Pular para o conteúdo principal

PBH realiza ‘Mostra BH nas Telas’ no Cine Santa Tereza com filmes e debates
Foto: Ciro Thielmann

PBH realiza ‘Mostra BH nas Telas’ no Cine Santa Tereza com filmes e debates

criado em - atualizado em

Programa cultural estratégico da Prefeitura de Belo Horizonte, o BH nas Telas surgiu em 2018 com o objetivo de desenvolver o audiovisual na capital mineira, ampliando orçamentos e gerando oportunidades para o setor. A “Mostra BH nas Telas”, que acontece entre os dias 2 e 12 de maio, no Cine Santa Tereza, coloca em foco o tema “Políticas Públicas para o Audiovisual”, destacando o potencial de desenvolvimento e a importância do fortalecimento deste setor no município. A programação apresenta uma seleção de filmes que traça um panorama contemporâneo do cinema em longa-metragem realizado na Região Metropolitana de BH e em Minas Gerais, além de debates com especialistas de todo país, entre gestores públicos, produtores culturais e realizadores do cinema nacional.

 

Ao todo, serão exibidos 13 filmes, incluindo animações, obras de ficção e documentários. Dentre o conjunto estão lançamentos, pré-estreias e produções que se destacaram no circuito de festivais nacionais e internacionais. Algumas das sessões serão comentadas pelos cineastas e equipe dos filmes. Paralelamente às exibições, cinco paineis de discussão promovem o debate em torno dos temas que contemplam os eixos do Programa BH nas Telas: memória e preservação, difusão, formação e capacitação, fomento e investimento, atração e facilitação de filmagens e análise e divulgação de dados e informações.

 

Toda a programação é gratuita. Os ingressos podem ser retirados on-line pelo site da Sympla ou na bilheteria do cinema, 30 minutos antes das sessões. A "Mostra BH nas Telas" é realizada pela Prefeitura de Belo Horizonte, através da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e integra a programação do Circuito Municipal de Cultura, realizado em parceria com o Instituto Odeon. Mais informações estão disponíveis nas redes e no site do Circuito Municipal de Cultura.

 

Para Eliane Parreiras, secretária municipal de Cultura e presidente interina da Fundação Municipal de Cultura, a programação robusta da “Mostra BH nas Telas” em 2024 reflete a importância do programa para a PBH. “A diversidade e qualidade dos filmes selecionados para esta mostra demonstram o compromisso da Prefeitura de Belo Horizonte em promover e valorizar a produção audiovisual local, proporcionando reflexão e diálogo. Através do BH nas Telas, buscamos fortalecer toda a cadeia produtiva do audiovisual, desde a formação até a difusão das obras, e isso se reflete nessa rica programação” afirma, ressaltando que o edital “BH nas Telas – Edição Paulo Gustavo”, publicado em março deste ano, vai viabilizar um investimento de R$ 12,6 milhões no setor audiovisual da cidade.

 

Debates

Entre os dias 7 e 10 de maio, realizadores, produtores e profissionais com atuação no audiovisual, além de gestores públicos, estudantes e entusiastas do segmento terão a oportunidade de discutir o ecossistema de oportunidades do audiovisual mineiro e, especialmente, belo-horizontino. A programação dos debates foi construída com o objetivo de promover a partilha de informações, experiências e perspectivas plurais que corroborem para o desenvolvimento de profissionais com atuação no audiovisual da cidade.

 

A Mostra promove cinco painéis de discussão norteados pelos seguintes temas: "Acervos Audiovisuais: Preservação e Memória"; "Circuitos de Salas Públicas e as Estratégias de Difusão do Cinema Brasileiro"; "Formação para o audiovisual - Indústria, Diversidade e Inclusão"; "Film Commissions: Ferramentas de Cidadania e Desenvolvimento Econômico"; "Políticas Locais para o Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro". A lista de convidados para compor os paineis inclui nomes como Juca Ferreira, (BNDES), Paulo Alcoforado (ANCINE), Débora Butruce (ABPA) e Lyara Oliveira (SPCINE), entre outros.

 

Secretário municipal Adjunto de Cultura, Gabriel Portela, ressalta a importância da realização dos debates, que promoverão reflexões sobre a importância do fortalecimento das políticas locais para o audiovisual brasileiro. “Os debates proporcionados pela 'Mostra BH nas Telas' são fundamentais para a construção de um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento do audiovisual mineiro. Os temas propostos, que passam desde a preservação, a formação e a capacitação até as film commissions, jogam luz para a importância de um sistema de políticas públicas que consolide Belo Horizonte cada vez mais como um dos principais polos audiovisuais do país”.

