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Prefeitura anuncia os selecionados para o programa Bolsa Pampulha 2018/2019

28/02/2019 | 19:40 | atualizado em 24/05/2019 | 14:54

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e Centro de Arte e Tecnologia (JA.CA), anunciam o resultado do processo seletivo para o Programa Bolsa Pampulha. Para a 7ª edição, referente a 2018/2019, foram apresentados 356 projetos - na edição anterior foram 245. O resultado está disponível no site www.bolsapampulha.art.br.


Foram selecionados dez artistas para a realização de uma residência artística de seis meses em Belo Horizonte, a partir do dia 25 de março, e, em setembro, as obras produzidas serão apresentadas em uma exposição. Os artistas selecionados são Alex Oliveira (BA), Guerreiro do Divino Amor (RJ), David de Jesus do Nascimento (MG), Dayane Tropikaos (MG), Gê Viana (MA), Sallisa Rosa (GO), Sara Lana (MG), Simone Cortezão (MG), Ventura Profana (BA) e Desali (MG).


Realizada nos dias 21 e 22 de fevereiro, a seleção foi feita por uma comissão, formada por especialistas e pesquisadores em arte, composta por Beatriz Lemos, Júlia Rebouças e Rosângela Rennó, além de Samantha Moreira, como representante do JA.CA, e Augusto Fonseca, como representante do Museu de Arte da Pampulha/ Fundação Municipal de Cultura.


A comissão levou em conta os critérios expostos pelo edital, como contemporaneidade, consistência conceitual e caráter investigativo, analisando a qualidade dos projetos propostos e suas relações com as questões atuais. A avaliação da comissão é que o conjunto de artistas selecionados revela um significativo segmento de pesquisa e de engajamento com as questões e práticas que articulam o debate e a produção de arte contemporânea brasileira.


O Bolsa Pampulha tem propósito de estimular a produção e a pesquisa em artes visuais na capital mineira, contribuindo para o processo formativo da comunidade artística local e nacional. Durante o período da residência artística serão realizados encontros abertos ao público com a comissão de acompanhamento, formada por Mônica Hoff, Beatriz Lemos e Júlia Rebouças.


“O Bolsa Pampulha é um dos programas de residência artística mais importantes do país. Fomenta a produção em arte contemporânea na cidade e cria diálogos entre público e artistas" afirma a diretora de Museus, Letícia Dias.


Bolsa Pampulha


O Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte teve sua origem nos anos 1930 e, ao longo de oito décadas de existência, sempre com periodicidade bienal, foi se modificando. Em 2003, seu modelo foi transformado no programa Bolsa Pampulha. A última edição foi a de 2015/2016.


Criado por Adriano Pedrosa, quando curador do Museu de Arte da Pampulha, o programa provoca discussão crítica sobre a prática dos artistas, propicia o intercâmbio cultural, experimentações e pesquisas entre artistas de uma nova geração, colocando Belo Horizonte nos importantes debates sobre a arte contemporânea.


Desde a sua criação, o Bolsa Pampulha tornou-se referência, projetando diversos nomes nacional e internacionalmente, como Cinthia Marcelle, Paulo Nazareth, Marilá Dardot, Janaína Wagner, Rafael RG, Marcellvs L, entre outros.


Museu de Arte da Pampulha


Projetado para ser cassino no início da década de 1940, sob a administração do prefeito Juscelino Kubitschek, o “Palácio dos Cristais” foi o primeiro projeto de Oscar Niemeyer para o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Foi somente em 1957, 11 anos depois da publicação do decreto de lei que proibiu a prática e exploração de jogos de azar em todo o território nacional, que o cassino recebeu, oficialmente, uma função cultural.


Com o estímulo do empresário de comunicação e mecenas Assis Chateaubriand, foi criado o Museu de Arte da Pampulha, a partir da Lei Municipal nº 674, de 23/12/1957. Nessa época, as políticas públicas culturais em Belo Horizonte eram gerenciadas pelo então Departamento de Educação e Cultura, que se encarregava, entre outras competências, de administrar os Salões de Belas Artes.


Em 1969, ao passar a receber obras de artistas de todo o país, os Salões Municipais de Belas Artes passaram a ser denominados Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte. Os melhores trabalhos eram expostos no Museu da Pampulha, que passava a incorporá-los ao seu acervo, formado hoje por cerca de 1.500 obras. Destacam-se trabalhos de Alberto da Veiga Guignard, Emiliano Di Cavalcanti, Ivan Serpa, Tomie Ohtake, Franz Weissman e Amilcar de Castro, além de uma significativa coleção de gravuras brasileiras, com importante produção de Oswaldo Goeldi. É um equipamento gerido pela Fundação Municipal de Cultura, único museu de arte do município.


Sobre o JA.CA


O JA.CA – Centro de Arte e Tecnologia é uma Organização da Sociedade Civil que realiza pesquisas, projetos e experimentações artísticas em seu espaço no Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e em outras localidades e instituições parceiras. A organização iniciou suas atividades, em 2010, como um projeto de residências artísticas internacionais, sendo consolidada e constituída formalmente como associação civil sem fins lucrativos, com objetivos de promoção e disseminação da cultura e da arte, no início de 2013.


A Organização da Sociedade Civil JA.CA Centro de Arte e Tecnologia foi selecionada pela Prefeitura de Belo Horizonte por meio de edital, lançado em julho de 2018, para atuar como parceira na produção do 33º Salão Nacional de Arte / 7º edição do Bolsa Pampulha, no Museu de Arte da Pampulha.