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Poucos carros e uma moto transitam no Anel Rodoviário durante o dia.
Foto: Divulgação PBH

PBH define medidas para reduzir acidentes no Anel Rodoviário

22/11/2017 | 19:17 | atualizado em 01/12/2017 | 12:11
As medidas de segurança necessárias para reduzir acidentes no Anel Rodoviário de Belo Horizonte já começaram a ser definidas pela Prefeitura de Belo Horizonte. Nesta quarta-feira, dia 22, foi realizada, na sede da BHTrans, a primeira reunião do grupo de trabalho criado com esse objetivo e que tem a participação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da Concessionária BR 040 S.A. (Via 040), da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar Rodoviária e da Guarda Municipal.

O grupo de trabalho foi formado depois de reunião na última segunda-feira, 20/11, na Prefeitura de Belo Horizonte, com a presença do prefeito Alexandre Kalil. O prefeito anunciou, na ocasião, a adoção de medidas para aumentar a segurança no Anel, como a restrição do trânsito de veículos pesados em trechos e horários preestabelecidos. Nesta quarta-feira, o projeto ganhou o nome de “Aliança pela Vida”.

De acordo com o presidente da BHTrans, Célio Bouzada, na reunião desta quarta-feira, ficou definido que a restrição de circulação dos veículos pesados entrará em vigor já no primeiro semestre de 2018, inicialmente no trecho do Anel entre o bairro Olhos D´Água (entroncamento com a BR-356) e a avenida Amazonas, que é concessionado para a Via 040 pela ANTT. Antes disso, informou, será realizada uma audiência pública para definir as regras. “Essa foi a primeira reunião de trabalho, tratamos de vários temas, as principais medidas iniciais são operacionais e precisamos definir qual o perfil do veículo que terá a circulação disciplinada e quais os horários da restrição”, afirmou. 

Bouzada explicou que quem tem a competência para operacionalizar as ações é Agência Nacional de Transportes Terrestres e que na audiência pública serão ouvidos aqueles que são diretamente interessados, como os caminhoneiros, os empresários e a população em geral. “Uma audiência pública requer um rito jurídico de preparação, execução e coleta de resultados que demora, em média, 90 dias”, disse.



Ações imediatas 

Enquanto é organizada a audiência, segundo Bouzada, outras intervenções já começarão a ser feitas. De imediato, segundo o presidente da BHTrans, haverá a intensificação da inspeção veicular dos caminhões e veículos de carga pelos órgãos de segurança, com apoio de profissionais da Via 040, verificando as condições de freio e motor, antes deles ingressarem no Anel Rodoviário. “Foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM), por exemplo, a prestação de serviços de reboque pesado para atuar no Anel Rodoviário. Já é mais uma contribuição que o Município está dando para melhorar as condições para os usuários do Anel, carros estragados também podem prejudicar o trânsito e provocar mais acidentes”, assinalou.

Já foram identificados também, pela Via 040, quatro postos de combustível, entre Nova Lima e a praça de pedágio da concessionária em Itabirito, que podem servir de parada segura para os motoristas antes de eles entrarem no Anel. Serão estabelecidas os pontos de fiscalização e de ações educativas, em conjunto com a PMRv e PRF. 

“Nesse projeto todos ganham. A cidade e os motoristas dos outros veículos ganham segurança; o motorista do caminhão ganha, porque ele está evitando um acidente em que coloca em risco a própria vida; e a economia também, porque o Anel Rodoviário parado metade de um dia ou um dia inteiro, em função de um acidente, atrapalha toda uma cadeia econômica do Estado”, avaliou Célio Bouzada. 

Posteriormente, outras etapas do projeto, como obras de engenharia para criação de áreas de escape serão tratadas pelo grupo, assim como a extensão das medidas para os outros trechos do Anel Rodoviário.