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Participantes do projeto Revitalizar promovem melhorias no Jardim Zoológico

17/04/2019 | 20:59 | atualizado em 20/04/2019 | 11:01

Pinturas na fachada e nos bancos da pracinha, remoção de pichações no abrigo de ônibus e até limpeza da cobertura de policarbonato das estufas do Jardim Botânico. Essas foram algumas das novidades percebidas por quem esteve na Zoobotânica depois do último dia 13, sábado. As ações foram realizadas em regime de força-tarefa por 30 homens que tiveram suas penas criminais por delitos leves convertidas em prestação de serviços. O grupo, juntamente com outros cerca de 230 sentenciados, integra o projeto Revitalizar, uma parceria entre a Prefeitura de Belo Horizonte, Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Batalhão de Bombeiros de Operações em Desastres - Núcleo de Defesa Civil e a Associação Voluntários para o Serviço Internacional - Brasil (AVSI-Brasil).

 

O projeto tem como objetivo contribuir para promoção da inserção social de pessoas sentenciadas ao cumprimento de penas, nesse caso convertidas em alternativas, por meio da valorização do trabalho e da capacitação profissional desses indivíduos. Os participantes do projeto atuam hoje em sete parques da cidade, em funções como jardinagem, limpeza geral e pequenas manutenções, tudo sob a supervisão dos gerentes das unidades.

 

O presidente da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, Sérgio Augusto Domingues, explica que, embora já tenham ocorrido ações mais pontuais para melhorias intensivas em uma área específica, esse é o primeiro mutirão de ações feito com a participação dessas pessoas. “É um ganho significativo e de mão dupla. Nós ganhamos em termos de mão de obra, pois, sem eles, demoraríamos para executar essas mesmas ações. Eles, por outro lado, ganham a experiência e oportunidade de aprender novos ofícios com nossos técnicos, além da experimentarem a reinserção social por meio de um projeto supervisionado. Trata-se de um cumprimento de pena de forma qualificada. Temos casos de pessoas que passaram por nossos parques e, graças ao que aprenderam lá, puderam prestar serviços, como de pintura, de forma autônoma e hoje são micro-empreendedores individuais”, relatou.

 

Ele explicou ainda que esse primeiro mutirão foi um teste bem-sucedido para a realização de novas ações semelhantes em outras unidades da Fundação, uma vez que as atividades foram executadas com qualidade, gerando uma economia de aproximadamente R$ 1 milhão para os cofres públicos.

 

Thatiane Araujo Souza, gerente de projeto da AVSI Brasil, considerou que as ações nos parques têm sido muito positivas para os participantes do projeto, porque de uma forma ou outra, todos já usufruíram desses espaços com suas famílias e enxergam agora a importância do trabalho que estão oferecendo à sociedade. “Eles estão muito satisfeitos com o trabalho realizado e, assim, se afastam cada vez mais dos estigmas e da vulnerabilidade social que vivem”, definiu.

 

R.S, um dos integrantes do projeto, conta que o sábado foi de muita alegria, pois estava satisfeito em melhorar um local que as crianças adoram visitar: “Quando eu estava pintando o banco do ponto de ônibus na entrada do Zoológico, uma moça me agradeceu, disse que realmente precisava dessa pintura e que agora ia dar até gosto de esperar o ônibus sentada ali, porque ia ficar limpo. Quando ela falou, eu vi a importância e até caprichei um pouco mais”, disse.

 

Os participantes do mutirão ainda fizeram uma visita guiada pela Zoobotânica, acompanhados do gerente do Jardim Zoológico, Humberto Mello, que explicou sobre a rotina de cuidados com os animais e algumas ações de conservação da fauna desenvolvidas no Zoológico.

 

Saiba mais sobre o projeto neste link.


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