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Prefeitura anuncia investimento de R$ 4 milhões para a Escola Livre de Artes

15/05/2018 | 18:58 | atualizado em 13/06/2018 | 16:35

Funcionários, diretores, professores, convidados locais e nacionais, alunos e ex-alunos da Escola Livre de Artes (ELA) estiverem reunidos no dia 14 de maio, no Teatro Francisco Nunes, para a realização do Seminário Formação em Foco. No evento, que termina no dia 16 de maio, estão sendo discutidas as diretrizes e ações de formação artística e cultural em Belo Horizonte.

 

O seminário iniciou com boas notícias para a Escola e para a cidade. O vice-prefeito, Paulo Lamac, representando o prefeito Alexandre Kalil, anunciou o investimento de R$ 4 milhões a serem destinados a obras e em ações da Escola. Participaram da mesa de abertura, o secretário Municipal de Cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira, o presidente da Fundação Municipal de Cultura (FMC), Romulo Avelar e a diretora de Promoção dos Direitos Culturais da FMC, Bárbara Bof.

 

“Uma das necessidades emergenciais que foi identificada na ELA é a necessidade intervenção na estrutura física nos espaços da escola. A construção desse investimento foi muito bem articulada pela equipe da Fundação e da Secretaria Municipal de Cultura”, salientou Lamac. Segundo o vice-prefeito, a comunidade da Escola vai perceber no dia a dia uma transformação significativa.

 

O presidente da FMC, Romulo Avelar, lembrou-se da criação da Escola Livre de Artes, em 2014, iniciativa que nasceu a partir do projeto Arena da Cultura, promovido há 20 anos pela PBH. “Considero a reestruturação um dos nossos maiores desafios. Depois dos 20 anos do Arena, projeto que deu origem a ELA, a Escola se firmou como um patrimônio, com intensas e importantes reverberações na cidade. O Arena foi um divisor de águas e vem disseminando conhecimento. Por isso, faremos essa gestão na formação”, explicou Avelar.

 

A Ela oferece oficinas de curta e longa duração, de sensibilização, iniciação, aprofundamento e especialização, em sete áreas de atuação artística e cultural (artes visuais, dança, teatro, circo, música, design popular e patrimônio cultural). As atividades são realizadas no Núcleo de Formação e Criação Artística e Cultural (NUFAC), nos 17 centros culturais da Prefeitura, no Centro de Referência da Juventude e Centro de Referência da Cultura Popular Lagoa do Nado.  

 

De acordo com o secretário Juca Ferreira, no conjunto de políticas a serem desenvolvidas pela secretaria, a Escola Livre de Artes e o tema da formação são centrais. “Esse seminário dedica nossa atenção para o tema, entendendo que política pública para a formação não se faz sem uma lógica de continuidade. Por isso, quando pensamos na evolução da Escola, não pensamos apenas na iniciação. Queremos inaugurar já no ano que vem uma linha de atuação que possibilite a continuidade, com cursos regulares. Esta é uma das muitas ações que este investimento vai nos possibilitar, uma grande conquista para a cidade”, anunciou o secretário.

 

Dos R$ 4 milhões do investimento, R$ 2 milhões serão destinados a obras de qualificação do espaço, como estrutura de ar condicionado, acessibilidade, pinturas, ampliação de salas e outras questões estruturais que tornam necessárias intervenções no prédio da escola, uma antiga edificação localizada no centro de Belo Horizonte.  A obra está prevista para 2019, após o processo de licitação que se inicia neste ano.

 

A outra parte do investimento, R$ 2 milhões,  será destinada às ações da Escola como a ampliação dos cursos de curta duração. "A partir da identificação da demanda de um território ou de um centro cultural, pretendemos oferecer cursos aprofundados, como, por exemplo, aulas de dança, sem que os interessados tenham que ir até o NUFAC. Assim, descentralizamos ainda mais nossas ações”, explicou Bárbara Bof.

 

Também no escopo das ações planejadas,  está à realização de oficinas de gestão cultural, produção, cenografia, iluminação, sonorização, assim como outros seminários, acompanhamento de grupos artísticos e aquisição de livros de arte e cultura. “Outro ponto essencial é a cultura da infância. Hoje realizamos o projeto Brinquedos e Brincadeiras, além de cursos direcionados para o público infantil. Queremos criar uma coordenação que tenha um olhar especial para o público infantil, entendendo que se queremos pensar em uma política de construção e de continuidade, precisamos dialogar com quem está no início da sua formação, aberto às experiências culturais e artísticas”, completou Bárbara.

 

Para a coordenadora da área de dança da Ela,Márcia Neves, o Arena é uma possibilidade de uma pedagogia pela igualdade, política cultural descentralizada e descentralizante. A noção do indivíduo como protagonista está na base de qualquer uma das atividades que são propostas na escola", comentou.

 

Aberto à sociedade civil e com mais de 400 inscritos, tem como objetivo o fortalecimento do diálogo e a reflexão sobre a Escola e as políticas públicas para formação em arte e cultura. Como convidados especiais, o encontro contou  também com a participação do diretor teatral, cenógrafo e figurinista Marcio Meirelles (Universidade Livre Teatro Vila Velha, Salvador/BA) e do presidente do Instituto Dragão do Mar, Paulo Sérgio Bessa Linhares, responsável pela gestão de um dos maiores centros culturais do Brasil, localizado em Fortaleza, Ceará. De forma colaborativa, os convidados compartilharam experiências e contribuíram para as discussões sobre as práticas e ações da formação artística e cultural.

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