Filmes

A programação de filmes da “Mostra BH nas Telas” começa no dia 2 de maio, às 19h, com a exibição  do filme “Tudo o que Você Podia Ser” (2023), do diretor Ricardo Alves Jr, que após ter estreado internacionalmente no circuito de festivais angariando prêmios, tem sua primeira exibição em Belo Horizonte no contexto da Mostra, e lançamento no circuito comercial prevista para o dia 20 de junho. O longa-metragem retrata o último dia de Aisha em Belo Horizonte, na companhia de Bramma, Igui e Will, traçando um retrato afetuoso sobre a família que se escolhe constituir através da amizade. A sessão será comentada pelo diretor e por Aisha Brunno, Bramma Bremmer, Igui Leal e Will Soares, integrantes do elenco do filme. No dia 3, às 19h, será exibido “Zé” (2023), do diretor Rafael Conde, também em fase de pré-estreia no circuito comercial de cinemas. O filme conta a história de um líder do movimento estudantil contrário à ditadura civil-militar brasileira. Zé é um jovem idealista repleto de sonhos que precisa continuar sua luta na clandestinidade, enfrentando uma vida de privações.

A programação continua no sábado, dia 4, às 16h30, com a exibição  da animação infantil “Placa-Mãe” (2019); sessão que será comentada pelo diretor Igor Bastos. No filme, uma robô ganha o direito de adotar duas crianças. Em um mal-entendido durante a adoção, David, o garoto, foge com medo de sua irmã Lina perder o sonhado lar. Enquanto David lida com os perigos da cidade, a robô Nadi tenta encontrá-lo. Às 19h, é a vez de “As Órfãs da Rainha” (2023), de Elza Cataldo, que conta a história de três irmãs órfãs, Leonor, Brites e Mécia. Criadas como católicas pela rainha de Portugal, elas são enviadas a contragosto para a colônia brasileira com a ordem de se casarem. A dura adaptação à precariedade do Novo Mundo é vivida de forma diferente por cada uma delas. Leonor é quem mais resiste à nova realidade e escreve cartas para a rainha, pedindo para voltar. Mas a resposta não chega.

 

No domingo, dia 5, às 16h30, a “Mostra BH nas Telas” exibe o documentário “A Rainha Nzinga Chegou” (2019), das diretoras Júnia Torres e Isabel Casimira. O filme  mostra três gerações de rainhas à frente da Guarda de Moçambique e Congo Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário, em Minas Gerais, documentando um rito de passagem em que uma nova rainha assume o reinado e uma travessia de volta, em visita aos domínios da mítica rainha Nzinga, e às terras dos reis do Congo, Angola. Na sequência, às 19h, será exibido “Canção ao Longe” (2022), de Clarissa Campolina, que acompanha a busca de Jimena por sua identidade e por seu lugar no mundo. Na trama, Jimena lida com sua origem, seu corpo, suas escolhas e se depara com o silêncio de suas relações familiares. Através do seu olhar, o filme levanta questões sobre classe, família, tradição, raça e gênero. A sessão será comentada pela diretora e equipe.

 

A programação continua na terça-feira, dia 7, às 19h, com a exibição de “Amanhã”, de Marcos Pimentel. No documentário, três crianças de realidades diferentes de Belo Horizonte, moradores dos bairros Aglomerado Santa Lúcia/Morro do Papagaio e São Bento, encontraram-se em 2002. Vinte anos depois, elas se reencontram em um Brasil que foi virado pelo avesso. A sessão será comentada pelo diretor do filme. Na quarta-feira, dia 8, às 19h, é a vez do premiado “Marte Um” (2022), do cineasta Gabriel Martins, que retrata a história de uma família negra da periferia de Contagem, que busca seguir seus sonhos em um país que acaba de eleger um presidente que representa o contrário de tudo o que eles são. Já na quinta-feira, dia 9, também às 19h, acontece a sessão do documentário “Kevin”. No filme, Joana, uma brasileira, visita sua amiga Kevin em seu país, a Uganda. Elas se conheceram há 20 anos, quando estudaram juntas na Alemanha, e faz muito tempo que não se veem. Agora estão próximas de completar 40 anos e a vida se mostra mais complexa que na juventude. A sessão será comentada pela montadora do filme, Clarissa Campolina.

