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Sete pacientes, deitados em colchões, fazem exercícios com a coluna, deitados, acompanhados por três instrutores, em sala, durante o dia.
Foto: Mara Damasceno/PBH

Parceria entre PBH e UFMG cria projeto que traz alívio a portador de dor lombar

19/11/2019 | 16:13 | atualizado em 20/11/2019 | 18:46

Capacitar os usuários para a prevenção e alívio da dor lombar crônica, discutir os mitos que envolvem a doença e garantir mais qualidade de vida aos seus portadores. Esse é o objetivo do grupo piloto Cuidados com a Coluna, implantado pela fisioterapeuta Daniela Silva Magalhães, da equipe do Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica, do Centro de Saúde Alcides Lins, na região Nordeste de Belo Horizonte.

 

O trabalho tem a participação de estagiários da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e beneficia usuários da unidade de saúde com histórico de dor lombar crônica inespecífica – ou seja, que não tem uma causa determinada. “A nossa intenção é que o usuário entenda a sua condição de saúde e promova o autocuidado de forma adequada e consciente, para que possa ter mais qualidade de vida e autonomia nas suas atividades diárias”, afirma Daniela Silva Magalhães.

 

Os encontros acontecem às quintas-feiras, quando os usuários aprendem a fazer exercícios e recebem todas as informações e orientações para trabalhar a prevenção e o alívio da dor. Considera-se dor lombar crônica aquela que persiste por mais de três meses. Essa dor pode ser específica – atrelada a uma doença grave – ou inespecífica, que não está relacionada a nenhuma causa determinante.

 

 

Mitos e verdades sobre a dor lombar crônica

O grupo também discute sobre as crenças e verdades sobre a dor lombar crônica. Para a estudante de Fisioterapia Daysiane Malta é muito importante desconstituir as crenças referentes à dor lombar crônica – tema abordado no trabalho de conclusão de curso dos alunos que atuam no grupo Cuidados com a Coluna.

 

Um exemplo citado pela estudante é a crença de que o exame de imagem é imprescindível para a investigação e tratamento da doença. Ela diz que muitos pacientes consideram-se mal atendidos pelo médico se o exame não for solicitado. No entanto, na maioria dos casos ele é realmente desnecessário.

 

Outro mito é a necessidade de repouso absoluto. A fisioterapeuta Daniela Silva explica que, ao contrário do que muitos pacientes pensam, as pessoas que têm dor lombar crônica inespecífica devem retomar as atividades diárias de forma controlada.

 

Júlia Crivelho Barbosa, 62, moradora do bairro Concórdia, é uma das assistidas pelo grupo Cuidados com a Coluna. “Tenho consciência de como as atividades do grupo têm me ajudado. Com as orientações e a prática dos exercícios, sinto-me cada vez melhor. É um serviço muito importante para a população”, pondera.

 

Maria das Graças Lacerda Silva, 68, sofre com a dor lombar crônica há cerca de 20 anos. Segundo ela, aprender a manejar esse tipo de dor é fundamental para a qualidade de vida. “O grupo Cuidados com a Coluna me trouxe muitos ensinamentos. Antes eu sentia muita dor lombar e até choque, mas com a prática constante dos exercícios essa realidade mudou. Outro aspecto muito positivo no grupo é o aconchego e a interação entre os coordenadores e os participantes”, acrescenta Maria das Graças.

 

Os encontros do grupo Cuidados com a Coluna acontecem às quintas-feiras, das 8h30 às 9h30, na rua Jequiriçá, 54, Concórdia, em um espaço cedido pela Igreja Nossa Senhora das Graças ao Centro de Saúde Alcides Lins.

 

 

 

19/11/2019. Centro de Saúde Alcides Lins - Cuidados com a Coluna. Fotos: Mara Damasceno/PBH


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