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Profissional bibliotecário lendo para cerca de dez crianças
Foto: Divulgação/PBH

Nova organização aumenta o número de profissionais nas Bibliotecas Escolares

07/08/2018 | 15:58 | atualizado em 07/08/2018 | 15:58
Com o objetivo de formar leitores e fazer das 191 bibliotecas escolares espaços de referência para toda a comunidade, a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte planeja uma nova organização das bibliotecas. A mudança vai otimizar o uso desses espaços e atrair mais usuários. 
 
Gerente de Bibliotecas, Ricardo Miranda conta que as mudanças, que serão implantadas até o final deste ano, foram pensadas a partir de um diagnóstico de todas as bibliotecas da Rede Municipal de Educação, feito em 2017. “A proposta é disponibilizar um bibliotecário para cada escola, e para isso, pretendemos realizar, o mais breve possível, um concurso público para esse cargo. No modelo atual, temos uma biblioteca polo, que é referência em uma região, e um bibliotecário que é o responsável técnico pela biblioteca polo e mais outras quatro ou cinco bibliotecas. Esse modelo é perverso para o profissional e ineficiente para a coletividade porque o bibliotecário consegue fazer um bom trabalho na polo, mas as outras ficam prejudicadas. Não poderíamos continuar a ofertar serviços de excelente qualidade somente a poucos”, enfatiza Ricardo.
 
Para a coordenadora técnica de Bibliotecas, Adriana Pedrosa, bibliotecária da Rede Municipal há 10 anos, a proposta de reorganização das bibliotecas trará benefícios para toda a comunidade. “Vejo essa proposta como um ganho. Frustrava-me não conseguir fazer o mesmo trabalho da polo nas outras escolas. Na polo, eu conhecia o perfil do público, mas não ter a vivência diária nas outras escolas inviabilizava fazer um  trabalho similar” Para Adriana ter um profissional atuando em cada escola, não é só uma questão da valorização do espaço, mas de ampliação também dos serviços que podem ser oferecidos pelas bibliotecas.  “A presença de um bibliotecário na escola amplia os serviços para os alunos e comunidade. Um dos nossos desafios é trazer também a família para esse espaço, porque quando os pais são leitores, os filhos  são mais incentivados à leitura”, completa.
 

Mudanças que impactam na comunidade

Para implementar a nova organização das bibliotecas escolares, a Smed além de ampliar o quadro de bibliotecários, investe em outras ações como a automação das bibliotecas e, para isso, já adquiriu um software para catalogação do acervo. Também fazem parte da proposta a criação de um Centro de Referência, a implementação do programa Biblioteca Viva, a inclusão das bibliotecas nos planos de obras da escola para melhoria da infraestrutura, formações para os profissionais e a realização de um seminário, neste segundo semestre, para todos os que atuam nas bibliotecas escolares. 
 
“Ainda em agosto, daremos início ao programa Biblioteca Viva, cujo objetivo é ampliar o atendimento para a comunidade, abrindo periodicamente as bibliotecas com atividades pensadas para as famílias, além de oferecer um leque de opções para os alunos, com a presença de autores literários e variadas atividades de leitura. Outra ação importante será a criação do Centro de Referência da Biblioteca Escolar, um espaço de experimentação e desenvolvimento de novos produtos e serviços, bem como de formação de assistentes, bibliotecários e professores. O Centro de Referência será também modelo em termos de instalação e acessibilidade”, enfatiza Ricardo Miranda. 
 
Na opinião do auxiliar de biblioteca escolar, Marcelo Cândido da Silveira, há sete anos na Rede Municipal de Educação, as mudanças  são bem-vindas e necessárias. “Penso que a proposta trará bons resultados para toda a comunidade escolar. A presença de um bibliotecário em cada escola, por exemplo, é fundamental tanto para o trabalho técnico, que nem sempre conseguimos fazer enquanto auxiliares, bem como para a coordenação das nossas atividades, visto que os auxiliares de bibliotecas de uma mesma escola atuam em horários diferentes. Sinto falta de uma pessoa que seja o elo entre os turnos de trabalho, que integre e organize a divisão de tarefas. Acredito que o suporte de um profissional, de forma mais permanente nas atividades da biblioteca escolar, faria muita diferença”, comenta Marcelo. 
 

Bibliotecas escolares

Atualmente, a Rede Municipal de Educação conta com 191 bibliotecas escolares, das quais 37 são bibliotecas polos, e uma biblioteca específica para os professores e servidores da Educação. Nos fins de semana, algumas bibliotecas escolares ficam abertas à comunidade, durante as atividades do Programa Escola Aberta. O quadro de pessoal é composto de 37 bibliotecários e 423 auxiliares de biblioteca escolar. Com a nova organização e a ampliação do número de profissionais, mais bibliotecas escolares poderão estar abertas também para o público externo. 
 

07/08/2018. Nova organização aumenta o número de profissionais nas Bibliotecas Escolares. Fotos: PBH/Divulgação