feiras porque tem muita gente que tem horta grande e não consegue entrar. Tem feira na rua Goiás também, que eles conversam e a gente vai. A ajuda deles é muito importante”, destaca.

 

Combate às pragas

Nas visitas periódicas, os técnicos identificaram a presença de pragas nas plantações do José Adão e o orientaram sobre a preparação de caldas naturais para combater essa presença indesejável sem a necessidade da utilização de agrotóxicos. “Eu já estava desistindo de plantar alguns legumes porque os caramujos comem tudo e nosso trabalho é perdido. Mas, o pessoal da Prefeitura ensinou como combater e a gente está quase conseguindo acabar com eles. É só aplicar o preparado de vez em quando que nossa plantação está protegida”, comemora José Adão.

 

Impactos sociais e na saúde

Gerente de Fomento à Agricultura Familiar e Urbana da Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, Álvaro Pio Júnior destaca que ações que fortalecem a prática da agricultura urbana nesses territórios promovem segurança alimentar, geração de renda, produção de alimentos saudáveis, recuperação e conservação ambiental.

 

“Em Belo Horizonte, a agricultura urbana tem grande potencial para a redução da vulnerabilidade ambiental, econômica e social. Isso favorece a melhoria da qualidade ambiental da cidade”, relata. O gestor afirma que essas ações também contribuem para a conservação e aumento da biodiversidade e para a recuperação de vazios urbanos, além de promover o uso produtivo de espaços com acúmulo de lixo. Álvaro destaca ainda que as hortas urbanas colaboram na redução da impermeabilização do solo e facilita a utilização de resíduos orgânicos na produção de composto.

 

 

24/01/2019. Moradores da Ocupação Izidora cultiva alimentos saudáveis com apoio da PBH. Fotos: Divulgação/PBH