 

Na sexta-feira, dia 10, às 19h, será exibido “O Lodo” (2020), do diretor Helvécio Ratton. A trama conta a história de Manfredo, funcionário de uma empresa de seguros que leva uma vida normal, mas começa a perceber que está deprimido e procura a ajuda de um psiquiatra, o Dr. Pink, que insiste em saber sobre o passado do paciente e começa a persegui-lo de forma paranoica. No sábado, dia 11, às 19h, é a vez de “As Linhas da Minha Mão” (2023), do cineasta João Dumans. Dividido em sete atos, o filme é, ao mesmo tempo, o retrato de uma mulher e um estudo sobre as possibilidades do retrato desta mulher, uma atriz que fala de sua experiência com a arte e a loucura. A sessão será comentada pelo diretor João Dumans e pela atriz Viviane de Cássia Ferreira.

 

Fechando a programação da “Mostra BH nas Telas”, no domingo, dia 12, às 16h30, o público infantil poderá conferir a exibição de “Chef Jack: O Cozinheiro Aventureiro” (2023), animação do diretor Guilherme Fiúza. O filme narra a jornada de Jack, cozinheiro destemido que roda o mundo em busca das maiores especiarias para seus pratos. Para se tornar o número um do ramo, ele entra para a Convergência de Sabores, a maior competição gastronômica do mundo. Ele e Leonard, seu assistente, viajam para as Ilhas Culinárias e enfrentam provas que desafiam suas habilidades. Às 19h, é a vez do documentário “Eu, um Outro” (2019), da cineasta Sílvia Godinho. No filme, Luca está em busca de um antigo amor, Thalles quer mudar de nome e Raul deseja ser um homem melhor. Eles se encontraram em seus novos corpos, mas precisam sobreviver no país que mais mata pessoas transgênero.

Programa BH nas Telas

Criado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, o BH nas Telas é um programa de desenvolvimento do audiovisual, que desde 2018 ampliou e inaugurou um conjunto de políticas voltadas para o setor. O programa se divide em cinco eixos: política de preservação, política de difusão, política de formação e capacitação, política de fomento e investimento e a Belo Horizonte Film Commission.

 

Ao longo desses anos, o BH nas Telas tornou-se estratégico, entrando no contrato de metas do governo municipal. Neste processo de desenvolvimento, ampliou-se o orçamento direcionado ao setor audiovisual, bem como diversificou-se as ações e projetos para tal área da cultura - anteriormente restringida a ações de fomento. Ao todo, calcula-se uma injeção de mais de 37 milhões de reais em 2023, numa gama ampla de projetos e ações que se estruturam através dos cinco eixos estruturais do programa.

 

Tratando-se de política inédita dentro da Prefeitura, o programa conta com grande reconhecimento pelos agentes do audiovisual da cidade e do Brasil. Desta forma, ao longo do ano de 2023, notou-se a consagração de parcerias importantes, bem como de convites para técnicos e gestores do programa participarem de importantes eventos e encontros ligados ao mercado e políticas para o audiovisual.

 

Além disso, outro fator importante foi a publicação do edital "BH nas Telas - Edição Lei Paulo Gustavo", em Belo Horizonte. O edital prevê um investimento de R$12.610.000, distribuídos entre as categorias e seus gêneros predispostos.

Sobre o Circuito Municipal de Cultura

O Circuito Municipal de Cultura foi criado com o compromisso de oferecer uma programação contínua, em diversos formatos, a partir de ações descentralizadas nas nove regionais da PBH. Desde então, o projeto tem realizado shows, espetáculos cênicos, intervenções urbanas, exibição de filmes e mostras temáticas, além de atividades de reflexão e formação em diferentes linguagens artísticas, reforçando seu importante papel de fomento.

 

Entre dezembro de 2019, quando foi lançado, e agosto de 2023, data que marcou três anos de projeto, o Circuito Municipal de Cultura realizou 928 atividades artísticas e culturais, que alcançaram um público estimado de aproximadamente 535 mil pessoas. Incluindo ações presenciais, virtuais e híbridas, a programação ocorrida durante esse período histórico do projeto movimentou a contratação de 5248 artistas e profissionais técnicos da cadeia produtiva da cultura.