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Imagem da reforma no Parque Ecológico da Pampulha
Foto: Divulgação PBH

Parque Ecológico da Pampulha ganha obra de arte durante a quarentena

21/07/2020 | 16:58 | atualizado em 21/07/2020 | 16:58

Os parques municipais de Belo Horizonte permanecem fechados à visitação, como medida preventiva contra a Covid-19, mas isso não significa que os cuidados com as as áreas verdes estejam parados. Um dos parques onde estão sendo realizadas melhorias e intervenções para receber o visitante quando de sua reabertura é o Parque Ecológico Promotor Francisco Lins do Rego, conhecido como Parque Ecológico da Pampulha.

Por meio do Movimento Gentileza, que tem o objetivo de apoiar ações que contribuem com a melhoria do ambiente urbano em benefício de uma cidade mais humana, alegre e gentil, está sendo instalada no Parque uma obra de arte. Trata-se de uma oca em estrutura metálica vazada em aço corten, em formato caracol – inspirada no design de Roberto Burle Marx.

A obra de arte em questão é um dos 250 projetos inscritos – e o vencedor - na edição mineira do Archathon, concurso de arquitetura e interiores voltado para profissionais em início de carreira. Foi concebida pelos arquitetos cariocas Murad Mohamad e Jéssica Sarriá (ambos com 28 anos), em parceria com a arquiteta mineira Bárbara Barbi (26 anos). A premiação rendeu ao trio uma generosa área externa de 200 m2 na 25ª edição do Casa Cor Minas, realizada em outubro de 2019, no Palácio das Mangabeiras, aos pés da Serra do Curral.

Batizada de Oca, a obra foi originalmente concebida para proporcionar uma experiência sensorial e de conexão intensa com a natureza durante a mostra de decoração, já que a proposta era criar um espaço de convivência para os visitantes da Casa Cor Minas. Por isso, a natureza norteou os arquitetos na escolha da paleta de cores adotada no projeto, com tons que remetem às montanhas, além dos materiais utilizados, como as pedras de texturas naturais e a madeira do deck, que compunha a instalação na Casa Cor, mas não será implantada no Parque para não gerar custos na manutenção.

No centro da obra se ergue uma estrutura vertical montada a partir de 420 ripas de metal oxidado, em forma de caracol, sobre um piso mais elevado que, juntos, formam um conjunto arquitetônico de design totalmente orgânico, no estilo Burle Marx.

Após o encerramento da mostra de decoração, os arquitetos precisavam de um espaço para instalação permanente da estrutura. Foi aí que entrou em cena o Movimento Gentileza, promovendo a parceria entre a Casa Cor, a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica e os três arquitetos autores da obra, que escolheram o Parque Ecológico da Pampulha, local que agora conta sua primeira obra de arte a céu aberto.

A instalação também contou com o apoio da Arcellor Mittal, fornecedora dos materiais e dos recursos para a transferência da obra. Sérgio Augusto Domingues, presidente da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, explica que a escolha do Parque Ecológico da Pampulha para receber a obra “respeitou a ideia original dos arquitetos: promover uma interação do homem com a natureza e espelhar em sua composição suas cores e formas. Além disso, dada a inspiração do projeto nos traços de Burle Marx, a escolha da Pampulha, berço de vários outros projetos do artista, é sem dúvida uma opção prática para permitir aos visitantes conhecer a rica história e as várias obras de Burle Marx numa mesma região”.

A obra está sendo instalada no local conhecido como “colinas”, área gramada próxima ao espelho d`água e ao lado do slack parque. Os trabalhos devem ser concluídos na próxima semana. Vale lembrar que os parques ainda não têm data prevista para reabertura, mas todos os espaços continuam recebendo ações de manutenção regulares.

 

Sobre o Movimento Gentileza

Em dois anos e meio de atuação em Belo Horizonte, o Movimento Gentileza trabalha com a realização e apoio a diversas ações que contribuem para uma cidade mais gentil com a cena urbana e os cidadãos, sempre em parceria com o poder público municipal e a iniciativa privada.

Idealizado e coordenado por Ana Laender, o Movimento é responsável por iniciativas dedicadas à requalificação do espaço urbano por meio da arte, preservação da memória da cidade e inclusão social e cultural de crianças, jovens e idosos.

 


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