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Henrique Castilho, Cel. Alexandre Lucas, prefeito Alexandre Kalil, Cel. Waldir, Célio Bouzada e Josué Valadão em coletiva de imprensa
Foto: Rodrigo Clemente

Prefeito consegue recursos do governo federal para recuperar Teresa Cristina

20/01/2020 | 19:14 | atualizado em 27/01/2020 | 16:08

 A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou nesta segunda-feira, dia 20, o reforço nas ações públicas para minimizar os danos causados pelas fortes chuvas registradas ao longo deste mês na capital. No último domingo, Belo Horizonte viveu um fenômeno raro de acontecer: a chamada “chuva de mil anos” que, estatisticamente, ocorre apenas uma vez a cada milênio. Para se ter uma ideia, em apenas 40 minutos foram acumulados 102 milímetros de água em pontos da capital.

 

Para definir ações preventivas e emergenciais em Belo Horizonte, o prefeito Alexandre Kalil reuniu-se no final da manhã desta segunda-feira com representantes da Defesa Civil municipal e nacional, Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), Companhia Urbanizadora e Habitação de Belo Horizonte (Urbel) e da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura.

 

“Defesa Civil, Sudecap, SLU, está todo mundo tentando mitigar problemas de anos em Belo Horizonte. Eu quero dizer que o problema e a culpa continuam sendo do prefeito de Belo Horizonte, porém ele tem o direito de se defender. Eu estou me defendendo de uma chuva que é chamada tecnicamente de ‘mil anos’. Isso não é momento para política, para demagogia. É momento para quem sabe trabalhar, quem sabe tocar uma prefeitura na maior crise desse país”, afirmou o prefeito.

 

“Então eu quero esclarecer para a população de Belo Horizonte que se todos os nossos projetos, se todas as nossas bacias de contenção, as que estão em licitação, as que estão prontas, com projetos em andamentos, todas, todas, se estivessem prontas, aconteceria o que aconteceu ontem (domingo) em Belo Horizonte. Esse é um dado que me assustou”, continuou.

 

O prefeito Alexandre Kalil ressaltou ainda a necessidade de o governo federal liberar recursos para obras no Córrego do Ferrugem, localizado em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Já há um projeto apresentado pelo governo estadual e pela Copasa desde 2013 com a previsão de obras de três bacias de contenção – mas ainda não saiu do papel.

 

 

Trabalho invisível       

 

O Superintendente de Desenvolvimento da Capital, Henrique Castilho, comentou sobre a importância do trabalho preventivo realizado pela Prefeitura ao longo de 2019, que ele classificou como “invisível”.  “É um trabalho que ninguém vê, que é o trabalho de manutenção da cidade. Estamos falando de poda e supressão de árvores, recapeamento, tapa-buraco. Só com bueiros gastamos por volta de R$ 6 milhões, que é a microdrenagem. O Córrego Acaba Mundo foi todo recuperado. Essas obras são muito importantes numa situação dessa que estamos vivendo agora”, disse.

 

Sobre os estragos causados pela chuva na avenida Teresa Cristina, Henrique Castilho disse que o problema poderia ter sido maior se não fosse a obra realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte na Bacia Túnel/Camarões, capaz de reter 300 milhões de litros de água.  “O grande problema que temos no Arrudas hoje vem do Ferrugem. Têm três grandes bacias que devem custar na ordem de R$ 150 milhões e que não foram feitas lá em Contagem. Enquanto essas obras não forem executadas, a gente vai continuar tendo problema nos Arrudas. O Ferrugem bate a quase 90 graus com ela, aí automaticamente vem muita água, e essa água que vem, enche o Arrudas”, explicou.

 

 

Decreto

 

Para garantir recursos federais para obras de reconstrução da avenida Teresa Cristina, o Diário Oficial do Município desta terça-feira, dia 21, publicará decreto de situação de emergência no local. Representantes da Defesa Civil nacional vieram a Belo Horizonte nesta segunda-feira para verificar in loco a situação da avenida. “Nosso objetivo aqui é verificar os danos e, a partir da decretação de situação de emergência e do envio de um plano de trabalho, a gente poder liberar recursos para reconstrução das áreas afetadas”, afirmou o coronel Alexandre Lucas, chefe da Defesa Civil nacional.

 

O valor destinado para Belo Horizonte ainda será calculado a partir da vistoria e do plano de trabalho. O coronel enfatizou a importância do trabalho da Defesa Civil de Belo Horizonte no atendimento às famílias vítimas das fortes chuvas, e da possibilidade de a União também arcar com parte dessa assistência. “Belo Horizonte é um exemplo para o Brasil de defesa civil, de sistema municipal de defesa civil, inclusive com a participação do Restaurante Popular. Se precisar de mais recursos para isso, também o governo federal pode liberar”.

 

A Defesa Civil de Belo Horizonte calcula que cerca de 150 famílias foram afetadas pelas chuvas. A grande maioria não teve a casa destruída, mas há uma demanda por limpeza no imóvel, reconstrução e doações de roupas e alimentos. A partir de mapa meteorológico, a Prefeitura realiza reuniões semanais para debater ações preventivas e mecanismos de alertas à população.

 

Além do monitoramento do risco, segundo o subsecretário de Proteção e Defesa Civil de Belo Horizonte, Coronel Waldir, há a emissão de alertas por meio do Instagram, Facebook e Twitter (@defesacivilbh) ou telefone (basta enviar uma mensagem com o CEP da residência para o número 40199 que o cidadão receberá gratuitamente mensagens ao longo do dia sobre as condições climáticas). 

 

 


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